Prancha botânica de Frankenia pulverulenta com pequena anual prostrada, caules avermelhados, folhas opostas pequenas e pulverulentas, flores rosa de cinco pétalas e cápsula
Costeira Média

Flor-de-andorinha

Frankenia pulverulenta · Frankeniaceae

Pequena anual prostrada de clareiras halófilas, areias, cascalhos de salina e, raramente, depressões salobras endorreicas.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaHumidade salina sazonal
CicloTerófito anual
SoloAreia, cascalho ou argila salgadiça aberta
pH6,5–8,8
Espaço15–25 cm em pequenos núcleos

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar o táxon

    Confirme hábito prostrado, folhas opostas pequenas com aspeto pulverulento, flor rosa e cápsula; compare com Frankenia laevis e F. boissieri.

  2. Medir o micro-habitat

    Registe proporção de solo nu, crosta, granulometria, condutividade e inundação sazonal sem assumir que a salina inteira é homogénea.

  3. Propagar só com autorização

    Use semente local de várias plantas e espalhe superficialmente apenas em reforço autorizado de clareira equivalente.

  4. Restaurar a dinâmica

    Conserve uma rede de clareiras por intervenção manual rotativa e bloqueie pisoteio concentrado.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Manter salinidade natural

Não substitua maré, evaporação e água intersticial por rega com sal; corrija primeiro diques, drenagem, escorrência ou abandono da salina.

Evitar cobertura total

Conserve clareiras, crostas e desníveis: muitas anuais halófitas desaparecem quando juncos, matos ou invasoras fecham todo o espaço.

Monitorizar sem pisar

Use pontos fotográficos, quadrículas e percursos fixos; conte indivíduos, floração e solo aberto sempre na mesma fase sazonal.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Mato halófilo fechaCaules prostrados deixam de florir sob sombra e manta.Reabrir pequenas janelas fora do pico reprodutivo e monitorizar banco de sementes.
Doceificação ou lavagem do salRuderais altas e espécies de água doce substituem a pequena flora halófita.Investigar entradas de água, drenagem e abandono da salina; não compensar com sal aplicado.
Pisoteio e veículosSulcos, crosta quebrada, plantas esmagadas e caminhos novos atravessam os núcleos.Excluir tráfego, definir passadeira e fiscalização e aguardar regeneração antes de considerar reforço.

A ocorrência em depressões interiores é rara e deve ser confirmada; nunca se deve criar um “salgado” artificial para a introduzir.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Apenas em estuário, salina ou depressão salobra com ocorrência confirmada; chuva e água doce alteram o nicho. Confirmar a depressão salobra, a clareira e a proveniência insular ou continental.
Norte interior Em regra inadequada: calor seco não substitui salinidade edáfica natural. Confirmar eventual população histórica antes de agir sobre a depressão salobra, a clareira e a proveniência insular ou continental.
Centro litoral Possível em rias, lagoas e salinas litorais; cada massa de água e cota exige proveniência própria. Confirmar a depressão salobra, a clareira e a proveniência insular ou continental.
Centro interior Muito restrita a depressão salobra comprovada; não criar salinização artificial. Confirmar a depressão salobra, a clareira e a proveniência insular ou continental.
Lisboa e Vale do Tejo Possível nos estuários e salgados do Tejo e Sado conforme o táxon; medir cota, condutividade e perturbação. Confirmar a depressão salobra, a clareira e a proveniência insular ou continental.
Alentejo Possível em estuários, salinas e lagoas costeiras; o interior seco só conta quando existe solo naturalmente salgado. Confirmar a depressão salobra, a clareira e a proveniência insular ou continental.
Algarve Região principal para vários táxones raros do Sotavento; proteger o núcleo e a dinâmica da salina antes de propagar. Confirmar a depressão salobra, a clareira e a proveniência insular ou continental.
Açores Não importar material continental para os Açores; confirmar estatuto, população e genética insulares.
Madeira Não importar material continental para a Madeira; confirmar estatuto, população e genética insulares.