Prancha botânica de Styphnolobium japonicum com folhas pinadas, grandes panículas de flores creme, vagens carnudas profundamente constritas como colar e sementes
Árvore Média

Sófora-do-Japão

Styphnolobium japonicum · Fabaceae

Árvore urbana asiática de floração estival tardia, útil apenas em contexto construído e com espaço, sem alegar fixação de azoto.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaModerada jovem; baixa depois
CicloÁrvore caducifólia
SoloUrbano profundo e drenante
pH5,5–8,2
Espaço8–12 m

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar espécie e função

    Confirme folhas pinadas, panículas creme e vagens verdes ou castanhas profundamente constritas entre sementes.

  2. Instalar no habitat certo

    Plante exemplar de viveiro em parque ou rua com grande volume de solo e plano de rega inicial.

  3. Integrar no calendário floral

    Use a floração de julho a setembro para complementar, nunca substituir, flora autóctone próxima.

  4. Gerir depois da floração

    Recolha plântulas espontâneas, inspecione vagens em zonas pedonais e forme a árvore jovem sem cortes grandes.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Garantir continuidade

Combine espécies com florações sobrepostas, mas conserve também solo nu, caules ocos, folhas e madeira necessários a abelhas selvagens e outros insetos.

Regar o solo, não as flores

Faça rega de instalação à base e de manhã cedo. Evite molhar flores, diluir néctar ou criar humidade persistente na copa.

Evitar exposição a pesticidas

Não aplique produtos sobre plantas em flor ou com insetos ativos. Siga rótulo, legislação e aconselhamento técnico, incluindo deriva e flora espontânea adjacente.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Queda e germinação de vagensPavimento escorregadio, vagens acumuladas ou plântulas em canteiros adjacentes.Planear limpeza, remover plântulas e não plantar junto de habitat seminatural.
Floração sem continuidadeMuitas flores abrem durante poucas semanas, seguidas por meses sem recursos.Mapear mês a mês e acrescentar espécies adequadas às lacunas, sem sacrificar habitat de nidificação.
Armadilha ecológicaA planta atrai insetos para junto de estrada, vidro, pesticida, iluminação intensa ou corte frequente.Relocalizar a mancha ou remover o risco; valor floral não compensa mortalidade ou exposição recorrente.

Apesar de pertencer às Fabaceae, não estabelece a simbiose fixadora de azoto típica de muitas leguminosas. Partes da planta não são alimento.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No litoral norte, ajustar chuva, arejamento e data de floração; confirmar o contexto urbano, queda de vagens e naturalização.
Norte interior No interior norte, compatibilizar geada, seca e janela floral; confirmar o contexto urbano, queda de vagens e naturalização.
Centro litoral No litoral centro, garantir drenagem e continuidade sem excesso de rega; confirmar o contexto urbano, queda de vagens e naturalização.
Centro interior No interior centro, conservar água no solo e evitar o pico de calor; confirmar o contexto urbano, queda de vagens e naturalização.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, privilegiar sucessão de florações e abrigo; confirmar o contexto urbano, queda de vagens e naturalização.
Alentejo No Alentejo, escolher espécies que atravessem a lacuna estival sem rega excessiva; confirmar o contexto urbano, queda de vagens e naturalização.
Algarve No Algarve, ajustar Barrocal, serra, litoral e floração precoce; confirmar o contexto urbano, queda de vagens e naturalização.
Açores Nos Açores, verificar estatuto insular e impedir introduções continentais; confirmar o contexto urbano, queda de vagens e naturalização.
Madeira Na Madeira, ajustar altitude e impedir naturalização de exóticas; confirmar o contexto urbano, queda de vagens e naturalização.