Prancha botânica de Quercus pseudococcifera subsp. rivasmartinezii com pequena árvore costeira, folhas coriáceas dentadas, amentilhos e bolotas em cúpula escamosa
Árvore Exigente

Carrasco-arbóreo-costeiro

Quercus pseudococcifera subsp. rivasmartinezii · Fagaceae

Táxon ibérico costeiro de porte arbóreo, anteriormente tratado como Quercus coccifera subsp. rivasmartinezii, cuja conservação exige proveniência e revisão especializada.

ExposiçãoSol a meia-sombra costeira
ÁguaSeca estival moderada; humidade marítima
CicloFanerófito arbóreo perenifólio
SoloCosteiro, drenado, frequentemente calcário
pH6,0–8,2
Espaço5–8 m apenas em projeto de conservação

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Pedir revisão taxonómica

    Não decida pela forma de uma só folha; híbridos e conceitos antigos de carrasco tornam necessária avaliação botânica.

  2. Não recolher bolota

    A propagação para reforço deve integrar autorização, amostragem genética e registo de árvores-mãe.

  3. Definir unidade de conservação

    Use apenas população compatível e preserve a possibilidade de acompanhar cada lote desde a origem.

  4. Restaurar o habitat completo

    Instale apenas onde solo, matagal acompanhante, pressão de herbívoros e continuidade futura estejam assegurados.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Mapear indivíduos

Registe coordenada, identificação, origem, sobrevivência, crescimento e sinais de hibridação.

Evitar podas ornamentais

Conserve porte, floração e produção de bolota; intervenha apenas por risco objetivo.

Controlar competição por fases

Liberte a copa gradualmente sem expor subitamente o solo e a planta ao calor extremo.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Nome antigo no viveiroEtiqueta usa apenas Quercus coccifera ou Q. rivasmartinezii.Exigir voucher, origem e revisão antes de qualquer restauro.
Hibridação não avaliadaCaracteres intermédios entre carvalhos próximos.Não colher semente para lote puro; solicitar análise especializada.
Projeto sem continuidadePlantação sem responsável, monitorização ou proteção futura.Não avançar até existir plano plurianual verificável.

Perfil exclusivamente conservacionista. O nome aceite no POWO mudou em 2022; inventários antigos devem conservar a sinonímia para não perder registos.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Fora do núcleo termófilo; só usar em jardim abrigado e nunca como substituto da vegetação atlântica local. Confirmar a diagnose taxonómica, população de origem e autorização.
Norte interior Pouco adequado ao frio e geada continental; privilegiar flora regional mais resistente e confirmar a diagnose taxonómica, população de origem e autorização.
Centro litoral Possível em arribas, dunas consolidadas ou vales costeiros quentes documentados; confirmar a diagnose taxonómica, população de origem e autorização.
Centro interior Localizado em encostas muito abrigadas; frio, altitude e geada tornam a instalação incerta. Confirmar a diagnose taxonómica, população de origem e autorização.
Lisboa e Vale do Tejo Favorável em penínsulas, serras calcárias e vales costeiros quentes quando a ocorrência regional está comprovada; confirmar a diagnose taxonómica, população de origem e autorização.
Alentejo Adequado sobretudo no litoral sudoeste e vales quentes, com solo e proveniência compatíveis; confirmar a diagnose taxonómica, população de origem e autorização.
Algarve Região principal para muitos elementos termófilos, mas barrocal, serra e litoral não são equivalentes; confirmar a diagnose taxonómica, população de origem e autorização.
Açores Não transpor material continental para os Açores; avaliar estatuto local e risco de naturalização antes de cultivar.
Madeira Não transpor material continental para a Madeira; a flora termófila macaronésica exige referências próprias.