Prancha botânica de Trifolium dubium com caules finos, folhas trifoliadas de folíolos obovados, pequenas cabeças amarelas e vagens
Cobertura Média

Trevinho

Trifolium dubium · Fabaceae

Trevo anual pequeno de prados húmidos, juncais e pastagens ácidas, útil para diversidade e fixação biológica de azoto sem o vigor dos trevos semeados.

ExposiçãoSol a meia-sombra aberta
ÁguaSolo algo húmido ou temporariamente encharcado
CicloTerófito anual
SoloÁcido, de pobre a moderadamente fértil
pHÁcido a subneutro
EspaçoSementeira dispersa em mistura

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar o trevo pequeno

    Compare número de flores, tamanho das cabeças, folíolos e fruto com Medicago e outros Trifolium amarelos.

  2. Usar semente local

    Recolha autorizada deve conservar diversidade e não substituir o banco de sementes existente.

  3. Semear com gramíneas

    Distribua no outono em baixa proporção, sem formar uma faixa pura de leguminosa.

  4. Permitir produção de semente

    Reserve áreas tardias até as cabeças secarem, alternando-as entre anos.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Evitar azoto mineral

O adubo reduz a vantagem da leguminosa e favorece competidores altos.

Conservar polinizadores

Reduza inseticidas e mantenha floração escalonada nas margens.

Não confundir ausência anual

O banco pode responder de forma diferente à chuva e ao corte.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Poucas cabeçasCaules estiolados sob gramíneas altas.Exportar biomassa e criar clareiras sem lavrar.
Falha de nodulaçãoPlantas pálidas apesar de solo adequado.Confirmar pH, encharcamento e rizóbios; não inocular estirpes sem avaliação.
Trevo erradoCabeças e folíolos não correspondem ao porte muito pequeno.Confirmar espécie antes de recolher ou semear.

É uma componente espontânea, não substituto automático do trevo-branco em pastagem produtiva. A escolha depende do sistema e da comunidade-alvo.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Clima favorável, sobretudo em vales e encostas húmidas; conservar as clareiras húmidas e a baixa fertilidade, mosaico de sebes e proveniência local.
Norte interior Região central dos lameiros tradicionais; neve, regos de lima, corte e pastoreio devem ser ajustados ao vale e à aldeia.
Centro litoral Pode integrar prados atlânticos e várzeas, mas urbanização, drenagem e eutrofização fragmentam as comunidades.
Centro interior Adequada em serras e vales frescos; distinguir regadio tradicional, regadio imperfeito e secadal antes de intervir.
Lisboa e Vale do Tejo Apenas em várzeas, nascentes e solos frescos confirmados; não justificar rega intensiva onde o prado é naturalmente seco.
Alentejo Adequação localizada em serras e linhas de água; a evapotranspiração elevada limita lameiros fora de microclimas húmidos.
Algarve Rara e dependente de nascentes ou altitude; não importar misturas atlânticas para criar um prado visualmente verde.
Açores Avaliar naturalidade e flora própria dos Açores; nunca usar semente continental em pastagens insulares.
Madeira Usar apenas referências e proveniência madeirenses; altitude e exposição criam comunidades distintas do continente.