Prancha botânica de Arisarum simorrhinum com folhas sagitadas brilhantes, espata encapuzada castanho-esverdeada rente ao solo, espádice curvo e tubérculo
Perene Média

Capuz-de-frade

Arisarum simorrhinum · Araceae

Geófito mediterrânico autóctone muito disseminado em terrenos cultivados, bermas, clareiras, taludes e afloramentos, frequente em olivais extensivos.

ExposiçãoSol de inverno a meia-sombra
ÁguaChuva sazonal; dormência seca
CicloGeófito tuberoso de crescimento invernal
SoloRevolvido ou pedregoso, ácido a básico e drenante
pH5,5–8,4
Espaço20–30 cm

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar a identidade

    Confirme folhas sagitadas e espata baixa em forma de capuz, com tubo estriado e espádice curvo; compare com Arisarum vulgare onde aplicável.

  2. Ler o micro-habitat

    Escolha margem pedregosa sob copa aberta, húmida no inverno e completamente drenada na dormência.

  3. Instalar sem recolha silvestre

    Plante tubérculo de viveiro no início do outono, a cerca de duas vezes a sua altura, sem perturbar raízes da oliveira.

  4. Gerir por mosaico

    Marque a posição antes da dormência e não mobilize o solo quando a parte aérea desaparecer.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Respeitar o ciclo mediterrânico

A maior parte cresce com as chuvas e abranda ou desaparece no verão; não force folhagem estival com rega e fertilizante.

Manter refúgios não mobilizados

Alterne corte e limpeza entre faixas, pés de árvore e troços de muro, deixando sempre plantas completar floração e frutificação.

Proteger solo e alvenaria

Não cave junto de raízes estruturais nem abra juntas estáveis. Em património ou muro de suporte, a segurança e a conservação precedem qualquer plantação.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Podridão na dormênciaTubérculo mole e ausência de rebento após verão regado.Suspender rega estival, melhorar drenagem e eliminar material afetado com luvas.
Mobilização ou limpeza totalSolo nu contínuo, juntas raspadas e ausência de plântulas após a primavera.Parar a intervenção uniforme, mapear refúgios e retomar apenas corte ou limpeza seletiva e faseada.
Origem inadequadaLote sem nome completo, proveniência ou comportamento diferente das populações locais.Conter a propagação, não libertar sementes e validar a identificação e o estatuto regional.

Todas as partes devem ser tratadas como não comestíveis. Use luvas e mantenha fora do alcance de crianças e animais que mordam plantas.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Adequar a humidade atlântica, exposição e rocha local; confirmar o tubérculo, a espata e a proveniência.
Norte interior Favorecer primavera curta, frio invernal e solo pedregoso sem rega estival; confirmar o tubérculo, a espata e a proveniência.
Centro litoral Escolher muro ou pomar tradicional com drenagem e proveniência regional; confirmar o tubérculo, a espata e a proveniência.
Centro interior Proteger da mobilização profunda e respeitar a secura estival; confirmar o tubérculo, a espata e a proveniência.
Lisboa e Vale do Tejo Usar apenas em habitat equivalente e fora de património sem autorização; confirmar o tubérculo, a espata e a proveniência.
Alentejo Muito apropriada em mosaico extensivo, mas não em olival intensivo mobilizado; confirmar o tubérculo, a espata e a proveniência.
Algarve Ajustar a solo calcário ou descalcificado conforme o táxon e preservar o ciclo invernal; confirmar o tubérculo, a espata e a proveniência.
Açores Não importar material continental; confirmar estatuto e origem açoriana antes de cultivar.
Madeira Não importar material continental; confirmar estatuto e origem madeirense antes de cultivar.