Prancha botânica de Phillyrea angustifolia com arbusto perenifólio, folhas opostas muito estreitas e inteiras, pequenas flores claras e drupas azul-negras
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Sebe Guia de cultivo Fácil

Aderno-de-folhas-estreitas

Phillyrea angustifolia · Oleaceae

Aderno-de-folhas-estreitas, nome comum de Phillyrea angustifolia, apresenta um crescimento lenhoso e ramificado que define o seu porte. Para Phillyrea angustifolia, a ficha associa uma exposição entre sol e sombra e água contida, sem excessos persistentes. O solo indicado para Phillyrea angustifolia é um solo com escoamento fácil.

A leitura de Aderno-de-folhas-estreitas parte de material identificado, com proveniência e condição sanitária conhecidas. É o desenvolvimento real de Phillyrea angustifolia que dá sentido às datas e dimensões publicadas. O espaço disponível é confrontado com o porte e a resistência dos suportes. Material de Phillyrea angustifolia com sintomas fica imóvel até haver avaliação fitossanitária.

ExposiçãoSol pleno a meia-sombra aberta
ÁguaBaixa após instalação
CicloFanerófito perenifólio
SoloPobre, pedregoso e drenado
pH5,0–8,3
Espaço1,5–3 m

Prancha complementar do catálogo

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Aderno-de-folhas-estreitas (Phillyrea angustifolia) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Aderno-de-folhas-estreitas (Phillyrea angustifolia) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Phillyrea angustifolia L.

Nome aceite
Nome publicado
Phillyrea angustifolia
Sinónimos relevantes
Olea angustifolia

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.

Verificado em 24 de julho de 2026.

Estatuto verificado

Cultivo rastreado

Autóctone continental
Jurisdição
Portugal continental
Âmbito
Matos secos e expostos do continente em areia, calcário ou xisto; solo e proveniência devem corresponder ao projeto, sem substituir P. latifolia.
Enquadramento
Flora-On documenta ocorrência autóctone em Portugal continental. Esta avaliação não infere proteção legal específica nem ausência de restrições; recolha, propagação, intervenção em habitat, área protegida ou domínio público exigem verificação própria.

Plantar lote identificado e rastreado em contexto xerófilo adequado; conservar plantas espontâneas e não transportar origem entre substratos por conveniência.

Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar folhas opostas estreitas

    Compare com P. latifolia, lentisco e oliveira jovem; fruto e flor ajudam a fechar a identificação.

  2. Usar semente rastreada

    Limpe a drupa, registe várias plantas-mãe e produza em contentor que não espirale a raiz.

  3. Instalar no outono

    Plante pequeno, sem composto rico, com colo ao nível e chuva suficiente para enraizar.

  4. Dar espaço de matagal

    Não comprima num canteiro estreito; a copa adulta abriga fauna e reduz vento junto ao solo.

Janelas nacionais de referência

Calendário

Propagar e instalar apenas na janela indicada pela referência da espécie, ajustada ao estado da planta, geada, calor, chuva, humidade do solo e capacidade de acompanhar o enraizamento.

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

São janelas de referência, não datas garantidas. Atrase com geada e altitude, antecipe apenas com condições locais favoráveis e confirme cultivar, finalidade, previsão, água e microclima.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Regar só jovem

Faça aplicações profundas e raras nos primeiros verões, reduzindo à medida que a raiz explora o solo.

Desbastar, não tosquiar

Retire ramos inteiros depois da frutificação quando precisar de reduzir volume.

Gerir combustível em mosaico

Não corte todos os arbustos no mesmo ano; preserve manchas de abrigo e fruto.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Excesso de águaCrescimento mole, folhas amarelas e raiz escura.Suspender rega e corrigir a escolha do local.
Sebe abre no interiorFolha apenas nas pontas após recortes repetidos.Parar topiaria e renovar poucos ramos por ciclo.
Planta erradaFolha larga e serrada ou composta.Reidentificar antes de produzir semente.

