Prancha botânica de Dianthus laricifolius subsp. marizii com tufo baixo, folhas lineares, cálice tubular e flores rosa serradas
Perene Exigente

Cravina-transmontana serpentinícola

Dianthus laricifolius subsp. marizii · Caryophyllaceae

Cravina de fendas e prados vivazes sobre rochas ultrabásicas, incluída nos anexos II e IV da Diretiva Habitats e pontual fora desses substratos.

ExposiçãoSol pleno a sol suave de montanha
ÁguaBaixa; alguma frescura profunda na primavera
CicloCaméfito perene em tufo
SoloEsquelético e ultrabásico, com drenagem imediata
pHCaracterizado por população, não corrigido em jardim
EspaçoDefinido pela comunidade e pelo protocolo

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Aplicar a proteção legal

    Não cortar, desenraizar ou recolher sementes no meio natural sem a derrogação e o projeto exigidos.

  2. Excluir outros cravos

    Isole fisicamente de Dianthus ornamentais e de outras subespécies durante floração e processamento de semente.

  3. Imitar rocha e prado ralo

    Use fissura técnica ultramáfica com baixa fertilidade e a cobertura aberta observada na população de referência.

  4. Planear polinização e destino

    Defina fundadores, cruzamentos, teste sanitário e destino de toda a descendência antes de iniciar propagação.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Conservar a variabilidade

Não selecionar porte compacto, pétalas maiores ou cor intensa como se fosse uma cultivar.

Manter a coroa arejada

Regue o fundo da bolsa e deixe secar a superfície, sem manta orgânica junto aos caules.

Arquivar sementes duplicadas

Quando autorizado, conserve lotes por população, família, ano e condições de armazenamento em banco reconhecido.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
HibridaçãoOutros cravos florescem no mesmo compartimento ou faltam redes e registos.Suspender colheita de semente e auditar o lote geneticamente.
Coroa húmidaCaules basais escurecem e tombam.Reduzir densidade, água e matéria orgânica e confirmar o agente.
Subespécie incertaOrigem ou caracteres não distinguem marizii de outros táxones.Não distribuir nem reintroduzir; obter validação especializada.

A inclusão nos anexos II e IV implica proteção do habitat e dos exemplares. A propagação para conservação depende de autorização, não de disponibilidade técnica.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Fora da distribuição portuguesa: sem translocação para serpentinitos ou jardins do litoral norte.
Norte interior A única região adequada, e apenas nos maciços ultramáficos de Bragança–Vinhais ou Morais indicados para o táxon e sob autorização.
Centro litoral Fora da área natural; clima atlântico semelhante não substitui litologia, comunidade nem proveniência transmontana.
Centro interior Fora da distribuição, mesmo onde exista altitude ou rocha básica; não criar populações artificiais.
Lisboa e Vale do Tejo Calor, baixa altitude e geologia não correspondem ao habitat; apenas coleção científica fechada e autorizada.
Alentejo Fora da flora serpentinícola nordestina; minas e solos metalíferos do sul têm química e comunidades diferentes.
Algarve Inadequada por clima, distância e litologia; não usar como planta tolerante à seca em jardim mineral.
Açores Nunca introduzir táxones continentais nos Açores; solo vulcânico não equivale a serpentinito transmontano.
Madeira Nunca introduzir táxones continentais na Madeira; rocha máfica insular não autoriza equivalência ecológica.