Prancha botânica de Phlomis lychnitis com subarbusto cinzento lanoso, folhas estreitas, flores amarelas bilabiadas em verticilos espaçados e cálices persistentes
Perene Fácil

Salva-brava

Phlomis lychnitis · Lamiaceae

Subarbusto cinzento e lanoso de tomilhais, pastagens e clareiras pedregosas, frequentemente calcárias, com flores amarelas em verticilos.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaMuito baixa
CicloCaméfito perene
SoloPedregoso, drenado e frequentemente calcário
pH6,5–8,5
Espaço0,8–1,2 m

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar espécie e habitat

    Confirme folhas estreitas muito lanosas, flores amarelas bilabiadas e verticilos espaçados; não identificar apenas pelo nome “salva”.

  2. Obter proveniência local

    Use semente ou planta propagada com origem documentada e autorização quando aplicável; nunca remova torrões de um prado natural.

  3. Instalar no início das chuvas

    Plante no outono com torrão intacto e colo alto, em solo mineral pobre sem composto concentrado.

  4. Gerir como comunidade

    Desbaste após semente apenas quando necessário, conservando hastes ocas e secas durante parte do inverno para fauna.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Cortar tarde e em mosaico

Espere pela maturação da semente, corte setores em datas alternadas e deixe refúgios sem corte para insetos e regeneração.

Conservar solo pobre

Não adube nem aplique herbicida de largo espectro: excesso de azoto elimina as espécies pequenas e favorece poucas gramíneas competitivas.

Registar a resposta

Fotografe pontos fixos e anote cobertura, floração, solo nu, invasoras e pressão de pastoreio antes de alterar o regime.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Colapso por humidadeBase escura, ramos moles e folhas que perdem a cor.Parar rega, abrir drenagem superficial sem ferir raízes e não replantar no mesmo ponto saturado.
Corte ou pastoreio precocePoucas flores e nenhuma semente madura; a composição empobrece ano após ano.Atrasar parte da intervenção e manter parcelas de exclusão temporária para comparar.
EutrofizaçãoVegetação alta, muito verde e dominada por poucas espécies após fertilização ou escorrência.Eliminar a fonte de nutrientes e exportar a biomassa cortada, sem mobilizar o solo.

O nome “salva” não transforma a espécie num substituto culinário ou medicinal de Salvia officinalis.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Possível apenas em encostas secas e orlas abertas; a humidade atlântica muda a comunidade. Confirmar o calcário, a lanosidade e a drenagem.
Norte interior Adequação concentrada em vales quentes, arribas e planaltos secos; geada e substrato são decisivos. Confirmar o calcário, a lanosidade e a drenagem.
Centro litoral Boa em calcários, areias ou colinas secas quando a ecologia coincide; não converter prado existente. Confirmar o calcário, a lanosidade e a drenagem.
Centro interior Possível em vertentes abrigadas e solos rasos; altitude, geada e litologia limitam. Confirmar o calcário, a lanosidade e a drenagem.
Lisboa e Vale do Tejo Região favorável em serras calcárias, lezírias altas e orlas secas; urbanização e azoto degradam o habitat. Confirmar o calcário, a lanosidade e a drenagem.
Alentejo Região central para prados mediterrânicos extensivos; ajustar pastoreio, corte e proveniência ao local. Confirmar o calcário, a lanosidade e a drenagem.
Algarve Favorável no barrocal, serra e arribas, mas não em todo o litoral arenoso. Confirmar o calcário, a lanosidade e a drenagem.
Açores Não introduzir material continental nos Açores; usar flora, estatuto e proveniência insulares.
Madeira Não introduzir material continental na Madeira; usar flora, estatuto e proveniência insulares.