Prancha botânica de Angelica sylvestris com caule oco estriado, folhas grandes bipinadas de bainha inflada, umbela composta rosada e frutos alados
Perene Exigente

Angélica-silvestre

Angelica sylvestris · Apiaceae

Apiácea autóctone alta de prados húmidos sombrios e margens, importante para insetos mas perigosa de identificar por semelhança com umbelíferas tóxicas.

ExposiçãoMeia-sombra a sol suave
ÁguaSolo sempre fresco, húmido na primavera
CicloHemicriptófito perene de curta duração
SoloProfundo, húmico e sem compactação
pHÁcido moderado a neutro
Espaço70–100 cm

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Comprar material identificado

    Nunca recolha ou consuma uma umbelífera apenas por parecer angélica; conserve nome, origem e fornecedor.

  2. Preparar uma orla funda

    Escolha solo fresco com sombra parcial e espaço para folhas e umbelas muito largas.

  3. Plantar no outono

    Mantenha a coroa ao nível do solo e evite danificar a raiz principal.

  4. Permitir alguma semente

    Deixe parte das umbelas amadurecer para renovação e corte as restantes se a auto-sementeira for excessiva.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Regar apenas na instalação

Se o local exige rega permanente de verão, a seleção do habitat está errada.

Usar luvas no manejo

Seiva de Apiaceae pode irritar; evite contacto com pele e olhos e lave ferramentas.

Conservar corredores floridos

Evite inseticidas e cortes simultâneos de todas as umbelas da margem.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Confusão com OenantheFolhas, bainhas, umbela ou raiz não coincidem.Não tocar nem consumir; isolar o acesso e pedir confirmação botânica.
Não regressa após florirPlanta mãe morre sem plântulas.Assegurar maturação parcial de semente e pequenas clareiras húmidas.
Oídio ou pulgõesPó branco ou colónias em rebentos.Melhorar circulação e diversidade, evitando tratamentos amplos junto da água.

O perfil é ornamental e ecológico. A semelhança entre Apiaceae torna imprudente qualquer orientação alimentar baseada numa ficha online.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Muito favorável em vales atlânticos, margens e orlas ripícolas; conservar a sombra fresca e a identificação rigorosa e usar proveniência local.
Norte interior Adequação forte em rios, lameiros e vales montanos; frio, sombra e caudal criam contrastes locais importantes.
Centro litoral Frequente em várzeas, pauis e valas, mas drenagem, eutrofização e invasoras exigem diagnóstico da bacia.
Centro interior Boa em serras e linhas de água permanentes; a exposição e a duração da humidade pesam mais do que o distrito.
Lisboa e Vale do Tejo Localizada em valas, pauis e margens do Tejo; não criar artificialmente um habitat húmido com rega intensiva.
Alentejo Restrita a linhas de água, nascentes e serras frescas; proteger a sombra fresca e a identificação rigorosa perante a longa seca estival.
Algarve Apenas em barrancos, ribeiras ou nascentes adequadas; calor e irregularidade do caudal limitam a comunidade.
Açores Confirmar estatuto e flora própria dos Açores; nunca translocar material continental para habitats insulares.
Madeira Confirmar táxon, ilha e proveniência na flora madeirense; não extrapolar automaticamente a ecologia continental.