Ilustração botânica de identificação de uma erva-das-pampas com folhas cortantes, grandes penachos claros e sementes dispersas
Gramínea Exigente

Erva-das-pampas — não plantar

Cortaderia selloana · Poaceae

Gramínea sul-americana invasora incluída na lista nacional: não deve ser comprada, propagada ou plantada, e exemplares existentes exigem controlo.

ExposiçãoNão aplicável: não plantar
ÁguaNão aplicável: não cultivar
CicloPerenne cespitosa invasora
SoloColoniza solos perturbados, margens e bermas
pHAmplo; não usar como critério de cultivo
EspaçoNão plantar

Prevenir antes de intervir

Não plantar e controlar

  1. Não comprar nem propagar

    A espécie integra a Lista Nacional de Espécies Invasoras; escolha uma gramínea não invasora adequada ao local.

  2. Confirmar a identificação

    Procure touceira grande, folhas longas de margens cortantes e penachos claros; em dúvida, peça validação técnica antes de intervir.

  3. Conter antes de remover

    Antes da maturação, envolva e corte penachos sem os sacudir, colocando-os em saco resistente para impedir dispersão.

  4. Remover com plano seguro

    Plantas pequenas podem ser escavadas com toda a coroa; exemplares grandes exigem equipa, proteção e método conforme orientação do ICNF.

Depois da intervenção

Vigilância continuada

Vigiar rebentos

Depois da remoção, inspecione a coroa e o solo várias vezes por ano e retire qualquer rebento enquanto pequeno.

Vigiar plântulas

Acompanhe uma área larga a favor do vento durante vários anos, arrancando plântulas antes de formarem nova touceira.

Restabelecer cobertura

Replante espécies adequadas e estabilize solo nu para reduzir espaço disponível, mantendo vigilância continuada.

Diagnóstico antes de tratar

Riscos e falhas de controlo

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Dispersão de sementesPenachos maduros libertam nuvens de sementes com vento ou corte.Parar, ensacar penachos no local e seguir o plano de controlo sem os transportar abertos.
Rebrote da coroaFolhas novas surgem do centro depois de corte superficial.Remover a coroa inteira ou recorrer a controlo técnico autorizado e monitorizado.
Ferimentos e alergiaCortes na pele, irritação ocular ou reação ao pólen e material seco.Usar proteção integral e recorrer a profissional em exemplares grandes ou inacessíveis.

Espécie legalmente classificada como invasora em Portugal. Folhas cortam, pólen pode causar alergia e uma planta adulta requer remoção profissional e monitorização.

Contexto português

Prioridade em todas as regiões

Norte litoral Não plantar; é prioritária no arco atlântico e dispersa sementes pelo vento.
Norte interior Não plantar; focos em estradas e obras podem expandir para vales e rios.
Centro litoral Não plantar; humidade e perturbação favorecem focos densos no litoral.
Centro interior Não plantar; remover antes de frutificar e vigiar áreas de solo mobilizado.
Lisboa e Vale do Tejo Não plantar; bermas, lotes vagos e corredores viários facilitam dispersão.
Alentejo Não plantar; tolera seca e pode invadir linhas de água e áreas perturbadas.
Algarve Não plantar; vento transporta semente para dunas, arribas e áreas protegidas.
Açores Não plantar nem transportar; ilhas são particularmente vulneráveis a invasoras.
Madeira Não plantar nem transportar; comunicar focos perto de habitats sensíveis.