Prancha botânica de Valeriana officinalis com folhas pinadas opostas, corimbos de pequenas flores rosadas, aquénios plumosos e rizoma
Perene Média

Valeriana

Valeriana officinalis · Caprifoliaceae

Perene alta de solos frescos, com folhas pinadas e flores claras muito visitadas, cultivada em Portugal continental mas exigente em água estival e controlo da semente.

ExposiçãoSol suave a meia-sombra
ÁguaModerada a alta
CicloPerene herbácea rizomatosa
SoloProfundo, húmido mas drenado e rico em matéria orgânica
pH5,5–7,5
Espaço45–60 cm

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Usar semente fresca

    A viabilidade cai rapidamente; semeie superficialmente e mantenha luz e humidade uniforme.

  2. Escolher solo fresco

    Prepare uma zona profunda com matéria orgânica madura, drenagem e acesso a rega durante o verão.

  3. Não enterrar a coroa

    Instale plântulas ao nível original, afastadas para que a folhagem seque depois de chuva.

  4. Separar produção e polinizadores

    Reserve plantas para flor e corte as hastes das plantas destinadas a desenvolver rizoma, mantendo lotes identificados.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Manter humidade estável

Regue profundamente antes de murcha, usando cobertura que não encoste à coroa.

Conter semente

Corte inflorescências antes de os aquénios plumosos se dispersarem fora do canteiro.

Dividir no repouso

Separe coroas jovens no outono ou início da primavera e descarte centros moles ou doentes.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Secura de verãoMargens queimadas, crescimento parado e floração antecipada.Aumentar cobertura, regar o perfil e fornecer sombra leve nas tardes quentes.
Podridão da coroaFolhas tombam a partir de uma base escura e mole.Melhorar drenagem, reduzir rega superficial e eliminar coroas sem tecido firme.
AutomedicaçãoIntenção de preparar raiz para insónia, ansiedade ou em conjunto com sedativos.Não formular doses em casa; consultar médico ou farmacêutico e usar produto regulamentado.

A raiz tem odor forte e atrai alguns gatos. O uso concomitante com sedativos, álcool ou antes de conduzir exige avaliação profissional; aqui documenta-se apenas o cultivo.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Excelente em solo fresco e rico, desde que os rizomas fiquem contidos e a copa ventilada.
Norte interior Boa junto a rega ou linha de cultivo húmida; o verão seco exige cobertura do solo.
Centro litoral Excelente em meia-sombra luminosa e solo fresco, com divisão periódica da touceira.
Centro interior Boa apenas onde há água regular; evite depressões frias permanentemente saturadas.
Lisboa e Vale do Tejo Muito boa com rega localizada e sombra parcial nas tardes mais quentes.
Alentejo Limitada pela seca e calor; cultive em recipiente grande ou junto a uma zona irrigada.
Algarve Fraca no litoral quente e seco; necessita de abrigo, água doce e solo profundo.
Açores Excelente pelo clima húmido, mas deve ficar longe de linhas de água e áreas naturais.
Madeira Muito boa em cotas húmidas; calor costeiro e solo compacto favorecem declínio.