Prancha botânica da Lane Late com árvore vigorosa, flor, folha e laranja tardia redonda de umbigo em corte sem sementes
Fruteira Média

Laranjeira Lane Late

Citrus sinensis 'Lane Late' · Rutaceae

Navel tardia, vigorosa e muito produtiva, sem sementes, que prolonga a campanha no inverno e primavera mantendo o fruto preso à árvore.

ExposiçãoSol pleno e clima suave
ÁguaRegular durante inverno seco e primavera
CicloÁrvore perene enxertada
SoloProfundo, fértil e drenado
pH5,5–7,5
Espaço5–6 m pelo vigor

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar cultivar e porta-enxerto

    Lane Late é uma mutação australiana de Washington Navel, com flores sem pólen e fruto redondo de umbigo, normalmente sem sementes. Compre planta enxertada em viveiro autorizado, com cultivar, clone, porta-enxerto, lote e passaporte identificados; uma semente nunca reproduz fielmente esta cultivar.

  2. Escolher o microclima

    Use apenas onde o fruto possa atravessar o inverno sem geada recorrente e a rega continue disponível quando a nova floração começa. Reserve sol pleno, abrigo de vento frio, drenagem interna e espaço para circulação de ar; não plante numa baixa onde ar frio ou água se acumulem.

  3. Plantar com a união alta

    Plante de outono a primavera fora de geada e calor, mantendo o topo do torrão ao nível do terreno e a enxertia bem exposta. Regue profundamente, cubra o solo sem tocar no tronco e retire tutor apertado.

  4. Planear polinização e calendário

    A árvore vigorosa precisa de espaço; a colheita tardia coincide com rebentação e floração da campanha seguinte, aumentando a competição por reservas. Mapeie cultivares vizinhas e a sequência de colheita; proximidade de citrinos férteis pode aumentar sementes mesmo numa cultivar normalmente apirena.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Regar pela carga e pelo solo

Mantenha humidade regular da floração ao crescimento do fruto, sem encharcar o colo. Expanda os emissores com a copa e use análise de água, solo e folha antes de corrigir sais, ferro ou azoto.

Formar uma copa iluminada

Limite a poda a madeira morta, ramos cruzados, saias excessivamente baixas e ladrões. Cortes fortes provocam rebentação vertical, escaldão e atraso de produção; desinfete ferramentas entre árvores suspeitas.

Colher por maturação interna

Colha entre inverno e meados da primavera por qualidade interna e firmeza, sem usar a árvore como armazém depois de a textura começar a cair. Cor da casca, sobretudo após noites frias ou retorno do calor, não basta: prove e acompanhe sumo, açúcares e acidez. Citrinos não melhoram em açúcar depois de colhidos.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Clareta e perda de consistência tardiaCasca fissurada ou destacada, fruto mole e queda de qualidade enquanto ainda permanece preso.Amostar regularmente, uniformizar água e antecipar a última passagem; não prolongar a colheita apenas por preço esperado.
Mosca-do-Mediterrâneo e tripesPicadas, podridão, larvas, cicatriz anelar ou prateada junto ao pedúnculo e deformação de folhas ou fruto jovem.Monitorizar, retirar fruta caída e seguir avisos e medidas oficiais; não transportar material ou fruto de áreas demarcadas contra regras fitossanitárias.
Phytophthora, goma ou franqueamentoCasca escura ou com goma no colo, folhas amarelas, raízes castanhas, enxertia enterrada ou rebentos diferentes abaixo dela.Afastar água e cobertura do tronco, confirmar drenagem e agente, remover ladrões e preservar a união acima do solo; tolerância do porta-enxerto não é imunidade.

O IVIA indica produtividade alta a muito alta, 55–58% de sumo e colheita tardia; a consistência e a clareta limitam espera excessiva. As janelas de colheita são orientativas para Portugal: litoral, altitude, carga, porta-enxerto e ano podem antecipar ou atrasar várias semanas.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, procurar abrigo, drenagem e calor acumulado; a longa permanência do fruto exige inverno ameno, boa sanidade e água até à primavera.
Norte interior No Norte interior, o frio de inverno e a geada limitam fruto e madeira; a longa permanência do fruto exige inverno ameno, boa sanidade e água até à primavera.
Centro litoral No Centro litoral, escolher microclima soalheiro e solo drenado; a longa permanência do fruto exige inverno ameno, boa sanidade e água até à primavera.
Centro interior No Centro interior, proteger de geada e calor seco extremo; a longa permanência do fruto exige inverno ameno, boa sanidade e água até à primavera.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, controlar vento, água e mosca-do-Mediterrâneo; a longa permanência do fruto exige inverno ameno, boa sanidade e água até à primavera.
Alentejo No Alentejo, assegurar rega, proteção do escaldão e qualidade da água; a longa permanência do fruto exige inverno ameno, boa sanidade e água até à primavera.
Algarve No Algarve, ajustar colheita, rega e sanidade ao principal território citrícola; a longa permanência do fruto exige inverno ameno, boa sanidade e água até à primavera.
Açores Nos Açores, proteger do vento e excesso de chuva; a longa permanência do fruto exige inverno ameno, boa sanidade e água até à primavera.
Madeira Na Madeira, ajustar altitude, água e pressão de pragas ao clima muito suave; a longa permanência do fruto exige inverno ameno, boa sanidade e água até à primavera.