Prancha botânica do citrumelo Swingle com folhas trifoliadas, espinhos, fruto amarelo, raízes e citrino enxertado
Fruteira Exigente

Porta-enxerto citrumelo Swingle

Citrus paradisi × Poncirus trifoliata 'Swingle' · Rutaceae

Citrumelo de vigor médio, resistente ao frio, tristeza, Phytophthora do pé e nemátode-dos-citrinos, indicado para solos ácidos mas fraco em calcário, sal e argila.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaRegular, com baixa salinidade
CicloCitrumelo perene usado como sistema radicular
SoloÁcido, drenado, arenoso a franco
pH5,0–7,0
Espaço4–6 m conforme copa e vigor médio

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Diagnosticar solo, água e clima

    Escolha Swingle quando frio relativo, solo ácido e proteção contra tristeza e certos problemas radiculares pesem mais do que tolerância a calcário ou sal. Antes de encomendar, analise textura, drenagem, pH, calcário ativo, condutividade, sódio, cloretos, boro e histórico de Phytophthora e nemátodes; confirme também geada e calor reais da parcela.

  2. Cruzar copa e porta-enxerto

    Confere tamanho e produção intermédios, mas há combinações de copa com declínio de união e a resposta a diferentes Phytophthora não é igual. A resposta depende da cultivar e do clone de copa, da qualidade da água, do compasso e do estado sanitário. Confirme afinidade e experiência regional, sobretudo com novas tangerineiras e limoeiros.

  3. Comprar planta certificada

    Use apenas viveiro autorizado, com cultivar, clone, porta-enxerto, categoria, lote e passaporte identificados. Rejeite raízes espiraladas, colo enterrado, goma, galhas, feridas, folhas deformadas ou material sem rastreabilidade.

  4. Plantar com a união alta

    Instale na primavera após o frio principal ou no início de outono ameno, em perfil drenado e sem corretivo calcário concentrado. Deixe o topo do torrão ao nível ou ligeiramente acima do terreno e a enxertia bem visível; não coloque estrume, fertilizante concentrado ou regador junto ao tronco.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Regar sem molhar o colo

Distribua emissores à volta do volume radicular, alargando-os com a copa. Meça humidade e sais abaixo da superfície, lave sais apenas onde exista drenagem e não prolongue saturação para corrigir folhas murchas.

Equilibrar copa, carga e nutrição

Mantenha vigor equilibrado e monitorize ferro, sais e compatibilidade da união; não tente corrigir um solo calcário apenas com quelatos repetidos. Use análise foliar, de solo e água antes de corrigir ferro, magnésio ou micronutrientes; excesso de azoto aumenta vigor, frio, pragas e suscetibilidade de tecido jovem.

Conservar identidade e vigiar ladrões

Os ladrões têm folhas trifoliadas e espinhos; o fruto próprio é amarelo-esverdeado, grande e muito sementoso, não sendo a cultivar comercial. Remova rente à origem todos os rebentos abaixo da união, guarde a etiqueta e o mapa do pomar e registe falhas, declínio, diferenças de diâmetro e sintomas por lote.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Clorose e declínio em solo alcalinoFolhas novas amarelas com nervuras verdes, crescimento curto, raízes fracas e resposta apenas temporária ao ferro.Medir pH, bicarbonatos e calcário ativo; rever água e drenagem e substituir a estratégia em futuras plantações.
Podridão do colo e PhytophthoraGoma, casca escura ou desprendida junto ao solo, raízes castanhas, amarelecimento e declínio após chuva ou rega.Afastar água do tronco, confirmar drenagem e agente em laboratório, seguir proteção integrada e não concluir que a tolerância do porta-enxerto é imunidade.
Identidade, afinidade ou franqueamentoA união ficou enterrada, surgem raízes da copa, o porta-enxerto rebenta, a união engrossa ou o porte e a produção divergem do lote.Preservar documentos, expor a união sem ferir raízes estruturais, pedir avaliação ao viveiro ou técnico e não propagar material duvidoso.

O INIAV destaca-o para solos ácidos e como opção para limoeiro; a adaptação piora claramente com pH alto, sais e argila. As classes de tolerância são comparativas e podem divergir entre espécies de Phytophthora, estirpes virais, nemátodes, copas e condições de ensaio; não equivalem a imunidade.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, cruzar frio, chuva, drenagem, vento e acidez; é candidato em solo ácido e água boa, evitando calcário, sal e argila pesada.
Norte interior No Norte interior, cruzar geada, duração do frio, seca e proteção; é candidato em solo ácido e água boa, evitando calcário, sal e argila pesada.
Centro litoral No Centro litoral, cruzar frio moderado, humidade, drenagem e vigor; é candidato em solo ácido e água boa, evitando calcário, sal e argila pesada.
Centro interior No Centro interior, cruzar geada, calor estival, água e calcário; é candidato em solo ácido e água boa, evitando calcário, sal e argila pesada.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, cruzar calcário, salinidade, vento e vigor; é candidato em solo ácido e água boa, evitando calcário, sal e argila pesada.
Alentejo No Alentejo, cruzar calor, seca, calcário e qualidade da água; é candidato em solo ácido e água boa, evitando calcário, sal e argila pesada.
Algarve No Algarve, cruzar salinidade, calcário, Phytophthora e qualidade do fruto; é candidato em solo ácido e água boa, evitando calcário, sal e argila pesada.
Açores Nos Açores, cruzar chuva, vento, acidez e risco de saturação; é candidato em solo ácido e água boa, evitando calcário, sal e argila pesada.
Madeira Na Madeira, cruzar altitude, calor, humidade, vigor e sanidade; é candidato em solo ácido e água boa, evitando calcário, sal e argila pesada.