Prancha botânica do OH×F 87 com pereira parcialmente anã enxertada, raízes de Pyrus, união compatível e tutor
Fruteira Média

Porta-enxerto de pereira OH×F 87

Pyrus communis 'OH×F 87' · Rosaceae

Porta-enxerto clonal de pereira parcialmente ananicante, produtivo e resistente ao fogo bacteriano, com compatibilidade mais ampla que marmeleiro.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaModerada e regular no estabelecimento
CicloPereira clonal perene usada como sistema radicular
SoloProfundo, drenado e sem salinidade excessiva
pH6,0–7,8 conforme solo
Espaço2–4 m ou cerca de 1,5 m em sistema intensivo apoiado

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Definir porte, sistema e limitações

    Escolha OH×F 87 para reduzir moderadamente a pereira sem recorrer a marmeleiro, sobretudo quando afinidade e fogo bacteriano importam. Antes da compra, confirme horas de frio e adaptação da cultivar, textura, profundidade, drenagem, pH, calcário, rega, vento, histórico de fogo bacteriano e se o terreno já recebeu pomóideas.

  2. Comprar a combinação certificada

    Combina produtividade e compatibilidade ampla, mas em solo forte pode ultrapassar uma parede estreita e continua a exigir proteção integrada. Encomende cultivar, clone e porta-enxerto como uma única combinação rastreável em viveiro autorizado; rejeite raízes espiraladas, união rachada, galhas, cancros ou material sem passaporte.

  3. Plantar com a enxertia exposta

    Dê compasso de semi-anão, tutor inicial e drenagem; a união deve permanecer alta mesmo sendo Pyrus sobre Pyrus. Distribua as raízes sem as dobrar, mantenha a união pelo menos 10–15 cm acima do solo assente e não concentre estrume ou fertilizante na cova.

  4. Instalar a estrutura desde o primeiro dia

    Conduza em eixo ou bi-eixo apoiado quando intensivo e ajuste a carga à renovação, porque a precocidade pode travar árvores jovens. Ajuste compasso, tutor ou aramação, forma e carga à cultivar, fertilidade e vigor observado; o nome do porta-enxerto não substitui medição anual do crescimento.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Conservar identidade e estabilidade

Guarde etiqueta, fatura e mapa por linha. Os ladrões são de pereira, com folhas glabras e brilhantes; só a posição abaixo da união e a etiqueta os distinguem da copa. Remova rente à origem os ladrões abaixo da união e reveja tutor, atilhos e inclinação após vento.

Gerir água, solo e faixa da árvore

Mantenha a faixa radicular sem competição forte no arranque, use matéria orgânica à superfície sem tocar no tronco e regue segundo humidade real; porta-enxerto ananicante tem pouca margem para seca ou saturação.

Equilibrar crescimento e produção

Registe extensão dos ramos, área do tronco, carga e calibre. Evite azoto excessivo e frutos em demasia na árvore jovem; poda severa e adubação reativa podem agravar vigor, alternância e fogo bacteriano.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Vigor mal estimadoA copa fecha o compasso ou, no extremo oposto, fica curta por carga precoce, água insuficiente ou solo limitado.Medir crescimento e carga por árvore, rever rega e nutrição e adaptar poda; não atribuir toda a variação ao código do porta-enxerto.
Franqueamento da cultivarA união ficou enterrada, formam-se raízes acima dela e a árvore perde gradualmente o porte previsto.Expor a união com cuidado e pedir avaliação antes de cortar raízes estruturais; corrigir cota, assentamento do solo e rega nas novas plantações.
Identidade ou incompatibilidadeFalta etiqueta, porte desigual no lote, engrossamento, fenda, rebentação fraca ou declínio localizado na união.Preservar registos e amostras, suspender propagação e confirmar combinação com viveiro ou técnico; em pereira sobre marmeleiro, verificar necessidade de filtro compatível.

É mais pequeno que muitos OH×F, mas o tamanho final varia muito com cultivar, solo e condução; não é um anão extremo. O vigor é relativo: cultivar, solo, água, carga, clima e método de propagação podem deslocar a classe. Resistência significa risco reduzido, não imunidade.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, cruzar drenagem, vento, vigor e pressão de doença; equilibra menor porte, afinidade de Pyrus e resistência ao fogo bacteriano.
Norte interior No Norte interior, cruzar frio, geada tardia, seca estival e rega; equilibra menor porte, afinidade de Pyrus e resistência ao fogo bacteriano.
Centro litoral No Centro litoral, cruzar humidade, drenagem, vigor e fogo bacteriano; equilibra menor porte, afinidade de Pyrus e resistência ao fogo bacteriano.
Centro interior No Centro interior, cruzar frio, calor estival, água e profundidade; equilibra menor porte, afinidade de Pyrus e resistência ao fogo bacteriano.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, cruzar calor, calcário, rega e vigor; equilibra menor porte, afinidade de Pyrus e resistência ao fogo bacteriano.
Alentejo No Alentejo, cruzar calor, seca, calcário e disponibilidade de água; equilibra menor porte, afinidade de Pyrus e resistência ao fogo bacteriano.
Algarve No Algarve, cruzar baixo frio, calor, sais e adaptação da cultivar; equilibra menor porte, afinidade de Pyrus e resistência ao fogo bacteriano.
Açores Nos Açores, cruzar chuva, vento, drenagem e sanidade; equilibra menor porte, afinidade de Pyrus e resistência ao fogo bacteriano.
Madeira Na Madeira, cruzar altitude, frio disponível, humidade e vigor; equilibra menor porte, afinidade de Pyrus e resistência ao fogo bacteriano.