Prancha de Carpobrotus edulis com tapete costeiro, folhas suculentas triangulares, flores amarela e rosada, fruto e nó enraizado
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Costeira Não plantar

Chorão-das-praias — não plantar

Carpobrotus edulis · Aizoaceae

A orientação desta ficha é não plantar chorão-das-praias em Portugal continental; os regimes dos Açores e da Madeira são distintos e não são inferidos daqui. Na Madeira, a exceção legal referida na ficha não permite uso ornamental. As flores e o tapete suculento não tornam a espécie adequada a jardins, dunas ou arribas.

Não arranque uma arriba ou duna inteira nem deixe fragmentos e frutos no terreno: partes soltas podem enraizar, enquanto uma remoção brusca pode expor o solo e vegetação nativa. Nunca abandone ou composte o material ao ar livre. Confirme a espécie e trabalhe apenas com o gestor local, que deve definir setores, contenção, destino dos resíduos, recuperação do habitat e inspeções seguintes.

Nome científicoCarpobrotus edulis
FamíliaAizoaceae
Categoria editorialCosteira
Identidade taxonómicaNome aceite: Carpobrotus edulis
Ocorrência / estatutoExótica invasora
Orientação da fichaNão plantar — prevenção e controlo

Prancha complementar do catálogo

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Chorão-das-praias — não plantar (Carpobrotus edulis) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Chorão-das-praias — não plantar (Carpobrotus edulis) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Carpobrotus edulis (L.) N.E.Br.

Nome aceite
Nome publicado
Carpobrotus edulis
Sinónimos relevantes
Mesembryanthemum edule

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.

Verificado em 27 de julho de 2026.

Avaliação territorial 1 de 2

Não plantar

Exótica invasora
Jurisdição
Portugal continental
Âmbito
Portugal continental. Antes de qualquer intervenção, confirmar a autoridade territorial competente e o plano aplicável nos termos do artigo 28.º; a ficha não autoriza remoção, transporte, destino de material ou método concreto.
Enquadramento
Carpobrotus edulis consta do anexo II do Decreto-Lei n.º 92/2019. Nos termos dos artigos 16.º e 19.º, são interditos, designadamente, a introdução na natureza, o repovoamento, a detenção, cedência, compra, venda, oferta de venda, transporte, cultivo, criação e utilização ornamental.

Não comprar, propagar ou instalar. Focos existentes exigem identificação confirmada, contenção de propágulos, método adequado ao local e monitorização repetida.

Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Avaliação territorial 2 de 2

Intervenção condicionada

Exótica invasora
Jurisdição
Região Autónoma da Madeira
Âmbito
Região Autónoma da Madeira; uso tradicional limitado aos espaços agrícolas ou intervenções de engenharia natural abrangidos pelo anexo III e fora da Rede Natura 2000. A inclusão legal não prova presença num local nem autentica um exemplar.
Enquadramento
Carpobrotus edulis integra a Lista Regional de Espécies Invasoras. O anexo III do Decreto Legislativo Regional n.º 17/2023/M admite apenas o uso tradicional em espaços agrícolas e noutras áreas sujeitas a intervenção de engenharia natural, mantendo a interdição em sítios da Rede Natura 2000 e os deveres e planos de controlo dos artigos 24.º e 25.º.

A exceção não autoriza plantação ornamental, descarte ou expansão espontânea. Antes de manter, deslocar ou usar material, confirme com o IFCN o espaço abrangido, o plano aplicável e as medidas que impedem qualquer propagação.

Avaliado em 24 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Prevenir antes de intervir

Não plantar e controlar

  1. Confirmar a folha triangular

    Procure folhas opostas, carnudas e lisas, com secção triangular, flores grandes amarelas a rosadas e caules rastejantes.

  2. Delimitar tapete e riscos

    Mapeie bordos, nós enraizados, frutos, arribas instáveis e vegetação nativa que deve ser preservada.

  3. Remover com contenção

    Em focos acessíveis, enrole o tapete para dentro e recolha todos os fragmentos, evitando queda pela arriba ou dispersão na areia.

  4. Restaurar e vigiar

    Estabilize o solo com técnica adequada ao habitat e procure pequenos fragmentos enraizados e plântulas durante vários anos.

Limite editorial explícito

Calendário

Calendário de plantação não aplicável a uma espécie com recomendação de não plantar.

Nenhum mês é apresentado como janela de sementeira ou plantação. O momento de controlo, transporte ou destino de resíduos depende da espécie, do território e das instruções atuais da autoridade competente.

Depois da intervenção

Vigilância continuada

Trabalhar por setores

Mantenha zonas de apoio e recipientes definidos para que nenhum fragmento tratado seja pisado ou arrastado.

Rever após tempestades

Chuva, vento e erosão podem expor caules esquecidos ou deslocar material ao longo da costa.

Favorecer flora dunar

Recupere o coberto com espécies e técnicas locais, sem adubação que altere o habitat pobre em nutrientes.

Diagnóstico antes de tratar

Riscos e falhas de controlo

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Fragmentos enraizadosPequenos troços verdes reaparecem no bordo ou abaixo da zona removida.Recolher integralmente antes de crescerem, alargando a inspeção no sentido da encosta.
Erosão após remoçãoAreia móvel ou solo nu aumenta onde o tapete foi retirado de uma vez.Reduzir a dimensão dos setores e aplicar a recuperação acordada com o gestor do habitat.
Mistura com vegetação nativaCaules de espécies costeiras ficam entrelaçados no tapete invasor.Separar manualmente com supervisão ecológica e evitar remoção mecânica indiferenciada.

Não descarte chorão em dunas, arribas, baldios ou composto doméstico aberto. O destino do material e a recuperação do solo devem ser definidos com o gestor local. A exceção madeirense não permite uso ornamental.

Contexto português

Prioridade em todas as regiões

Norte litoral Não plantar Não plantar: a ocorrência local, prioridade de controlo e método não foram avaliados nesta ficha; consulte o estatuto territorial e a autoridade competente.
Norte interior Não plantar Não plantar: a ocorrência local, prioridade de controlo e método não foram avaliados nesta ficha; consulte o estatuto territorial e a autoridade competente.
Centro litoral Não plantar Não plantar: a ocorrência local, prioridade de controlo e método não foram avaliados nesta ficha; consulte o estatuto territorial e a autoridade competente.
Centro interior Não plantar Não plantar: a ocorrência local, prioridade de controlo e método não foram avaliados nesta ficha; consulte o estatuto territorial e a autoridade competente.
Lisboa e Vale do Tejo Não plantar Não plantar: a ocorrência local, prioridade de controlo e método não foram avaliados nesta ficha; consulte o estatuto territorial e a autoridade competente.
Alentejo Não plantar Não plantar: a ocorrência local, prioridade de controlo e método não foram avaliados nesta ficha; consulte o estatuto territorial e a autoridade competente.
Algarve Não plantar Não plantar: a ocorrência local, prioridade de controlo e método não foram avaliados nesta ficha; consulte o estatuto territorial e a autoridade competente.
Açores Não plantar Não plantar: a ocorrência local, prioridade de controlo e método não foram avaliados nesta ficha; consulte o estatuto territorial e a autoridade competente.
Madeira Não plantar Não plantar: a ocorrência local, prioridade de controlo e método não foram avaliados nesta ficha; consulte o estatuto territorial e a autoridade competente.