Prancha botânica de Littorella uniflora com rosetas submersas de folhas lineares, estolhos, pequena flor masculina pedunculada e flores femininas basais
Aquática Exigente

Tanchagem-dos-charcos

Littorella uniflora · Plantaginaceae

Planta aquática Vulnerável, dispersa por apenas poucas localizações continentais, que forma rosetas clonais em lagoas temporárias oligotróficas e pouco profundas.

ExposiçãoSol sob água clara e rasa
ÁguaSubmersão rasa, emersão parcial e seca variável conforme o núcleo
CicloHidrófito perene estolonífero
SoloAreia ou limo oligotrófico consolidado
pHÁcido a subneutro
EspaçoTapete baixo clonal sem cobrir toda a comunidade

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar ocorrência e sexo floral

    Registe roseta, estolhos, flor masculina elevada e flores femininas basais; não confundir com plântulas de gramíneas.

  2. Usar material autorizado

    Propagação ex situ pode usar semente ou pequenos estolhos cedidos por conservação, sempre com população rastreada.

  3. Assentar em sedimento firme

    Fixe a roseta ao nível do substrato e encha lentamente com água oligotrófica para não a desenterrar.

  4. Alternar água e exposição

    Siga o hidroperíodo do núcleo de referência e avalie floração, expansão clonal e produção de semente.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Garantir transparência

Mantenha baixa turbidez e ausência de algas filamentosas; luz tem de alcançar as folhas junto ao fundo.

Limitar colonização agressiva

Remova manualmente invasoras no início, sem fragmentar e dispersar rizomas alheios.

Não confundir expansão com diversidade

Um clone pode cobrir grande área; registe genótipos e reprodução sexuada para medir conservação real.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Folhas cobertas por limoRosetas ficam castanhas sob depósito fino.Eliminar erosão e ressuspensão na bacia, evitando lavagem ou dragagem direta.
Floração ausenteTapete clonal cresce mas não produz estruturas sexuais.Rever emersão, maturidade, diversidade genética e hidroperíodo.
Competição aquáticaMacrófitas altas e algas retiram luz ao fundo.Reduzir nutrientes e restaurar regime sazonal antes de remoção seletiva.

Avaliada como Vulnerável e conhecida em cerca de sete localizações continentais. Os núcleos açorianos, quando aplicável, não devem receber material do continente.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Só em núcleos naturais confirmados do Norte litoral; a água oligotrófica rasa e transparente e proveniência local são indispensáveis.
Norte interior Ocorrência muito condicionada por charcos siliciosos e hidroperíodo local; não translocar a partir do sul.
Centro litoral Pode existir habitat favorável em depressões litorais; confirmar taxonomia, comunidade e regime de inundação.
Centro interior Apenas em charcos temporários documentados; frio, altitude ou solo húmido não substituem o hidroperíodo natural.
Lisboa e Vale do Tejo Adequação localizada em depressões e lagoas temporárias; urbanização e drenagem tornam cada núcleo sensível.
Alentejo Região principal para muitos complexos 3170; conservar a água oligotrófica rasa e transparente, microtopografia, pastoreio extensivo e banco de propágulos.
Algarve Adequada em charcos mediterrânicos confirmados, incluindo o Barlavento; secas longas não justificam rega permanente.
Açores Usar apenas populações açorianas comprovadamente autóctones; nunca introduzir material continental por semelhança visual.
Madeira Usar apenas populações madeirenses comprovadamente autóctones; não criar equivalentes artificiais com flora continental.