Prancha botânica de Quercus canariensis com árvore de copa larga, folhas grandes dentadas sem pêlos na página superior, amentilhos e bolotas em cúpula
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Árvore Conservação

Carvalho-de-Monchique

Quercus canariensis · Fagaceae

Nos fundos de encosta frescos da serra de Monchique sobrevive um dos carvalhos mais raros de Portugal. O carvalho-de-Monchique está concentrado numa única subpopulação, com menos de 250 indivíduos maduros estimados, e foi classificado como Criticamente Em Perigo no país.

A prioridade é proteger as árvores e o habitat contra perda, fogo, espécies exóticas e mistura genética inadequada. Não recolha bolotas nem plante material genérico: propagação, reforço e ligação entre núcleos só fazem sentido dentro de um plano de conservação autorizado e monitorizado.

Nome científicoQuercus canariensis
FamíliaFagaceae
Categoria editorialÁrvore
Identidade taxonómicaNome aceite: Quercus canariensis
Ocorrência / estatutoAutóctone continental
Orientação da fichaApenas conservação — sem intervenção autónoma

Prancha complementar do catálogo

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Carvalho-de-Monchique (Quercus canariensis) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Carvalho-de-Monchique (Quercus canariensis) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Quercus canariensis Willd.

Nome aceite
Nome publicado
Quercus canariensis
Sinónimos relevantes
Quercus viveri

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.

Verificado em 24 de julho de 2026.

Estado de conservação estruturado

Criticamente Em Perigo (CR)

Portugal continental
Sistema
Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental
Nome avaliado
Quercus canariensis
Critério UICN
CR C2a(ii)
Limite
Risco de extinção; não equivale a lei nem recomendação de cultivo.

A avaliação nacional declarada na ficha classifica o táxon como Criticamente Em Perigo; critério compacto CR C2a(ii); o campo não converte a categoria de risco numa proibição legal automática.

Categoria verificada em 25 de julho de 2026 nas fontes indicadas nesta ficha.

Estatuto verificado

Apenas conservação

Autóctone continental
Jurisdição
Portugal continental
Âmbito
Serra de Monchique e área adjacente; menos de 250 indivíduos maduros estimados, concentrados numa única subpopulação e sujeitos a perda de habitat, fogo, exóticas e possível introgressão.
Enquadramento
A Lista Vermelha classifica Quercus canariensis como Criticamente Em Perigo em Portugal continental. A avaliação recomenda proteção e um plano de conservação, mas a categoria de risco não constitui por si só uma proibição legal automática.

Não recolher bolota nem plantar material genérico. Gestão de habitat, propagação, reforço e conectividade devem integrar um plano autorizado, com árvore-mãe, lote, genética, destino e monitorização documentados.

Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Antes de qualquer intervenção

Identificação, conservação e limites

  1. Não recolher bolotas

    Toda a população portuguesa conhecida pertence a uma única subpopulação; propagação e reforço exigem plano de conservação autorizado e amostragem genética.

  2. Confirmar cada árvore

    Carvalhos hibridam e as folhas variam; combine caracteres de folha, cúpula, fruto e crescimento com revisão especializada.

  3. Restaurar o vale primeiro

    Controle acácias e háqueas, reduza recorrência do fogo e recupere continuidade e sombra antes de plantar.

  4. Registar o indivíduo

    Associe cada muda a árvore-mãe, lote, data, coordenada e destino para acompanhar sobrevivência e introgressão.

Limite editorial explícito

Calendário

Calendário de plantação não aplicável a uma ficha de conservação.

A página não recomenda recolha, propagação ou instalação. Qualquer intervenção de conservação exige autorização, proveniência e um plano técnico próprio do local e da população.

Proteção sem intervenção autónoma

Verificações de conservação

Manter frescura sem rega crónica

Proteja solo com folhada local e vegetação acompanhante; rega de apoio deve ser temporária e documentada.

Não podar por estética

Preserve arquitetura, floração e madeira morta segura; qualquer corte relevante pede avaliação de conservação.

Monitorizar regeneração

Conte plântulas, juvenis e adultos, herbivoria, fogo, exóticas e mortalidade com protocolo repetível.

Diagnóstico antes de tratar

Riscos de decisão

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Hibridação não avaliadaFolhas ou cúpulas mostram caracteres intermédios.Não usar a árvore como fonte de lote puro até revisão genética e morfológica.
Fogo recorrenteRebentação repetida sem árvores jovens atingirem copa.Criar mosaico preventivo e controlar combustível sem ferir raízes ou regeneração.
Exóticas invasorasAcácias ou háqueas dominam clareiras e banco de sementes.Aplicar controlo plurianual e vigiar rebentação antes do reforço do carvalho.

CRITICAMENTE EM PERIGO. Perfil exclusivamente conservacionista: a distribuição portuguesa está restringida à serra de Monchique e área adjacente.

Contexto português

Âmbito territorial

Norte litoral Conservação Possível em orlas quentes e secas, mas o noroeste húmido não representa o núcleo mediterrânico; confirmar a população de Monchique, a genética e o risco de hibridação.
Norte interior Conservação Adequação variável entre Terra Quente, vales abrigados e planaltos frios; confirmar a população de Monchique, a genética e o risco de hibridação.
Centro litoral Conservação Boa em encostas e bosques mediterrânicos do centro litoral quando solo e proveniência coincidem; confirmar a população de Monchique, a genética e o risco de hibridação.
Centro interior Conservação Possível em vales e encostas abrigadas; geada, altitude e litologia são decisivas. Confirmar a população de Monchique, a genética e o risco de hibridação.
Lisboa e Vale do Tejo Conservação Região favorável em azinhais, cercais, sobreirais e serras calcárias, conforme a espécie; confirmar a população de Monchique, a genética e o risco de hibridação.
Alentejo Conservação Região central para montado, azinhal e carvalhal marcescente; seca, pastoreio e fogo exigem gestão. Confirmar a população de Monchique, a genética e o risco de hibridação.
Algarve Conservação Favorável sobretudo no barrocal, serra e vales frescos; litoral, serra e Monchique não são equivalentes. Confirmar a população de Monchique, a genética e o risco de hibridação.
Açores Conservação Não introduzir material continental nos Açores; consultar flora e estatuto insular próprios.
Madeira Conservação Não introduzir material continental na Madeira; consultar flora e estatuto insular próprios.