Prancha botânica de Daboecia azorica com subarbusto, folhas revolutas de face inferior branca, cachos de flores urceoladas púrpura e cápsulas
Charneca Exigente

Queiró-dos-Açores

Daboecia azorica · Ericaceae

Subarbusto endémico dos Açores, distinto da daboécia continental e próprio de charnecas, orlas montanas e mosaicos turfosos ácidos.

ExposiçãoSol fresco a luz aberta
ÁguaSolo sempre fresco e ar húmido
CicloSubarbusto perenifólio
SoloÁcido, vulcânico e pobre em nutrientes
pHMuito ácido a ácido
Espaço40–80 cm segundo comunidade

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Não usar daboécia continental

    Daboecia cantabrica não substitui D. azorica; confirme espécie, ilha e população.

  2. Propagar lote diverso

    Use semente autorizada de muitos progenitores e mantenha famílias identificadas.

  3. Instalar acima da água livre

    Coloque na microcota de urzal húmido, com raiz fresca e colo arejado.

  4. Proteger durante estabelecimento

    Reduza vento e competição apenas temporariamente, sem alterar o mosaico a longo prazo.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Não calar nem adubar

A espécie depende de solo ácido e pobre; correções agrícolas destroem a comunidade.

Conservar polinizadores e floração

Faça qualquer corte por setores e fora do pico floral.

Vigiar híbridos ornamentais

Não plante cultivares de Daboecia junto de áreas naturais ou viveiros de conservação.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
CloroseFolhas pálidas e crescimento curto.Medir pH e condutividade e remover fonte calcária ou salina.
Colo podreRamos murcham com substrato saturado.Reposicionar na microcota correta e restaurar fluxo difuso.
Origem desconhecidaEtiqueta diz apenas “Daboecia”.Excluir de conservação e manter longe de populações naturais.

É uma espécie açoriana protegida, não uma variedade ornamental intercambiável. Movimentação entre ilhas exige avaliação e autorização.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Inadequada para restauro nesta região: é um táxon insular de conservação. Não transportar entre arquipélagos nem usar como substituto da flora local.
Norte interior Inadequada para restauro nesta região: é um táxon insular de conservação. Não transportar entre arquipélagos nem usar como substituto da flora local.
Centro litoral Inadequada para restauro nesta região: é um táxon insular de conservação. Não transportar entre arquipélagos nem usar como substituto da flora local.
Centro interior Inadequada para restauro nesta região: é um táxon insular de conservação. Não transportar entre arquipélagos nem usar como substituto da flora local.
Lisboa e Vale do Tejo Inadequada para restauro nesta região: é um táxon insular de conservação. Não transportar entre arquipélagos nem usar como substituto da flora local.
Alentejo Inadequada para restauro nesta região: é um táxon insular de conservação. Não transportar entre arquipélagos nem usar como substituto da flora local.
Algarve Inadequada para restauro nesta região: é um táxon insular de conservação. Não transportar entre arquipélagos nem usar como substituto da flora local.
Açores Apenas com proveniência da própria ilha e microssítio compatível; conservar charneca húmida, acidez e diversidade genética antes de qualquer plantação.
Madeira Inadequada para restauro nesta região: é um táxon insular de conservação. Não transportar entre arquipélagos nem usar como substituto da flora local.