Prancha de Arundo donax com canavial ribeirinho alto, colmo oco, folha cortante, aurícula, panícula violácea e rizoma fragmentado
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Gramínea Não plantar

Cana-do-reino — não plantar

Arundo donax · Poaceae

A orientação desta ficha é não plantar cana-do-reino em Portugal continental; os regimes dos Açores e da Madeira são distintos e não são inferidos daqui. Na Madeira, a exceção referida na ficha não permite uso ornamental. Uma sebe alta ou um canavial familiar não justificam multiplicar uma gramínea que se prolonga por rizomas e fragmentos.

Não roce, triture ou arranque junto de água por iniciativa própria: pedaços podem seguir a corrente, e obras em leitos e margens podem exigir autorização. Não transporte rizomas, solo ou sobrantes. O gestor competente deve definir contenção, estabilização da margem, destino e seguimento; qualquer produto fitofarmacêutico exige uso atualmente autorizado, rótulo integral e operador legalmente habilitado.

Nome científicoArundo donax
FamíliaPoaceae
Categoria editorialGramínea
Identidade taxonómicaNome aceite: Arundo donax
Ocorrência / estatutoExótica invasora
Orientação da fichaNão plantar — prevenção e controlo

Top 300 em Portugal · posição 192

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Cana-do-reino — não plantar (Arundo donax) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Cana-do-reino — não plantar (Arundo donax) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Arundo donax L.

Nome aceite
Nome publicado
Arundo donax
Sinónimos relevantes
Donax arundinaceus

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.

Verificado em 27 de julho de 2026.

Avaliação territorial 1 de 2

Não plantar

Exótica invasora
Jurisdição
Portugal continental
Âmbito
Portugal continental. Nos termos do artigo 28.º, confirme a autoridade competente e o plano territorial antes de intervir; os regimes autónomos são avaliados separadamente.
Enquadramento
Arundo donax consta do anexo II do Decreto-Lei n.º 92/2019. Nos termos dos artigos 16.º e 19.º, são interditos, designadamente, a introdução na natureza, o repovoamento, a detenção, cedência, compra, venda, oferta de venda, transporte, cultivo, criação e utilização ornamental.

Não comprar, propagar ou instalar. Focos existentes exigem identificação confirmada, contenção de propágulos, método adequado ao local e monitorização repetida.

Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Avaliação territorial 2 de 2

Intervenção condicionada

Exótica invasora
Jurisdição
Região Autónoma da Madeira
Âmbito
Região Autónoma da Madeira; uso tradicional limitado aos espaços agrícolas ou intervenções de engenharia natural abrangidos pelo anexo III e fora da Rede Natura 2000. A inclusão legal não prova presença num local nem autentica um exemplar.
Enquadramento
Arundo donax integra a Lista Regional de Espécies Invasoras. O anexo III do Decreto Legislativo Regional n.º 17/2023/M admite apenas o uso tradicional em espaços agrícolas e noutras áreas sujeitas a intervenção de engenharia natural, mantendo a interdição em sítios da Rede Natura 2000 e os deveres e planos de controlo dos artigos 24.º e 25.º.

A exceção não autoriza plantação ornamental, descarte ou expansão espontânea. Antes de manter, deslocar ou usar material, confirme com o IFCN o espaço abrangido, o plano aplicável e as medidas que impedem qualquer propagação.

Avaliado em 24 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Prevenir antes de intervir

Não plantar e controlar

  1. Confirmar colmo e aurícula

    Observe colmos ocos robustos, folhas largas cortantes com aurículas amarelo-esverdeadas e panícula terminal plumosa, por vezes violácea.

  2. Mapear a rede de dispersão

    Registe a mancha, linhas de água, acessos, depósitos de sedimento e focos a montante e jusante antes de intervir.

  3. Planear o rizoma inteiro

    Não confie no corte simples: combine método, calendário, contenção de fragmentos e proteção da margem com a autoridade competente.

  4. Restaurar e repetir

    Reponha vegetação ripária adequada e faça inspeções após cheias, obras e cortes, removendo cedo cada novo rebento.

Limite editorial explícito

Calendário

Calendário de plantação não aplicável a uma espécie com recomendação de não plantar.

Nenhum mês é apresentado como janela de sementeira ou plantação. O momento de controlo, transporte ou destino de resíduos depende da espécie, do território e das instruções atuais da autoridade competente.

Depois da intervenção

Vigilância continuada

Conter todos os fragmentos

Colmos e rizomas não devem entrar na água, em solo reutilizado ou em máquinas por limpar; defina recolha e destino antes do corte.

Coordenar por corredor

Uma parcela isolada volta a ser colonizada; sincronize ações com vizinhos, gestores hidráulicos e equipas de manutenção.

Manter sombra e coberto ripário

Recuperação autóctone reduz solo nu e ajuda a limitar novas emergências sem ocultar focos durante a vigilância.

Diagnóstico antes de tratar

Riscos e falhas de controlo

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Rebentação depois da roçaMuitos colmos novos surgem mais densos a partir da base cortada.Suspender roças repetidas sem plano e rever o método dirigido ao sistema rizomatoso.
Fragmentos levados pela águaPedaços de colmo ou rizoma aparecem presos a jusante e começam a enraizar.Conter o foco, recolher material acessível com segurança e ampliar a prospeção ao corredor.
Margem exposta ou instávelSolo nu erode depois da remoção ou uma cheia abre a margem.Parar a expansão da obra e executar estabilização e revegetação definidas pelo gestor competente.

Intervenções em leitos e margens podem exigir autorização e técnicas específicas. Controlo químico só quando integrado num plano competente, com produto atualmente autorizado pela DGAV para o uso exato, cumprimento integral do rótulo e operador legalmente habilitado; junto de água ou habitat protegido podem aplicar-se restrições adicionais. A exceção madeirense não permite uso ornamental.

Contexto português

Prioridade em todas as regiões

Norte litoral Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Norte interior Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Centro litoral Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Centro interior Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Lisboa e Vale do Tejo Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Alentejo Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Algarve Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Açores Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Madeira Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.