Ilustração botânica de armeria-marítima em almofada de folhas lineares com capítulos redondos cor-de-rosa e raiz
Costeira Média

Armeria-marítima

Armeria maritima subsp. maritima · Plumbaginaceae

Pequena perene costeira em almofada, com capítulos rosados sobre hastes nuas; o táxon espontâneo português está ameaçado e nunca deve ser recolhido.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaBaixa, com secagem rápida do solo
CicloPerenne cespitosa costeira
SoloArenoso ou pedregoso, pobre e muito drenado
pH5,5–8,0
Espaço20–30 cm

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar a origem

    Compre uma cultivar de viveiro para jardim e guarde a etiqueta; restauro da subespécie portuguesa requer material local, autorização e equipa especializada.

  2. Criar um perfil mineral

    Misture cascalho fino no canteiro inteiro ou use vaso drenante; uma bolsa de gravilha numa cova argilosa continua a reter água.

  3. Não enterrar a coroa

    Plante à altura do torrão e deixe a base ventilada, afastando cobertura orgânica que conserva humidade contra as folhas.

  4. Regar até enraizar

    Molhe profundamente e espere a superfície secar; reduza progressivamente no primeiro verão em vez de manter rega diária.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Retirar flores gastas

Corte as hastes pela base para manter a almofada limpa, deixando algumas apenas quando a sementeira é intencional e controlada.

Rejuvenescer a almofada

Na primavera, divida plantas abertas ao centro e replante pequenas secções exteriores com raiz em substrato fresco.

Proteger da humidade

No inverno, retire folhas acumuladas e afaste rega de relvado para que a coroa seque entre episódios de chuva.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Podridão da coroaCentro castanho, mole e sem rebentos depois de chuva ou rega persistente.Cortar secções sãs, corrigir drenagem e reduzir matéria orgânica junto à base.
Almofada abertaA planta forma um anel verde com centro lenhoso e vazio.Dividir na primavera e substituir o centro velho por secções jovens.
AfídeosColónias nos pedúnculos, botões deformados e melada pegajosa.Lavar, preservar auxiliares e remover apenas hastes muito infestadas.

A subespécie espontânea em Portugal continental está classificada como Em Perigo. Para jardim use material legal de viveiro; não recolha, multiplique ou plante junto de populações naturais.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Muito boa em jardim costeiro drenado, usando apenas material certificado de viveiro.
Norte interior Boa em rochoso solarengo; proteger a coroa da humidade invernal persistente.
Centro litoral Muito boa junto à costa, sem recolher semente das populações ameaçadas.
Centro interior Boa em canteiro mineral, tolerando frio se a coroa permanecer seca.
Lisboa e Vale do Tejo Muito boa em sol e drenagem, distinguindo cultivar hortícola de restauro.
Alentejo Boa com alguma rega de estabelecimento e proteção do calor refletido.
Algarve Muito boa em jardim marítimo, sem introduzir cultivares em habitat natural.
Açores Apenas com material e aconselhamento locais; não transferir entre ilhas.
Madeira Apenas com material cultivado adequado e longe de habitats naturais sensíveis.