Prancha botânica de Adonis annua com folhas muito divididas, flor vermelho-sangue de centro escuro, sépalas, fruto agregado e aquénios
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Anual Conservação

Adónis-anual

Adonis annua · Ranunculaceae

Adónis-anual é apresentada a partir da relação entre identidade, habitat e território. Adónis-anual corresponde a Adonis annua. Arvense vulnerável de pousios, searas e olivais tradicionais de sequeiro, sobretudo em solos básicos, ameaçada pela intensificação e conversão para regadio. As fontes situam-na como autóctone de Portugal continental.

A ficha não autoriza recolher, tocar, propagar, transplantar, restaurar ou intervir numa população ou no habitat. Uma fotografia ou nome semelhante não confirmam a identidade nem revelam o estado de um núcleo concreto; mantenha distância e respeite as regras do local.

Nome científicoAdonis annua
FamíliaRanunculaceae
Categoria editorialAnual
Identidade taxonómicaNome aceite: Adonis annua
Ocorrência / estatutoAutóctone continental
Orientação da fichaApenas conservação — sem intervenção autónoma

Prancha complementar do catálogo

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Adónis-anual (Adonis annua) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Adónis-anual (Adonis annua) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Adonis annua L.

Nome aceite
Nome publicado
Adonis annua
Sinónimos relevantes
Adonis autumnalis

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.

Verificado em 25 de julho de 2026.

Estado de conservação estruturado

Vulnerável (VU)

Portugal continental
Sistema
Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental
Nome avaliado
Adonis annua
Critério UICN
VU B1ab(i,ii,iii,v)+2ab(i,ii,iii,v)
Limite
Risco de extinção; não equivale a lei nem recomendação de cultivo.

A avaliação nacional declarada na ficha classifica o táxon como Vulnerável em Portugal continental; critério compacto VU B1ab(i,ii,iii,v)+2ab(i,ii,iii,v); a categoria não autoriza recolha, comercialização ou translocação.

Categoria verificada em 25 de julho de 2026 nas fontes indicadas nesta ficha.

Estatuto verificado

Apenas conservação

Autóctone continental
Jurisdição
Portugal continental
Âmbito
Conservação dos núcleos confirmados em pousios, searas e olivais tradicionais de sequeiro sobre solos básicos de Portugal continental, com gestão acordada e eventual banco de germoplasma institucional.
Enquadramento
A Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental classifica o táxon como Vulnerável. A categoria descreve risco de extinção; esta ficha não determina por si as regras aplicáveis à recolha, propagação, translocação, reintrodução ou intervenção.

A Lista Vermelha estima sete a dez localizações, área de ocupação inferior a 100 km² e declínio causado sobretudo pela intensificação e conversão do sequeiro em regadio. Priorize parcelas extensivas, monitorização e incentivo ao proprietário; não recolha, comercialize, semeie na paisagem ou transloque sem programa de conservação.

Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Antes de qualquer intervenção

Identificação, conservação e limites

  1. Confirmar a identidade

    Confirme flor vermelha brilhante, centro escuro, numerosas pétalas e folhas profundamente divididas; compare com Adonis microcarpa.

  2. Confirmar o habitat

    Mapeie manchas em sequeiro tradicional e proteja-as da mobilização, herbicida e conversão para regadio.

  3. Estabelecer sem recolha silvestre

    Não recolher nem adquirir material sem identificação e proveniência documentadas. Não fazer propagação, reforço ou translocação informal; encaminhar propostas para entidades científicas e de conservação competentes.

  4. Gerir no ritmo da vinha

    Contratualizar faixas de gestão extensiva e monitorizar antes e depois das operações agrícolas.

Limite editorial explícito

Calendário

Calendário de plantação não aplicável a uma ficha de conservação.

A página não recomenda recolha, propagação ou instalação. Qualquer intervenção de conservação exige autorização, proveniência e um plano técnico próprio do local e da população.

Proteção sem intervenção autónoma

Verificações de conservação

Manter um mosaico

Planeie faixas cortadas e refúgios, pés de talude e bordaduras; preserve parte da cobertura em cada passagem quando isso for compatível com a segurança e a gestão da exploração.

Deixar completar o ciclo

Adie corte ou mobilização de uma parte das manchas até sementes amadurecerem ou folhas dos geófitos amarelecerem.

Evitar enriquecimento

Não fertilize a flora espontânea nem a force com rega. Excesso de azoto favorece poucas espécies competitivas e apaga a diversidade arvense.

Diagnóstico antes de tratar

Riscos de decisão

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Intensificação agrícolaNivelamento, regadio, mobilização profunda, herbicida total ou desaparecimento rápido da comunidade arvense.Suspender a intervenção na mancha, sinalizar e procurar apoio técnico de conservação.
Gestão uniformeEntrelinhas nuas ou todas cortadas à mesma altura e na mesma data, sem flores nem sementes.Planear rotação de faixas, conservar bordaduras e confirmar regras e rótulo antes de qualquer intervenção fitofarmacêutica.
Material de origem incertaSemente sem nome científico completo, lote ou proveniência documentada.Não semear; isolar o lote e obter validação botânica, documental e das regras aplicáveis.

Vulnerável em Portugal. A conservação deve manter sistemas extensivos e núcleos existentes; não semear em paisagem aberta por iniciativa particular.

Contexto português

Âmbito territorial

Norte litoral Conservação No litoral norte, ajustar a drenagem e a competição da cobertura; confirmar a população conhecida, o estatuto vulnerável e o plano competente.
Norte interior Conservação No interior norte, respeitar frio, geada e secura estival; confirmar a população conhecida, o estatuto vulnerável e o plano competente.
Centro litoral Conservação No litoral centro, ajustar a humidade atlântica e o tipo de solo; confirmar a população conhecida, o estatuto vulnerável e o plano competente.
Centro interior Conservação No interior centro, conservar faixas frescas sem rega estival artificial; confirmar a população conhecida, o estatuto vulnerável e o plano competente.
Lisboa e Vale do Tejo Conservação Em Lisboa e Vale do Tejo, confirmar calcário, calor e continuidade histórica; confirmar a população conhecida, o estatuto vulnerável e o plano competente.
Alentejo Conservação No Alentejo, privilegiar sequeiro extensivo e refúgios não mobilizados; confirmar a população conhecida, o estatuto vulnerável e o plano competente.
Algarve Conservação No Algarve, distinguir Barrocal calcário, serra e litoral; confirmar a população conhecida, o estatuto vulnerável e o plano competente.
Açores Conservação Nos Açores, não introduzir material continental e verificar o estatuto insular; confirmar a população conhecida, o estatuto vulnerável e o plano competente.
Madeira Conservação Na Madeira, não introduzir material continental e verificar o estatuto insular; confirmar a população conhecida, o estatuto vulnerável e o plano competente.