Prancha botânica do citrange C-35 com folhas trifoliadas, fruto amarelo-alaranjado, raízes médias e laranjeira enxertada
Fruteira Exigente

Porta-enxerto citrange C-35

Citrus sinensis × Poncirus trifoliata 'C-35' · Rutaceae

Citrange de vigor intermédio, boa qualidade de fruto, frio e Phytophthora, ainda com experiência portuguesa limitada e sem vocação para calcário elevado.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaRegular, evitando extremos de sais
CicloCitrange perene usado como sistema radicular
SoloDrenado, não excessivamente calcário
pH5,5–7,5 conforme água
Espaço3,5–5,5 m conforme copa

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Diagnosticar solo, água e clima

    Pondere C-35 para vigor intermédio, frio relativo, qualidade e tolerância a Phytophthora em solo drenado. Antes de encomendar, analise textura, drenagem, pH, calcário ativo, condutividade, sódio, cloretos, boro e histórico de Phytophthora e nemátodes; confirme também geada e calor reais da parcela.

  2. Cruzar copa e porta-enxerto

    A literatura internacional é favorável, mas a extrapolação para águas calcárias e solos mediterrânicos portugueses exige validação local. A resposta depende da cultivar e do clone de copa, da qualidade da água, do compasso e do estado sanitário. Confirme afinidade e experiência regional, sobretudo com novas tangerineiras e limoeiros.

  3. Comprar planta certificada

    Use apenas viveiro autorizado, com cultivar, clone, porta-enxerto, categoria, lote e passaporte identificados. Rejeite raízes espiraladas, colo enterrado, goma, galhas, feridas, folhas deformadas ou material sem rastreabilidade.

  4. Plantar com a união alta

    Instale um bloco homogéneo e identificável, preferencialmente comparado com um padrão conhecido, sem misturar linhas no mesmo setor de rega. Deixe o topo do torrão ao nível ou ligeiramente acima do terreno e a enxertia bem visível; não coloque estrume, fertilizante concentrado ou regador junto ao tronco.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Regar sem molhar o colo

Distribua emissores à volta do volume radicular, alargando-os com a copa. Meça humidade e sais abaixo da superfície, lave sais apenas onde exista drenagem e não prolongue saturação para corrigir folhas murchas.

Equilibrar copa, carga e nutrição

Registe tamanho, produção, maturação, clorose, sal e mortalidade por lote para transformar a plantação num ensaio útil. Use análise foliar, de solo e água antes de corrigir ferro, magnésio ou micronutrientes; excesso de azoto aumenta vigor, frio, pragas e suscetibilidade de tecido jovem.

Conservar identidade e vigiar ladrões

As folhas são trifoliadas; o fruto próprio tem casca amarela a alaranjada e várias sementes, mas a identidade C-35 exige etiqueta. Remova rente à origem todos os rebentos abaixo da união, guarde a etiqueta e o mapa do pomar e registe falhas, declínio, diferenças de diâmetro e sintomas por lote.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Desempenho local incertoVigor, clorose ou produção diferem do esperado e o bloco não permite separar efeitos de solo, rega e copa.Comparar com talhão testemunha, mapear solo e água e evitar expandir a combinação antes de vários ciclos produtivos.
Podridão do colo e PhytophthoraGoma, casca escura ou desprendida junto ao solo, raízes castanhas, amarelecimento e declínio após chuva ou rega.Afastar água do tronco, confirmar drenagem e agente em laboratório, seguir proteção integrada e não concluir que a tolerância do porta-enxerto é imunidade.
Identidade, afinidade ou franqueamentoA união ficou enterrada, surgem raízes da copa, o porta-enxerto rebenta, a união engrossa ou o porte e a produção divergem do lote.Preservar documentos, expor a união sem ferir raízes estruturais, pedir avaliação ao viveiro ou técnico e não propagar material duvidoso.

O manual português identifica-o como porta-enxerto em uso cujo comportamento nacional ainda é pouco conhecido; a ficha assume essa incerteza. As classes de tolerância são comparativas e podem divergir entre espécies de Phytophthora, estirpes virais, nemátodes, copas e condições de ensaio; não equivalem a imunidade.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, cruzar frio, chuva, drenagem, vento e acidez; merece ensaio onde se procura menor vigor e qualidade sem calcário extremo.
Norte interior No Norte interior, cruzar geada, duração do frio, seca e proteção; merece ensaio onde se procura menor vigor e qualidade sem calcário extremo.
Centro litoral No Centro litoral, cruzar frio moderado, humidade, drenagem e vigor; merece ensaio onde se procura menor vigor e qualidade sem calcário extremo.
Centro interior No Centro interior, cruzar geada, calor estival, água e calcário; merece ensaio onde se procura menor vigor e qualidade sem calcário extremo.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, cruzar calcário, salinidade, vento e vigor; merece ensaio onde se procura menor vigor e qualidade sem calcário extremo.
Alentejo No Alentejo, cruzar calor, seca, calcário e qualidade da água; merece ensaio onde se procura menor vigor e qualidade sem calcário extremo.
Algarve No Algarve, cruzar salinidade, calcário, Phytophthora e qualidade do fruto; merece ensaio onde se procura menor vigor e qualidade sem calcário extremo.
Açores Nos Açores, cruzar chuva, vento, acidez e risco de saturação; merece ensaio onde se procura menor vigor e qualidade sem calcário extremo.
Madeira Na Madeira, cruzar altitude, calor, humidade, vigor e sanidade; merece ensaio onde se procura menor vigor e qualidade sem calcário extremo.