Ilustração botânica de um arbusto de alecrim florido
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Aromática Guia de cultivo Fácil

Alecrim

Salvia rosmarinus · Lamiaceae

O aroma da folhagem é um dos traços mais imediatos de Alecrim, nome comum de Salvia rosmarinus. Para Salvia rosmarinus, a ficha associa luz solar direta e água contida, sem excessos persistentes. O solo indicado para Salvia rosmarinus é um solo com escoamento fácil.

Alecrim deve manter uma identidade verificável, uma origem conhecida e um historial sanitário claro. Para Salvia rosmarinus, as referências quantitativas não substituem a observação das condições locais. Dúvidas sobre toxicidade ou contacto exigem fontes específicas. Se Salvia rosmarinus apresentar sintomas, o material não circula antes de avaliação fitossanitária.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaBaixa; deixar secar entre regas
CicloArbusto perene
SoloPobre a moderado, pedregoso e drenado
pH6,0–8,0
Espaço60–100 cm

Top 300 em Portugal · posição 96

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Alecrim (Salvia rosmarinus) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Alecrim (Salvia rosmarinus) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Salvia rosmarinus Spenn.

Nome aceite
Nome publicado
Salvia rosmarinus
Sinónimos relevantes
Rosmarinus officinalis

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.

Verificado em 24 de julho de 2026.

Estatuto verificado

Cultivo rastreado

Autóctone continental
Jurisdição
Portugal continental
Âmbito
Cultivo ex situ de Salvia rosmarinus de viveiro identificado em jardim continental, sem recolha de plantas ou estacas em populações espontâneas.
Enquadramento
O Plants of the World Online inclui Portugal na área nativa da espécie. Esta âncora biogeográfica não autentica cultivar, clone, quimiotipo, porta-enxerto ou proveniência de uma planta cultivada, nem autoriza recolha, arranque ou translocação de populações espontâneas, sobretudo em áreas protegidas ou propriedade alheia.

POWO inclui Portugal na área nativa, mas uma planta de viveiro não comprova proveniência portuguesa, quimiotipo ou adaptação ecológica local. Mantenha identidade e origem; folha culinária, óleo essencial, extrato e alegação medicinal não são usos equivalentes.

Avaliado em 26 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Preferir estaca

    Na primavera, enraíze ponta não florida de 8–10 cm; é mais rápido e fiel que semente.

  2. Preparar drenagem

    Em solo pesado, plante elevado e misture componente mineral; não crie uma “banheira” na cova.

  3. Regar a instalação

    Regue no primeiro verão quando o solo secar em profundidade. Depois, reduza muito.

  4. Colher pontas

    Corte acima de uma ramificação, sem retirar mais de um terço da planta de cada vez.

Janelas nacionais de referência

Calendário

Propagar por estaca no início do verão ou no outono conforme o tipo de tecido e instalar no período fresco; colher folhas antes da floração quando esse é o produto pretendido.

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

São janelas de referência, não datas garantidas. Atrase com geada e altitude, antecipe apenas com condições locais favoráveis e confirme cultivar, finalidade, previsão, água e microclima.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Poda

Aparar depois da floração para manter compacto, sem cortar profundamente em madeira velha sem folhas.

Fertilização

Quase dispensável; excesso produz crescimento fraco e menos aromático.

Flores

Deixe parte da floração para abelhas e outros polinizadores.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Podridão radicularMurcha apesar de solo húmido; base escura.Suspender rega e corrigir drenagem; casos avançados raramente recuperam.
OídioPó branco em condições abafadas.Mais sol, espaço e circulação de ar.
Ramos nusInterior lenhoso e crescimento só nas pontas.Podar ligeiramente todos os anos, desde jovem.

