Prancha da tangerineira Cleópatra com folhas pequenas simples, fruto achatado vermelho-alaranjado, sementes, raízes e citrino enxertado
Fruteira Exigente

Porta-enxerto tangerineira Cleópatra

Citrus reshni 'Cleopatra' · Rutaceae

Tangerineira de arranque lento e vigor final alto, útil em salinidade, alcalinidade e solos pesados, mas vulnerável a Phytophthora e baixa produção inicial.

ExposiçãoSol pleno e clima cítrico
ÁguaModerada; tolera sais melhor que citranges
CicloTangerineira perene usada como sistema radicular
SoloInclui alcalino, salino ou argiloso com drenagem
pH5,5–8,0
Espaço4,5–6,5 m conforme vigor final

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Diagnosticar solo, água e clima

    Pondere Cleópatra onde sal, alcalinidade ou textura pesada afastem trifoliatas e o produtor aceite entrada lenta em produção. Antes de encomendar, analise textura, drenagem, pH, calcário ativo, condutividade, sódio, cloretos, boro e histórico de Phytophthora e nemátodes; confirme também geada e calor reais da parcela.

  2. Cruzar copa e porta-enxerto

    Pode conferir boa qualidade e vigor final, mas a fase juvenil é lenta e a proteção perante Phytophthora é fraca. A resposta depende da cultivar e do clone de copa, da qualidade da água, do compasso e do estado sanitário. Confirme afinidade e experiência regional, sobretudo com novas tangerineiras e limoeiros.

  3. Comprar planta certificada

    Use apenas viveiro autorizado, com cultivar, clone, porta-enxerto, categoria, lote e passaporte identificados. Rejeite raízes espiraladas, colo enterrado, goma, galhas, feridas, folhas deformadas ou material sem rastreabilidade.

  4. Plantar com a união alta

    Instale em camalhão se a drenagem interna for duvidosa e mantenha uma faixa sem competição durante o arranque. Deixe o topo do torrão ao nível ou ligeiramente acima do terreno e a enxertia bem visível; não coloque estrume, fertilizante concentrado ou regador junto ao tronco.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Regar sem molhar o colo

Distribua emissores à volta do volume radicular, alargando-os com a copa. Meça humidade e sais abaixo da superfície, lave sais apenas onde exista drenagem e não prolongue saturação para corrigir folhas murchas.

Equilibrar copa, carga e nutrição

Não force plantas jovens com azoto; limite carga precoce, alargue gradualmente a rega e acompanhe sais e podridão. Use análise foliar, de solo e água antes de corrigir ferro, magnésio ou micronutrientes; excesso de azoto aumenta vigor, frio, pragas e suscetibilidade de tecido jovem.

Conservar identidade e vigiar ladrões

Os ladrões têm folhas simples pequenas e verde-escuras; o fruto próprio é pequeno, achatado, vermelho-alaranjado e muito sementoso. Remova rente à origem todos os rebentos abaixo da união, guarde a etiqueta e o mapa do pomar e registe falhas, declínio, diferenças de diâmetro e sintomas por lote.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Arranque lento e podridão radicularCopa pequena nos primeiros anos, amarelecimento após chuva e raízes castanhas em zonas mal drenadas.Separar lentidão varietal de doença por inspeção e análise, reduzir competição e corrigir drenagem sem aumentar azoto às cegas.
Podridão do colo e PhytophthoraGoma, casca escura ou desprendida junto ao solo, raízes castanhas, amarelecimento e declínio após chuva ou rega.Afastar água do tronco, confirmar drenagem e agente em laboratório, seguir proteção integrada e não concluir que a tolerância do porta-enxerto é imunidade.
Identidade, afinidade ou franqueamentoA união ficou enterrada, surgem raízes da copa, o porta-enxerto rebenta, a união engrossa ou o porte e a produção divergem do lote.Preservar documentos, expor a união sem ferir raízes estruturais, pedir avaliação ao viveiro ou técnico e não propagar material duvidoso.

A tolerância relativa a sais e pH alto não elimina risco de toxicidade; o crescimento inicial lento exige gestão de infestantes e carga paciente. As classes de tolerância são comparativas e podem divergir entre espécies de Phytophthora, estirpes virais, nemátodes, copas e condições de ensaio; não equivalem a imunidade.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, cruzar frio, chuva, drenagem, vento e acidez; é opção lenta para sais e alcalinidade, nunca para colo permanentemente húmido.
Norte interior No Norte interior, cruzar geada, duração do frio, seca e proteção; é opção lenta para sais e alcalinidade, nunca para colo permanentemente húmido.
Centro litoral No Centro litoral, cruzar frio moderado, humidade, drenagem e vigor; é opção lenta para sais e alcalinidade, nunca para colo permanentemente húmido.
Centro interior No Centro interior, cruzar geada, calor estival, água e calcário; é opção lenta para sais e alcalinidade, nunca para colo permanentemente húmido.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, cruzar calcário, salinidade, vento e vigor; é opção lenta para sais e alcalinidade, nunca para colo permanentemente húmido.
Alentejo No Alentejo, cruzar calor, seca, calcário e qualidade da água; é opção lenta para sais e alcalinidade, nunca para colo permanentemente húmido.
Algarve No Algarve, cruzar salinidade, calcário, Phytophthora e qualidade do fruto; é opção lenta para sais e alcalinidade, nunca para colo permanentemente húmido.
Açores Nos Açores, cruzar chuva, vento, acidez e risco de saturação; é opção lenta para sais e alcalinidade, nunca para colo permanentemente húmido.
Madeira Na Madeira, cruzar altitude, calor, humidade, vigor e sanidade; é opção lenta para sais e alcalinidade, nunca para colo permanentemente húmido.