Impedir pisoteio concentrado
Desvie o percurso sem vedar toda a circulação da fauna.

Arabis sadina · Brassicaceae
Endemismo português das serras calcárias do Centro-Oeste, vivendo em afloramentos, cascalheiras e fendas rochosas.
Do início ao estabelecimento
A base arredondada das folhas caulinares ajuda a separar a espécie de Arabis próximas.
A raiz e o pequeno volume de solo são facilmente destruídos pelo arranque.
Mapeie antes de pedreiras, abertura de trilhos, escalada ou deposição de inertes.
Não crie canteiros ricos; conserve fissuras, cascalho e dinâmica natural.
Janelas nacionais
Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.
Depois de plantar
Desvie o percurso sem vedar toda a circulação da fauna.
Nutrientes favorecem gramíneas e apagam o micro-habitat aberto.
Use fotografia com escala e pontos fixos, sem colher síliquas.
Diagnóstico antes de tratar
| Problema | Como reconhecer | Primeira resposta |
|---|---|---|
| Pedreira | Marcação, perfuração ou poeira sobre o afloramento. | Sinalizar a ocorrência e suspender trabalho na área crítica. |
| Trilho informal | Solo polido, plantas partidas e pedras deslocadas. | Redesenhar o acesso e recuperar apenas com material local. |
| Diagnose incompleta | Só existem fotografias de flor. | Documentar folhas, fruto e hábito sem retirar exemplar. |
Endémica portuguesa, Pouco Preocupante e incluída nos Anexos II e IV da Diretiva Habitats; o estatuto não dispensa proteção do afloramento.
Contexto português