É resistente à seca depois de enraizado, não imediatamente após a plantação.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Alecrim: confirmar drenagem, circulação de ar e duração do molhamento num clima atlântico mais húmido. É mediterrânico, tolera secura depois de enraizado e perde longevidade em sombra húmida ou solo saturado.
Norte interior Alecrim: ajustar instalação a geadas, altitude e verão seco, sem assumir que a mesma data serve vales e planaltos. É mediterrânico, tolera secura depois de enraizado e perde longevidade em sombra húmida ou solo saturado.
Centro litoral Alecrim: avaliar humidade, vento costeiro, exposição e água da parcela antes de escolher a época. É mediterrânico, tolera secura depois de enraizado e perde longevidade em sombra húmida ou solo saturado.
Centro interior Alecrim: compatibilizar geada tardia, calor estival, solo e disponibilidade de rega. É mediterrânico, tolera secura depois de enraizado e perde longevidade em sombra húmida ou solo saturado.
Lisboa e Vale do Tejo Alecrim: escolher exposição e rega para uma estação longa, verificando calor refletido e drenagem. É mediterrânico, tolera secura depois de enraizado e perde longevidade em sombra húmida ou solo saturado.
Alentejo Alecrim: a decisão depende de água, sombra ou sol da espécie, calor extremo e capacidade de drenagem. É mediterrânico, tolera secura depois de enraizado e perde longevidade em sombra húmida ou solo saturado.
Algarve Alecrim: ajustar a época para evitar o pico de calor e verificar salinidade, vento e qualidade da água. É mediterrânico, tolera secura depois de enraizado e perde longevidade em sombra húmida ou solo saturado.
Açores Alecrim: confirmar por ilha e cota o vento, a humidade persistente, a insolação e a drenagem. É mediterrânico, tolera secura depois de enraizado e perde longevidade em sombra húmida ou solo saturado.
Madeira Alecrim: confirmar altitude, vertente, vento, calor e água; litoral e cotas altas não são equivalentes. É mediterrânico, tolera secura depois de enraizado e perde longevidade em sombra húmida ou solo saturado.

Afirmações rastreáveis

Evidência por campo

Cada linha identifica a afirmação que sustenta o guia, o território a que se aplica e as fontes usadas. Síntese editorial significa que a conclusão combina requisitos da cultura com contexto climático português; não é uma medição da sua parcela.

Material de propagação

Usar Salvia rosmarinus identificada, de semente ou planta-mãe rastreável, sem confundir o nome antigo Rosmarinus officinalis com uma espécie diferente nem recolher material silvestre.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Calendário

Propagar por estaca no início do verão ou no outono conforme o tipo de tecido e instalar no período fresco; colher folhas antes da floração quando esse é o produto pretendido.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Exposição e temperatura

A ficha aplica a exposição «Sol pleno» e este limite climático: É mediterrânico, tolera secura depois de enraizado e perde longevidade em sombra húmida ou solo saturado. O microclima e a fase da planta continuam por confirmar.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Água e rega

A necessidade indicada é «Baixa; deixar secar entre regas». O manual português manda decidir a rega pelo clima, textura, humidade do solo e fase, preferindo gota-a-gota e evitando uma dose regional fixa.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Solo e drenagem

A referência de cultivo é «Pobre a moderado, pedregoso e drenado». Antes de instalar, analisar textura, nutrientes e drenagem; camalhão só quando topografia, excesso de precipitação ou solo o justificarem.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
pH

Não há no manual um pH específico defensável para esta espécie: 6,0–8,0. O INIAV documenta exigências muito diferentes entre aromáticas e exige análise antes de corrigir.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Compasso

Não foi imposta uma distância nacional universal: 60–100 cm. O manual publica apenas uma faixa geral e exige ajustar espécie, época, porte, ventilação, alfaias e sistema de colheita.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Instalação

O INIAV indica estaca herbácea no início do verão e semilenhosa no outono; plantar ao nível do torrão em solo elevado ou naturalmente muito drenado.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Manutenção

Colher pontas folhosas antes da floração, nas horas frescas e depois do orvalho, sem chuva e sem retirar mais crescimento verde do que a planta consegue repor. Fertilização só após análise; rega eficiente, contenção, higiene, rotação quando aplicável e observação regular completam a manutenção.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Problemas e diagnóstico

Os problemas já descritos na ficha — Podridão radicular, Oídio, Ramos nus — exigem confirmação no local. O INIAV prioriza higiene, material são, vigilância, diversidade e medidas culturais; qualquer produto depende da autorização atual.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Adequação regional

A avaliação regional cruza normais IPMA com «Sol pleno», água «Baixa; deixar secar entre regas» e este limite: É mediterrânico, tolera secura depois de enraizado e perde longevidade em sombra húmida ou solo saturado. É uma triagem condicional, não prova de aptidão da parcela.

Portugal · síntese editorial Limite: Síntese para planeamento regional; confirme altitude, microclima, exposição, solo, água, cultivar e previsão antes de decidir na parcela.
Contrato de cultivo revisto em 27 de julho de 2026.