Prancha botânica de Dianthus cintranus subsp. cintranus com tufo de folhas estreitas, caules lenhosos baixos e flores rosa de pétalas serradas
Perene Exigente

Cravo-de-Sintra

Dianthus cintranus subsp. cintranus · Caryophyllaceae

Cravo endémico do litoral de Sintra, classificado Em Perigo em Portugal continental, cuja propagação se restringe a programas autorizados e rastreáveis.

ExposiçãoSol costeiro e vento, com humidade atlântica
ÁguaBaixa; neblina e chuva sazonal sem saturação
CicloCaméfito perene de base lenhosa
SoloRocha e solo raso costeiro, mineral e drenado
pH5,5–7,5
EspaçoDefinido por estudo de população

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Tratar como espécie ameaçada

    Não recolha flores, estacas ou sementes e não aceite material sem documento da entidade responsável.

  2. Preservar estrutura genética

    O protocolo deve definir fundadores, cruzamentos, tamanho efetivo e separação de outras subespécies.

  3. Imitar o litoral de origem

    Use rocha mineral, vento controlado, salpico indireto e humidade atmosférica, sem criar solo de jardim fértil.

  4. Liberar apenas por decisão formal

    Nenhuma planta ex situ deve ser colocada na natureza sem avaliação sanitária, genética e autorização.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Conservar a forma natural

Não selecionar flores maiores, cores distintas ou porte compacto como numa cultivar ornamental.

Impedir cruzamentos

Isole de outros Dianthus e sincronize acesso de polinizadores segundo o plano de reprodução.

Arquivar sementes duplicadas

Quando autorizado, mantenha lotes secos com testes de viabilidade e duplicação em banco reconhecido.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Contaminação genéticaOutros cravos florescem perto ou há etiquetas de subespécie incompletas.Suspender polinização e sementes e solicitar auditoria genética ou taxonómica.
Excesso de fertilidadeCaules moles, tombados e maior incidência de podridão.Reduzir azoto e reproduzir solo raso e mineral do habitat.
Destino não autorizadoPedido de planta para jardim, troca privada ou “reforço” informal.Recusar transferência e encaminhar para o ICNF ou instituição responsável.

A presença no catálogo é educativa. O cravo-de-Sintra não deve ser tratado como ornamental disponível nem deslocado entre populações ou jardins.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Fora da distribuição de conservação; apenas coleção científica licenciada e contida.
Norte interior Fora da distribuição natural; sem translocação por semelhança climática ou geológica.
Centro litoral Pode incluir núcleos regionais específicos, mas toda intervenção depende de plano e autorização.
Centro interior Fora do núcleo conhecido; não criar populações artificiais em serras semelhantes.
Lisboa e Vale do Tejo Região central da ocorrência conhecida, mas recolha, propagação e reforço exigem autoridade competente.
Alentejo Só onde a ocorrência natural esteja documentada e dentro de projeto formal de conservação.
Algarve Não introduzir fora dos núcleos naturais mesmo em calcário aparentemente compatível.
Açores Nunca introduzir endemismo continental nos Açores; manter biossegurança da flora insular.
Madeira Nunca introduzir endemismo continental na Madeira; conservar separação biogeográfica.