Prancha botânica de Convolvulus arvensis com folhas sagitadas, pequenas flores em funil brancas e rosadas e sistema profundo de raízes rastejantes
Trepadeira Exigente

Corriola-campestre

Convolvulus arvensis · Convolvulaceae

Perene autóctone muito persistente de campos e bermas, cujas raízes profundas e rastejantes regeneram de fragmentos; a ficha é de gestão, não de cultivo.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaBaixa; explora água em profundidade
CicloPerene rizomatosa e trepadora
SoloQuase qualquer solo agrícola drenado
pH5,5–8,5
EspaçoNão cultivar; mapear cada foco

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar a espécie

    Verifique folhas sagitadas, flores pequenas e bractéolas afastadas do cálice; não confunda com Calystegia de flores maiores.

  2. Mapear toda a mancha

    Marque caules, limites e entradas prováveis antes de mobilizar, compostar ou deslocar terra.

  3. Esgotar repetidamente

    Corte ou arranque rebentos jovens em intervalos regulares, sempre antes de reporem reservas e produzirem semente.

  4. Fechar vias de propagação

    Limpe alfaias no local, não transporte raízes e cubra ou restaure solo nu com cultura competitiva adequada.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Insistir vários ciclos

Uma passagem raramente chega; mantenha calendário e compare densidade e área ao longo de pelo menos duas estações.

Evitar fragmentação cega

Fresa e grade podem multiplicar propágulos; só mobilize com plano para recolher raízes e repetir controlo.

Proteger o solo

Combine remoção com cobertura viva ou morta, sem deixar erosão, compactação ou nova janela de invasão.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Rebrote após mobilizaçãoMuitos rebentos alinhados surgem de fragmentos poucos dias depois.Interromper a fragmentação, retirar material acessível e iniciar esgotamento repetido.
Entrada por maquinariaNovos focos começam em cabeceiras, rodados ou montes de terra.Isolar, limpar equipamento e rastrear a origem do solo ou alfaias.
Estrangulamento da culturaCaules enrolam-se nas plantas e dificultam luz, arejamento ou colheita.Libertar manualmente sem partir sobre a cultura e aplicar o plano integrado fora da linha.

Por ser autóctone não deixa de ser infestante agrícola. Controle apenas onde causa dano, preserve o solo e use herbicidas só como último recurso autorizado.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Vigiar bermas, hortas e solos remexidos; impedir semente antes da dispersão e limpar equipamento.
Norte interior Vigiar culturas e pousios; frio não elimina o banco de sementes nem substitui monitorização.
Centro litoral Vigiar campos, jardins e depósitos de terra, intervindo cedo com solo húmido e sem dispersar sementes.
Centro interior Vigiar culturas e bermas; mapear focos e adaptar mobilização ao relevo e risco de erosão.
Lisboa e Vale do Tejo Prioridade alta em culturas, hortas e estaleiros; conter focos antes de florescer ou frutificar.
Alentejo Calor favorece ciclos rápidos em solo perturbado; evitar solo nu e entrada de sementes por máquinas.
Algarve Vigiar regadio, pomares e áreas urbanas; atuar antes da seca endurecer o solo e amadurecer cápsulas.
Açores Não importar solo ou sementes contaminados; seguir orientações regionais de biossegurança vegetal.
Madeira Não importar solo ou sementes contaminados; confirmar espécies semelhantes com especialistas locais.