Prancha do Forner-Alcaide 5 com folhas trifoliadas, raízes compactas, planta semiananicante e união de enxertia equilibrada
Fruteira Exigente

Porta-enxerto Forner-Alcaide 5

Citrus reshni × Poncirus trifoliata 'Forner-Alcaide 5' · Rutaceae

Citrandarin semiananicante mediterrânico, tolerante a tristeza, calcário, sal e encharcamento e resistente a Phytophthora e nemátode-dos-citrinos.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaRegular; tolerância relativa a sais e excesso
CicloCitrandarin clonal usado como sistema radicular
SoloMediterrânico, incluindo calcário ou moderadamente salino
pH6,0–8,0 conforme calcário ativo
Espaço3–5 m conforme copa e redução de vigor

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Diagnosticar solo, água e clima

    Escolha FA5 quando se procura menor porte e elevada eficiência sem abdicar de tolerância mediterrânica a calcário, sal e água temporariamente excessiva. Antes de encomendar, analise textura, drenagem, pH, calcário ativo, condutividade, sódio, cloretos, boro e histórico de Phytophthora e nemátodes; confirme também geada e calor reais da parcela.

  2. Cruzar copa e porta-enxerto

    A vantagem de densidade exige setor homogéneo, carga ajustada e confirmação da compatibilidade; não se deve misturar com árvores muito vigorosas na mesma rega. A resposta depende da cultivar e do clone de copa, da qualidade da água, do compasso e do estado sanitário. Confirme afinidade e experiência regional, sobretudo com novas tangerineiras e limoeiros.

  3. Comprar planta certificada

    Use apenas viveiro autorizado, com cultivar, clone, porta-enxerto, categoria, lote e passaporte identificados. Rejeite raízes espiraladas, colo enterrado, goma, galhas, feridas, folhas deformadas ou material sem rastreabilidade.

  4. Plantar com a união alta

    Defina compasso, condução e rega para uma árvore semiananicante antes de plantar e mantenha a união totalmente acima do solo. Deixe o topo do torrão ao nível ou ligeiramente acima do terreno e a enxertia bem visível; não coloque estrume, fertilizante concentrado ou regador junto ao tronco.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Regar sem molhar o colo

Distribua emissores à volta do volume radicular, alargando-os com a copa. Meça humidade e sais abaixo da superfície, lave sais apenas onde exista drenagem e não prolongue saturação para corrigir folhas murchas.

Equilibrar copa, carga e nutrição

Controle a carga nos primeiros anos e acompanhe maturação ligeiramente antecipada, tamanho do fruto e equilíbrio da copa. Use análise foliar, de solo e água antes de corrigir ferro, magnésio ou micronutrientes; excesso de azoto aumenta vigor, frio, pragas e suscetibilidade de tecido jovem.

Conservar identidade e vigiar ladrões

Os ladrões são trifoliados; o clone e número só se confirmam por etiqueta, pois a aparência se sobrepõe a outros citrandarins. Remova rente à origem todos os rebentos abaixo da união, guarde a etiqueta e o mapa do pomar e registe falhas, declínio, diferenças de diâmetro e sintomas por lote.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Sobrecarga de árvore compactaMuitos frutos numa copa pequena, ramos vergados, calibre reduzido e pouca rebentação para a campanha seguinte.Ajustar monda, poda e nutrição ao volume real da copa e não usar metas por árvore de porta-enxertos vigorosos.
Podridão do colo e PhytophthoraGoma, casca escura ou desprendida junto ao solo, raízes castanhas, amarelecimento e declínio após chuva ou rega.Afastar água do tronco, confirmar drenagem e agente em laboratório, seguir proteção integrada e não concluir que a tolerância do porta-enxerto é imunidade.
Identidade, afinidade ou franqueamentoA união ficou enterrada, surgem raízes da copa, o porta-enxerto rebenta, a união engrossa ou o porte e a produção divergem do lote.Preservar documentos, expor a união sem ferir raízes estruturais, pedir avaliação ao viveiro ou técnico e não propagar material duvidoso.

Pode reduzir aproximadamente 25–50% do tamanho face a padrões vigorosos; o efeito final depende fortemente da copa, solo e gestão. As classes de tolerância são comparativas e podem divergir entre espécies de Phytophthora, estirpes virais, nemátodes, copas e condições de ensaio; não equivalem a imunidade.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, cruzar frio, chuva, drenagem, vento e acidez; é candidato mediterrânico para menor vigor, calcário e sal com validação da copa.
Norte interior No Norte interior, cruzar geada, duração do frio, seca e proteção; é candidato mediterrânico para menor vigor, calcário e sal com validação da copa.
Centro litoral No Centro litoral, cruzar frio moderado, humidade, drenagem e vigor; é candidato mediterrânico para menor vigor, calcário e sal com validação da copa.
Centro interior No Centro interior, cruzar geada, calor estival, água e calcário; é candidato mediterrânico para menor vigor, calcário e sal com validação da copa.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, cruzar calcário, salinidade, vento e vigor; é candidato mediterrânico para menor vigor, calcário e sal com validação da copa.
Alentejo No Alentejo, cruzar calor, seca, calcário e qualidade da água; é candidato mediterrânico para menor vigor, calcário e sal com validação da copa.
Algarve No Algarve, cruzar salinidade, calcário, Phytophthora e qualidade do fruto; é candidato mediterrânico para menor vigor, calcário e sal com validação da copa.
Açores Nos Açores, cruzar chuva, vento, acidez e risco de saturação; é candidato mediterrânico para menor vigor, calcário e sal com validação da copa.
Madeira Na Madeira, cruzar altitude, calor, humidade, vigor e sanidade; é candidato mediterrânico para menor vigor, calcário e sal com validação da copa.