Prancha botânica de Hordeum marinum subsp. marinum com pequena cevada anual glauca, folhas estreitas, espiga densa aristada e trio de espiguetas ampliado
Gramínea Média

Cevada-marítima

Hordeum marinum subsp. marinum · Poaceae

Pequena cevada anual de pastagens e margens salgadiças, distinta das cevadas cultivadas e dos Hordeum ruderais pela espiga e espiguetas.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaHumidade invernal; seca após espigamento
CicloTerófito anual
SoloArgiloso, compactado e moderadamente salino
pH6,5–8,7
EspaçoSementeira dispersa, 4–8 g/m² em ensaio

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar o táxon

    Compare espiga, glumas, aristas e trio de espiguetas maduras com H. murinum e H. geniculatum; confirme a subespécie.

  2. Medir o micro-habitat

    Procure pastagem baixa ou margem salgadiça húmida no inverno, sem submersão marinha prolongada.

  3. Propagar só com autorização

    Semeie superficialmente no outono ou fim do inverno com lote local rastreado e sem fertilizante.

  4. Restaurar a dinâmica

    Atrasar pastoreio e corte numa parte da área até semente, conservando outra parte baixa e aberta.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Manter salinidade natural

Não substitua maré, evaporação e água intersticial por rega com sal; corrija primeiro diques, drenagem, escorrência ou abandono da salina.

Evitar cobertura total

Conserve clareiras, crostas e desníveis: muitas anuais halófitas desaparecem quando juncos, matos ou invasoras fecham todo o espaço.

Monitorizar sem pisar

Use pontos fotográficos, quadrículas e percursos fixos; conte indivíduos, floração e solo aberto sempre na mesma fase sazonal.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Cevada errada introduzidaPlantas demasiado uniformes, robustas ou com caracteres de cultivar agrícola.Interromper sementeira e remover espigas antes de dispersão, validando o lote.
Doceificação ou lavagem do salRuderais altas e espécies de água doce substituem a pequena flora halófita.Investigar entradas de água, drenagem e abandono da salina; não compensar com sal aplicado.
Pisoteio e veículosSulcos, crosta quebrada, plantas esmagadas e caminhos novos atravessam os núcleos.Excluir tráfego, definir passadeira e fiscalização e aguardar regeneração antes de considerar reforço.

Não substituir por cevada forrageira. Projetos ecológicos precisam do táxon e proveniência corretos, não apenas do género Hordeum.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Apenas em estuário, salina ou depressão salobra com ocorrência confirmada; chuva e água doce alteram o nicho. Confirmar a subespécie, a salinidade e a ausência de semente agrícola.
Norte interior Em regra inadequada: calor seco não substitui salinidade edáfica natural. Confirmar eventual população histórica antes de agir sobre a subespécie, a salinidade e a ausência de semente agrícola.
Centro litoral Possível em rias, lagoas e salinas litorais; cada massa de água e cota exige proveniência própria. Confirmar a subespécie, a salinidade e a ausência de semente agrícola.
Centro interior Muito restrita a depressão salobra comprovada; não criar salinização artificial. Confirmar a subespécie, a salinidade e a ausência de semente agrícola.
Lisboa e Vale do Tejo Possível nos estuários e salgados do Tejo e Sado conforme o táxon; medir cota, condutividade e perturbação. Confirmar a subespécie, a salinidade e a ausência de semente agrícola.
Alentejo Possível em estuários, salinas e lagoas costeiras; o interior seco só conta quando existe solo naturalmente salgado. Confirmar a subespécie, a salinidade e a ausência de semente agrícola.
Algarve Região principal para vários táxones raros do Sotavento; proteger o núcleo e a dinâmica da salina antes de propagar. Confirmar a subespécie, a salinidade e a ausência de semente agrícola.
Açores Não importar material continental para os Açores; confirmar estatuto, população e genética insulares.
Madeira Não importar material continental para a Madeira; confirmar estatuto, população e genética insulares.