Prancha botânica de Santolina impressa com subarbusto cinzento de paleoduna, folhas curtas segmentadas, capítulos amarelos redondos, brácteas e aquénios
Aromática Exigente

Marcetão-das-areias

Santolina impressa · Asteraceae

Endemismo português dos matos arenosos ácidos entre Setúbal e Sines, frequente em paleodunas e clareiras de pinhal.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaBaixa
CicloCaméfito aromático perenifólio
SoloAreia ácida estabilizada, pobre e drenada
pH4,8–6,8
Espaço0,8–1,3 m apenas com proveniência adequada

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Respeitar a distribuição

    Não use a espécie como santolina ornamental fora do corredor natural ou junto de populações sem origem compatível.

  2. Não recolher estacas

    A propagação para conservação deve amostrar várias plantas-mãe e conservar cada lote.

  3. Preparar habitat aberto

    Remova invasoras e restaure luz sem gradar ou fertilizar a paleoduna.

  4. Instalar apenas no outono

    Plante muda jovem em areia firme e acompanhe sem rega permanente.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Gerir perturbação moderada

A espécie beneficia de aberturas cíclicas, não de mobilização total nem abandono completo.

Preservar capítulos

Evite cortar toda a floração; sementes e insetos dependem do ciclo completo.

Monitorizar pinhal

Registe sombra, destroçamento, compactação e densidade da população.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Confusão ornamentalLote é vendido apenas como Santolina ou com cultivar.Não usar em restauro e pedir identificação verificável.
Fecho por matoRamos alongados e menos capítulos.Abrir clareiras pequenas em rotação.
Gestão florestal pesadaSolo revolvido, enterramento e plantas esmagadas.Delimitar núcleos e ajustar maquinaria e época.

Endémica portuguesa, Anexos II e IV e Pouco Preocupante. O estatuto depende de conservar a gestão adequada das paleodunas.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Adequação apenas em dunas e areias atlânticas documentadas; confirmar o corredor Setúbal–Sines, a areia ácida e a autorização.
Norte interior Fora do habitat costeiro e geralmente inadequado; confirmar o corredor Setúbal–Sines, a areia ácida e a autorização e não translocar material.
Centro litoral Faixa relevante para dunas secundárias, paleodunas e pinhais litorais; confirmar o corredor Setúbal–Sines, a areia ácida e a autorização.
Centro interior Normalmente ausente do interior; depósitos arenosos interiores não equivalem à duna costeira. Confirmar o corredor Setúbal–Sines, a areia ácida e a autorização.
Lisboa e Vale do Tejo Região central para Sado, Tejo, Setúbal e litoral oeste; confirmar o corredor Setúbal–Sines, a areia ácida e a autorização à escala da população.
Alentejo Muito relevante no litoral alentejano, mas cada sistema dunar exige proveniência própria; confirmar o corredor Setúbal–Sines, a areia ácida e a autorização.
Algarve Possível no litoral algarvio conforme a espécie; costa sul e costa oeste diferem. Confirmar o corredor Setúbal–Sines, a areia ácida e a autorização.
Açores Não introduzir material continental nos Açores; a flora dunar insular requer táxones e referências próprias.
Madeira Não introduzir material continental na Madeira; confirmar estatuto insular e risco de naturalização.