Ilustração botânica de aeónio-arbóreo verde com caules lenhosos ramificados, rosetas terminais e panícula de flores amarelas
Suculenta Média

Aeónio-arbóreo

Aeonium arboreum · Crassulaceae

Subarbusto suculento das Canárias, com rosetas verdes nas pontas de caules lenhosos e crescimento mais ativo no período fresco e chuvoso.

ExposiçãoSol pleno litoral a meia-sombra quente
ÁguaBaixa a moderada no período fresco; mínima no repouso estival
CicloSubarbusto suculento perenifólio
SoloMineral, poroso e muito bem drenado
pH6,0–7,5
Espaço90–150 cm

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Escolher a forma correta

    Confirme que compra a espécie verde; cultivares púrpura como “Zwartkop” têm aparência diferente e não devem ser rotulados como planta-tipo.

  2. Plantar quando refresca

    Em litoral sem geada, instale no início do outono; em regiões frias, plante em vaso na primavera e mantenha-o móvel.

  3. Manter o caule à altura

    Não enterre a base lenhosa além da marca original e use mistura com componente mineral que não colapse com as regas.

  4. Quarentenar o exemplar

    Inspecione axilas e centro das rosetas durante duas semanas antes de o juntar a outras suculentas.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Respeitar o ciclo

Regue moderadamente no crescimento de outono a primavera e reduza muito no verão, quando as rosetas podem fechar sem estarem a morrer.

Propagar por roseta

Corte um ramo saudável, deixe cicatrizar vários dias e enraíze quase seco; não mantenha a ferida em substrato húmido.

Conter flor e resíduos

Retire inflorescências e restos com semente e entregue excedentes como resíduo verde controlado, nunca em escarpa ou terreno natural.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Podridão do cauleBase escura e mole, frequentemente após chuva fria ou vaso sem drenagem.Cortar acima do tecido afetado, cicatrizar e reenraizar em mistura limpa e seca.
Cochonilha-farinhentaAlgodão branco nas axilas, melada e rosetas deformadas.Isolar, remover manualmente e repetir inspeções antes de reintegrar a planta.
EscaldãoManchas bege no lado exposto depois de mudança brusca para sol forte.Aclimatar durante semanas e oferecer sombra leve nas tardes mais quentes.

É uma espécie não autóctone com capacidade de escapar ao cultivo em climas insulares e costeiros. Mantenha-a confinada, retire propágulos e não a use em restauro, arribas, dunas ou áreas protegidas.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Só em vaso abrigado, protegendo rosetas de geada e chuva persistente.
Norte interior Apenas em recipiente móvel; frio intenso é incompatível com exterior permanente.
Centro litoral Boa em microclima costeiro protegido, com substrato que seque após chuva.
Centro interior Só em vaso móvel, abrigado no inverno e sombreado no pico do verão.
Lisboa e Vale do Tejo Muito boa em pátio soalheiro e sem geada, reduzindo água durante dormência.
Alentejo Muito boa com sol de manhã e água ocasional durante o crescimento fresco.
Algarve Excelente em jardins litorais abrigados, longe de rega automática frequente.
Açores Possível sob cobertura ventilada; não introduzir nem descartar plantas no arquipélago.
Madeira Climaticamente excelente, mas manter estritamente em cultivo e impedir dispersão.