Prancha botânica de Pyrus cordata com pequena árvore espinhosa, folhas pequenas cordiformes, flores brancas de anteras escuras e peras minúsculas globosas
Árvore Média

Periqueiro

Pyrus cordata · Rosaceae

Pequena pereira autóctone de orlas, clareiras, matagais e sebes, indiferente ao solo e importante como flor e fruto de fauna.

ExposiçãoSol a meia-sombra aberta
ÁguaRegular na instalação; depois moderada
CicloFanerófito arbóreo caducifólio
SoloVariado, drenado e não compactado
pHAmplo
Espaço4–6 m

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar Pyrus cordata

    Os limites com outras pereiras silvestres são difíceis; use flor, folha, fruto e origem.

  2. Usar planta de semente local

    Evite porta-enxertos ou cultivares de pera doméstica em restauro de sebes naturais.

  3. Plantar em clareira da sebe

    Dê espaço para copa e raízes, mantendo colo visível e proteção ampla contra herbívoros.

  4. Formar com poda mínima

    Retire apenas ramos cruzados ou perigosos; conserve espinhos, flor e fruto para a fauna.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Proteger nos primeiros anos

Tutor frouxo e protetor ventilado devem ser retirados antes de estrangular o tronco.

Não adubar em excesso

Crescimento muito tenro aumenta doença e perde adaptação local.

Manter polinizadores

Evite inseticidas na floração e conserve outros arbustos de floração escalonada.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Fogo bacteriano suspeitoRebentos negros curvados e exsudação.Não podar nem transportar; contactar DGAV/serviço fitossanitário para diagnóstico.
Roçadora fere troncoCasca removida junto ao solo.Criar faixa sem corte mecânico e proteger sem reter humidade no colo.
Pereira híbridaFruto, folha ou hábito sugerem pomar.Rever origem e genética antes de usar como população silvestre.

A taxonomia das pereiras silvestres ibéricas é complexa. O site não transforma qualquer pereira pequena em Pyrus cordata.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Excelente no mosaico atlântico de carvalhal, campo e caminho; conservar a orla aberta e a separação de outras pereiras, largura e proveniência local.
Norte interior Muito favorável em sebes antigas, lameiros e orlas transmontanas; geada e secura variam muito com vale e altitude.
Centro litoral Boa em paisagens agrícolas húmidas, mas urbanização e limpeza anual podem interromper a continuidade da sebe.
Centro interior Adequada em serras e vales frescos; selecionar exposição e solo antes de extrapolar do litoral.
Lisboa e Vale do Tejo Localizada em encostas sombrias, várzeas e sebes frescas; não justificar rega intensiva num contexto naturalmente seco.
Alentejo Apenas em serras, linhas de água ou microclimas frescos; proteger a orla aberta e a separação de outras pereiras da seca e de mobilização profunda.
Algarve Geralmente limitada por calor e seca; usar apenas populações e espécies comprovadas no Algarve local.
Açores Confirmar naturalidade e origem dentro dos Açores; nunca usar uma mistura continental numa sebe insular.
Madeira Confirmar flora, ilha e altitude da Madeira; uma espécie continental não é automaticamente apropriada.