Prancha botânica de Bellevalia hackelii com bolbo, folhas lineares em roseta, cacho de flores azul-violeta que empalidecem e cápsulas triloculares
Perene Exigente

Bellevalia-de-Hackel

Bellevalia hackelii · Asparagaceae

Geófito endémico português concentrado no Barrocal algarvio, surgindo em afloramentos e clareiras de tomilhais calcários.

ExposiçãoSol de inverno e primavera
ÁguaChuva sazonal; dormência seca no verão
CicloGeófito bulboso
SoloCalcário rochoso e pedregoso
pH7,0–8,4
EspaçoApenas conforme plano de conservação

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Identificar em flor

    Documente a mudança de cor das flores e outros caracteres; folhas isoladas não bastam.

  2. Não escavar bolbos

    A remoção mata o indivíduo e perturba o solo rochoso.

  3. Marcar antes da dormência

    Registe coordenadas na primavera para evitar destruição quando a parte aérea desaparecer.

  4. Propagar apenas por semente legal

    Conserve diversidade entre plantas-mãe; divisão de bolbos silvestres é inadequada.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Respeitar a dormência

Não regar no verão nem cavar o ponto por parecer vazio.

Controlar mobilização

Evite lavoura, ripagem e abertura de caminhos nos afloramentos.

Monitorizar antes de roçar

Ajuste trabalhos ao ciclo anual e preserve parcelas não intervencionadas.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Bolbo destruídoSolo mobilizado ou plantas arrancadas.Suspender a operação e proteger a área remanescente.
Rega estivalFolha fora de época e podridão do bolbo.Restabelecer ciclo seco; não usar no relvado.
Confusão com jacintoIdentificação baseada apenas no cacho azul.Rever flor, fruto, folha e bolbo apenas por observação não destrutiva.

Endémica portuguesa, Pouco Preocupante e incluída no Anexo IV da Diretiva Habitats. A população isolada de Santiago do Cacém não deve ser misturada com o Barrocal.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Só considerar onde a ocorrência e a geologia calcária estejam documentadas; confirmar o bolbo, a população do Barrocal e a dormência.
Norte interior Geralmente fora da distribuição e do clima adequado; confirmar o bolbo, a população do Barrocal e a dormência e não translocar material.
Centro litoral Pode corresponder a núcleos calcários do Centro-Oeste; confirmar o bolbo, a população do Barrocal e a dormência à escala da população.
Centro interior Distribuição muito localizada ou ausente no interior; confirmar o bolbo, a população do Barrocal e a dormência antes de qualquer intervenção.
Lisboa e Vale do Tejo Região-chave para Arrábida, Sintra e maciços calcários próximos; confirmar o bolbo, a população do Barrocal e a dormência.
Alentejo Alguns táxones chegam ao litoral alentejano, mas não são intercambiáveis entre populações; confirmar o bolbo, a população do Barrocal e a dormência.
Algarve Região-chave para Barrocal e litoral algarvio; confirmar o bolbo, a população do Barrocal e a dormência e o micro-habitat.
Açores Não introduzir flora continental nos Açores; usar apenas referências e material insulares.
Madeira Não introduzir flora continental na Madeira; usar apenas referências e material insulares.