É mais xerófila do que Phillyrea latifolia; as duas espécies não devem ser trocadas num projeto de restauro.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Aderno-de-folhas-estreitas: confirmar drenagem, circulação de ar e duração do molhamento num clima atlântico mais húmido. Tolera seca e solo pobre depois de instalada, mas frio, humidade, proveniência, maresia e exposição alteram a resposta regional.
Norte interior Aderno-de-folhas-estreitas: ajustar instalação a geadas, altitude e verão seco, sem assumir que a mesma data serve vales e planaltos. Tolera seca e solo pobre depois de instalada, mas frio, humidade, proveniência, maresia e exposição alteram a resposta regional.
Centro litoral Aderno-de-folhas-estreitas: avaliar humidade, vento costeiro, exposição e água da parcela antes de escolher a época. Tolera seca e solo pobre depois de instalada, mas frio, humidade, proveniência, maresia e exposição alteram a resposta regional.
Centro interior Aderno-de-folhas-estreitas: compatibilizar geada tardia, calor estival, solo e disponibilidade de rega. Tolera seca e solo pobre depois de instalada, mas frio, humidade, proveniência, maresia e exposição alteram a resposta regional.
Lisboa e Vale do Tejo Aderno-de-folhas-estreitas: escolher exposição e rega para uma estação longa, verificando calor refletido e drenagem. Tolera seca e solo pobre depois de instalada, mas frio, humidade, proveniência, maresia e exposição alteram a resposta regional.
Alentejo Aderno-de-folhas-estreitas: a decisão depende de água, sombra ou sol da espécie, calor extremo e capacidade de drenagem. Tolera seca e solo pobre depois de instalada, mas frio, humidade, proveniência, maresia e exposição alteram a resposta regional.
Algarve Aderno-de-folhas-estreitas: ajustar a época para evitar o pico de calor e verificar salinidade, vento e qualidade da água. Tolera seca e solo pobre depois de instalada, mas frio, humidade, proveniência, maresia e exposição alteram a resposta regional.
Açores Aderno-de-folhas-estreitas: confirmar por ilha e cota o vento, a humidade persistente, a insolação e a drenagem. Tolera seca e solo pobre depois de instalada, mas frio, humidade, proveniência, maresia e exposição alteram a resposta regional.
Madeira Aderno-de-folhas-estreitas: confirmar altitude, vertente, vento, calor e água; litoral e cotas altas não são equivalentes. Tolera seca e solo pobre depois de instalada, mas frio, humidade, proveniência, maresia e exposição alteram a resposta regional.

Afirmações rastreáveis

Evidência por campo

Cada linha identifica a afirmação que sustenta o guia, o território a que se aplica e as fontes usadas. Síntese editorial significa que a conclusão combina requisitos da cultura com contexto climático português; não é uma medição da sua parcela.

Material de propagação

Usar Phillyrea angustifolia taxonomicamente identificado e de fornecedor ou planta-mãe rastreável. Usar planta de viveiro identificada e origem adequada, mantendo separadas outras Phillyrea e material de restauro. Uma fotografia, nome comum ou ocorrência espontânea não autentica material de plantação.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Calendário

Propagar e instalar apenas na janela indicada pela referência da espécie, ajustada ao estado da planta, geada, calor, chuva, humidade do solo e capacidade de acompanhar o enraizamento.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Exposição e temperatura

A cultura exige «Sol pleno a meia-sombra aberta». Tolera seca e solo pobre depois de instalada, mas frio, humidade, proveniência, maresia e exposição alteram a resposta regional. A soma térmica, variedade, altitude e previsão da campanha devem confirmar a decisão.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Água e rega

A necessidade publicada na ficha é «Baixa após instalação». A água deve seguir fase fenológica, reserva do solo, precipitação, evapotranspiração e potencial real, sem dose regional fixa.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Solo e drenagem

A referência é «Pobre, pedregoso e drenado». O guia exige conhecer perfil, textura, drenagem, compactação, infestantes e histórico, e o INIAV exige análise antes de corrigir ou fertilizar.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
pH

O valor não deve ser copiado de outra cultura: 5,0–8,3. Confirmar a faixa publicada no manual INIAV e a análise da parcela antes de aplicar corretivo.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Compasso

Não existe compasso doméstico universal: 1,5–3 m. Calcular sementes viáveis, população-alvo, entrelinha, germinação e perdas para a variedade, equipamento e destino.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Instalação

Confirmar espaço adulto, exposição, drenagem e solo antes de plantar; preservar raízes e colo, regar o volume radicular e manter etiqueta e origem durante o estabelecimento.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Manutenção

Ajustar água pela humidade real, conservar o solo permeável, podar ou dividir apenas segundo o ciclo da espécie e diagnosticar sintomas antes de qualquer tratamento ou substituição.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Problemas e diagnóstico

Os problemas descritos — Excesso de água, Sebe abre no interior, Planta errada — requerem observação e diagnóstico. Rotação, semente sã, população equilibrada e gestão de resíduos precedem qualquer produto autorizado.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Adequação regional

A triagem cruza normais IPMA com exposição, água, solo e este limite: Tolera seca e solo pobre depois de instalada, mas frio, humidade, proveniência, maresia e exposição alteram a resposta regional. Não substitui variedade, histórico, análise, previsão ou ensaio na parcela.

Portugal · síntese editorial Limite: Síntese para planeamento regional; confirme altitude, microclima, exposição, solo, água, cultivar e previsão antes de decidir na parcela.
Contrato de cultivo revisto em 27 de julho de 2026.