Prancha botânica de Phillyrea latifolia com pequeno arvoredo perenifólio, folhas opostas largas e serradas, cachos de flores creme e pequenas drupas negras
Sebe Média

Aderno

Phillyrea latifolia · Oleaceae

Pequena árvore perenifólia dos bosques e matagais mediterrânicos, mais ligada a solo desenvolvido e alguma frescura do que o aderno-de-folhas-estreitas.

ExposiçãoSol a meia-sombra
ÁguaBaixa a moderada após instalação
CicloFanerófito perenifólio
SoloDrenado, moderadamente profundo, ácido ou calcário
pH5,5–8,2
Espaço3–5 m; 1,5–2 m em sebe livre

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Distinguir os dois adernos

    Confirme folhas mais largas, frequentemente serradas, e não escolha apenas pelo nome comum do viveiro.

  2. Semear fruto limpo

    Use semente autorizada e rastreada, retire a polpa e estratifique de forma controlada sem deixar secar excessivamente.

  3. Plantar jovem

    Instale no outono com torrão intacto, colo ao nível e espaço para se tornar pequena árvore.

  4. Formar pouco

    Selecione vários caules para matagal ou um fuste para pequena árvore, evitando topiaria contínua.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Regar fundo no arranque

Apoie os dois primeiros verões, alargando intervalos até suspender num local compatível.

Preservar fruto

Deixe parte das drupas para aves e regeneração; não pode toda a sebe antes da maturação.

Manter folhada

Folhada local protege raízes sem criar um círculo regado e fertilizado como relvado.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Confusão com P. angustifoliaFolhas muito estreitas e quase sempre inteiras.Rever caracteres e etiqueta antes de usar em restauro.
CochonilhaEscamas, melada e fumagina.Reduzir azoto, controlar formigas e remover focos pequenos.
Raiz saturadaAmarelecimento generalizado após inverno chuvoso.Melhorar drenagem e não compensar com fertilizante.

Aderno pode designar mais de uma espécie. Em restauro, o binómio e a proveniência são indispensáveis.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Possível em orlas quentes e secas, mas o noroeste húmido não representa o núcleo mediterrânico; confirmar a folha larga, o solo mais fresco e a proveniência.
Norte interior Adequação variável entre Terra Quente, vales abrigados e planaltos frios; confirmar a folha larga, o solo mais fresco e a proveniência.
Centro litoral Boa em encostas e bosques mediterrânicos do centro litoral quando solo e proveniência coincidem; confirmar a folha larga, o solo mais fresco e a proveniência.
Centro interior Possível em vales e encostas abrigadas; geada, altitude e litologia são decisivas. Confirmar a folha larga, o solo mais fresco e a proveniência.
Lisboa e Vale do Tejo Região favorável em azinhais, cercais, sobreirais e serras calcárias, conforme a espécie; confirmar a folha larga, o solo mais fresco e a proveniência.
Alentejo Região central para montado, azinhal e carvalhal marcescente; seca, pastoreio e fogo exigem gestão. Confirmar a folha larga, o solo mais fresco e a proveniência.
Algarve Favorável sobretudo no barrocal, serra e vales frescos; litoral, serra e Monchique não são equivalentes. Confirmar a folha larga, o solo mais fresco e a proveniência.
Açores Não introduzir material continental nos Açores; consultar flora e estatuto insular próprios.
Madeira Não introduzir material continental na Madeira; consultar flora e estatuto insular próprios.