Prancha ampelográfica da Castelão com folha pentagonal, cacho de bagos azul-negros e pormenor da película
Fruteira Exigente

Videira Castelão

Vitis vinifera 'Castelão' · Vitaceae

Casta tinta portuguesa, também conhecida pelos sinónimos reconhecidos João de Santarém e Periquita em âmbitos próprios, muito ligada ao sul litoral.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaModerada e controlada
CicloVideira caducifólia enxertada
SoloDrenado; boa resposta em condições quentes
pH5,5–8,0 conforme porta-enxerto
Espaço1–1,5 m na linha

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Comprar o clone certo

    Comprar Castelão certificado, com clone ou seleção policlonal e porta-enxerto explícitos; não inferir identidade por um nome informal do viveiro. Exija nome completo, categoria, fornecedor e passaporte ou etiqueta aplicável. Semente, caroço ou grainha não conserva fielmente esta variedade.

  2. Compatibilizar local e porta-enxerto

    Escolher local quente, solarengo e ventilado, sem défice hídrico severo durante a formação; solos e porta-enxerto devem moderar vigor. Escolha o porta-enxerto depois de conhecer textura, calcário, drenagem, vigor desejado e riscos sanitários do solo.

  3. Plantar sem enterrar a enxertia

    Instale durante o repouso ou na janela indicada, abra uma cova mais larga que o torrão e deixe a união de enxertia claramente acima do solo. Regue para assentar, coloque tutor sem estrangular e identifique planta, clone e porta-enxerto.

  4. Formar antes de carregar

    Formar parede foliar uniforme e adaptar a poda à fertilidade observada, distribuindo cachos e evitando corredores demasiado expostos. Nos primeiros anos privilegie raízes e estrutura; ajuste a carga para não atrasar a formação nem criar alternância precoce.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Polinização e vingamento

É autopolinizável; garantir crescimento equilibrado e evitar stress hídrico ou operações agressivas durante floração e vingamento.

Água e nutrição medidas

Baseie correções em análise de solo e, quando justificável, foliar. Regue profundamente na zona radicular, evite azoto excessivo e mantenha cobertura que não toque no tronco.

Poda, registos e colheita

Amostre bagos de posições diferentes e colha por maturidade real e estado sanitário, não pelo nome regional nem por uma data fixa. Registe floração, tratamentos, produtividade e qualidade; desinfete ferramentas quando houver suspeita de doença e nunca distribua garfos ou estacas de plantas sem estado sanitário conhecido.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
OídioPó cinzento em folhas e bagos, odor a fungo, película marcada e bagos que podem rachar.Manter cachos ventilados, monitorizar desde cedo e seguir avisos e proteção homologada antes de a doença ficar visível em massa.
Rebentos do porta-enxerto ou incompatibilidadeLadrões surgem abaixo da enxertia, a união engrossa de forma anormal, há fraco vigor ou quebra no ponto de enxertia.Remover ladrões rente à origem, confirmar identidade de ambas as partes e pedir avaliação do viveirista ou técnico quando a união for instável.
Perda de identidade clonalFalta etiqueta ou frutos, folhas, cachos, época e porte não coincidem com o material comprado.Não renomear por semelhança nem propagar; conservar registos, fotografar descritores e confirmar com fornecedor, coleção de referência ou análise apropriada.

Castelão é o nome principal; João de Santarém e Periquita têm reconhecimento regulamentar em contextos indicados pelo IVV. Conserve a designação da etiqueta.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, considerar chuva, vento e pressão de fungos; forte referência na Península de Setúbal, Tejo e sul.
Norte interior No Norte interior, considerar geada, amplitude térmica e verão útil; forte referência na Península de Setúbal, Tejo e sul.
Centro litoral No Centro litoral, considerar humidade marítima e ventilação; forte referência na Península de Setúbal, Tejo e sul.
Centro interior No Centro interior, considerar geada tardia e défice hídrico; forte referência na Península de Setúbal, Tejo e sul.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, considerar calor, vento e disponibilidade de água; forte referência na Península de Setúbal, Tejo e sul.
Alentejo No Alentejo, considerar calor extremo, seca e escaldão; forte referência na Península de Setúbal, Tejo e sul.
Algarve No Algarve, considerar inverno pouco frio, salinidade e calor precoce; forte referência na Península de Setúbal, Tejo e sul.
Açores Nos Açores, considerar vento, chuva e baixa acumulação de calor; forte referência na Península de Setúbal, Tejo e sul.
Madeira Na Madeira, considerar altitude, exposição e pressão de doenças; forte referência na Península de Setúbal, Tejo e sul.