Regar sem molhar o colo
Distribua emissores à volta do volume radicular, alargando-os com a copa. Meça humidade e sais abaixo da superfície, lave sais apenas onde exista drenagem e não prolongue saturação para corrigir folhas murchas.

Citrus sinensis × Poncirus trifoliata 'C-35' · Rutaceae
Citrange de vigor intermédio, boa qualidade de fruto, frio e Phytophthora, ainda com experiência portuguesa limitada e sem vocação para calcário elevado.
Do início ao estabelecimento
Pondere C-35 para vigor intermédio, frio relativo, qualidade e tolerância a Phytophthora em solo drenado. Antes de encomendar, analise textura, drenagem, pH, calcário ativo, condutividade, sódio, cloretos, boro e histórico de Phytophthora e nemátodes; confirme também geada e calor reais da parcela.
A literatura internacional é favorável, mas a extrapolação para águas calcárias e solos mediterrânicos portugueses exige validação local. A resposta depende da cultivar e do clone de copa, da qualidade da água, do compasso e do estado sanitário. Confirme afinidade e experiência regional, sobretudo com novas tangerineiras e limoeiros.
Use apenas viveiro autorizado, com cultivar, clone, porta-enxerto, categoria, lote e passaporte identificados. Rejeite raízes espiraladas, colo enterrado, goma, galhas, feridas, folhas deformadas ou material sem rastreabilidade.
Instale um bloco homogéneo e identificável, preferencialmente comparado com um padrão conhecido, sem misturar linhas no mesmo setor de rega. Deixe o topo do torrão ao nível ou ligeiramente acima do terreno e a enxertia bem visível; não coloque estrume, fertilizante concentrado ou regador junto ao tronco.
Janelas nacionais
Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.
Depois de plantar
Distribua emissores à volta do volume radicular, alargando-os com a copa. Meça humidade e sais abaixo da superfície, lave sais apenas onde exista drenagem e não prolongue saturação para corrigir folhas murchas.
Registe tamanho, produção, maturação, clorose, sal e mortalidade por lote para transformar a plantação num ensaio útil. Use análise foliar, de solo e água antes de corrigir ferro, magnésio ou micronutrientes; excesso de azoto aumenta vigor, frio, pragas e suscetibilidade de tecido jovem.
As folhas são trifoliadas; o fruto próprio tem casca amarela a alaranjada e várias sementes, mas a identidade C-35 exige etiqueta. Remova rente à origem todos os rebentos abaixo da união, guarde a etiqueta e o mapa do pomar e registe falhas, declínio, diferenças de diâmetro e sintomas por lote.
Diagnóstico antes de tratar
| Problema | Como reconhecer | Primeira resposta |
|---|---|---|
| Desempenho local incerto | Vigor, clorose ou produção diferem do esperado e o bloco não permite separar efeitos de solo, rega e copa. | Comparar com talhão testemunha, mapear solo e água e evitar expandir a combinação antes de vários ciclos produtivos. |
| Podridão do colo e Phytophthora | Goma, casca escura ou desprendida junto ao solo, raízes castanhas, amarelecimento e declínio após chuva ou rega. | Afastar água do tronco, confirmar drenagem e agente em laboratório, seguir proteção integrada e não concluir que a tolerância do porta-enxerto é imunidade. |
| Identidade, afinidade ou franqueamento | A união ficou enterrada, surgem raízes da copa, o porta-enxerto rebenta, a união engrossa ou o porte e a produção divergem do lote. | Preservar documentos, expor a união sem ferir raízes estruturais, pedir avaliação ao viveiro ou técnico e não propagar material duvidoso. |
O manual português identifica-o como porta-enxerto em uso cujo comportamento nacional ainda é pouco conhecido; a ficha assume essa incerteza. As classes de tolerância são comparativas e podem divergir entre espécies de Phytophthora, estirpes virais, nemátodes, copas e condições de ensaio; não equivalem a imunidade.
Contexto português