Regar pela carga e pelo solo
Mantenha humidade regular da floração ao crescimento do fruto, sem encharcar o colo. Expanda os emissores com a copa e use análise de água, solo e folha antes de corrigir sais, ferro ou azoto.

Citrus reticulata 'Setubalense' · Rutaceae
Tangerina tradicional portuguesa muito aromática e saborosa, de inverno, hoje rara por alternância, numerosas sementes e empolamento da casca.
Do início ao estabelecimento
Setubalense é material tradicional português que só se conserva fielmente por enxertia identificada; a semente dá descendência variável. Compre planta enxertada em viveiro autorizado, com cultivar, clone, porta-enxerto, lote e passaporte identificados; uma semente nunca reproduz fielmente esta cultivar.
Escolha-a para autoconsumo, circuitos locais e conservação de património, explicando antecipadamente as limitações comerciais. Reserve sol pleno, abrigo de vento frio, drenagem interna e espaço para circulação de ar; não plante numa baixa onde ar frio ou água se acumulem.
Plante de outono a primavera fora de geada e calor, mantendo o topo do torrão ao nível do terreno e a enxertia bem exposta. Regue profundamente, cubra o solo sem tocar no tronco e retire tutor apertado.
Produz sementes e pode alternar fortemente; diversidade de polinizadores melhora vingamento, mas não resolve o objetivo de apirenia. Mapeie cultivares vizinhas e a sequência de colheita; proximidade de citrinos férteis pode aumentar sementes mesmo numa cultivar normalmente apirena.
Janelas nacionais
Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.
Depois de plantar
Mantenha humidade regular da floração ao crescimento do fruto, sem encharcar o colo. Expanda os emissores com a copa e use análise de água, solo e folha antes de corrigir sais, ferro ou azoto.
Limite a poda a madeira morta, ramos cruzados, saias excessivamente baixas e ladrões. Cortes fortes provocam rebentação vertical, escaldão e atraso de produção; desinfete ferramentas entre árvores suspeitas.
Colha no inverno quando aroma, sumo e acidez estão equilibrados; casca solta não significa necessariamente interior passado. Cor da casca, sobretudo após noites frias ou retorno do calor, não basta: prove e acompanhe sumo, açúcares e acidez. Citrinos não melhoram em açúcar depois de colhidos.
Diagnóstico antes de tratar
| Problema | Como reconhecer | Primeira resposta |
|---|---|---|
| Alternância, sementes e empolamento | Ano de carga excessiva seguido de pouca flor, muitos caroços e separação da casca da polpa. | Desbastar carga excessiva, manter água regular, colher no ponto e vender com descrição honesta; preservar clones superiores identificados. |
| Mosca-do-Mediterrâneo e tripes | Picadas, podridão, larvas, cicatriz anelar ou prateada junto ao pedúnculo e deformação de folhas ou fruto jovem. | Monitorizar, retirar fruta caída e seguir avisos e medidas oficiais; não transportar material ou fruto de áreas demarcadas contra regras fitossanitárias. |
| Phytophthora, goma ou franqueamento | Casca escura ou com goma no colo, folhas amarelas, raízes castanhas, enxertia enterrada ou rebentos diferentes abaixo dela. | Afastar água e cobertura do tronco, confirmar drenagem e agente, remover ladrões e preservar a união acima do solo; tolerância do porta-enxerto não é imunidade. |
O INIAV alerta para o abandono desta cultivar apesar do sabor, devido a sementes, alternância e casca empolada. As janelas de colheita são orientativas para Portugal: litoral, altitude, carga, porta-enxerto e ano podem antecipar ou atrasar várias semanas.
Contexto português