Prancha botânica de Aristolochia paucinervis com geófito de folhas cordiformes, flores tubulares castanho-púrpura em forma de cachimbo, cápsula pendente e rizoma subterrâneo
Perene Exigente

Erva-bicha

Aristolochia paucinervis · Aristolochiaceae

Geófito de sombra parcial em bosques, matos, prados e margens, reconhecível pelas flores tubulares e importante para insetos especializados.

ExposiçãoMeia-sombra
ÁguaModerada na primavera; baixa na dormência
CicloGeófito rizomatoso com dormência
SoloFresco, drenado e com folhada, indiferente ao substrato
pH5,5–8,0
Espaço0,5–0,8 m

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Usar origem de viveiro

    Não desenterrar rizomas. Exija identificação porque o género inclui espécies semelhantes.

  2. Escolher sombra sazonal

    Plante sob copa aberta, com luz de inverno e proteção do calor estival.

  3. Manter o rizoma intacto

    Transplante durante dormência com torrão inteiro e profundidade original.

  4. Marcar sem ferir

    Use etiqueta afastada da coroa para evitar escavar a planta quando a parte aérea desaparecer.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Não usar medicinalmente

Aristolochia contém compostos nefrotóxicos e carcinogénicos; não preparar chá, pó, tintura ou pomada.

Regar no crescimento

Mantenha frescura na primavera e reduza durante dormência, sem deixar saturar.

Conservar folhas

Evite corte precoce e inseticida; a planta integra relações especializadas com insetos.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Ingestão ou preparaçãoParte da planta foi usada como remédio ou alimento.Suspender uso e contactar imediatamente aconselhamento médico ou CIAV.
Dormência confundida com morteParte aérea desaparece após a estação.Manter local marcado e aguardar o ciclo seguinte antes de mexer.
Rizoma cortadoRebentação fraca após mobilização do solo.Suspender cava e proteger a área de novas intervenções.

TÓXICA: produtos com Aristolochia foram associados a lesão renal grave e cancro. A presença histórica em mezinhas não constitui recomendação.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Possível em orlas quentes e secas, mas o noroeste húmido não representa o núcleo mediterrânico; confirmar a toxicidade, a dormência e a identificação.
Norte interior Adequação variável entre Terra Quente, vales abrigados e planaltos frios; confirmar a toxicidade, a dormência e a identificação.
Centro litoral Boa em encostas e bosques mediterrânicos do centro litoral quando solo e proveniência coincidem; confirmar a toxicidade, a dormência e a identificação.
Centro interior Possível em vales e encostas abrigadas; geada, altitude e litologia são decisivas. Confirmar a toxicidade, a dormência e a identificação.
Lisboa e Vale do Tejo Região favorável em azinhais, cercais, sobreirais e serras calcárias, conforme a espécie; confirmar a toxicidade, a dormência e a identificação.
Alentejo Região central para montado, azinhal e carvalhal marcescente; seca, pastoreio e fogo exigem gestão. Confirmar a toxicidade, a dormência e a identificação.
Algarve Favorável sobretudo no barrocal, serra e vales frescos; litoral, serra e Monchique não são equivalentes. Confirmar a toxicidade, a dormência e a identificação.
Açores Não introduzir material continental nos Açores; consultar flora e estatuto insular próprios.
Madeira Não introduzir material continental na Madeira; consultar flora e estatuto insular próprios.