Trabalhar por setores
Mantenha zonas de apoio e recipientes definidos para que nenhum fragmento tratado seja pisado ou arrastado.
Carpobrotus edulis · Aizoaceae
A orientação desta ficha é não plantar chorão-das-praias em Portugal continental; os regimes dos Açores e da Madeira são distintos e não são inferidos daqui. Na Madeira, a exceção legal referida na ficha não permite uso ornamental. As flores e o tapete suculento não tornam a espécie adequada a jardins, dunas ou arribas.
Não arranque uma arriba ou duna inteira nem deixe fragmentos e frutos no terreno: partes soltas podem enraizar, enquanto uma remoção brusca pode expor o solo e vegetação nativa. Nunca abandone ou composte o material ao ar livre. Confirme a espécie e trabalhe apenas com o gestor local, que deve definir setores, contenção, destino dos resíduos, recuperação do habitat e inspeções seguintes.
Prancha complementar do catálogo
Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.
Taxonomia verificada
O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.
Verificado em 27 de julho de 2026.Avaliação territorial 1 de 2
Não comprar, propagar ou instalar. Focos existentes exigem identificação confirmada, contenção de propágulos, método adequado ao local e monitorização repetida.
Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.Avaliação territorial 2 de 2
A exceção não autoriza plantação ornamental, descarte ou expansão espontânea. Antes de manter, deslocar ou usar material, confirme com o IFCN o espaço abrangido, o plano aplicável e as medidas que impedem qualquer propagação.
Avaliado em 24 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.Prevenir antes de intervir
Procure folhas opostas, carnudas e lisas, com secção triangular, flores grandes amarelas a rosadas e caules rastejantes.
Mapeie bordos, nós enraizados, frutos, arribas instáveis e vegetação nativa que deve ser preservada.
Em focos acessíveis, enrole o tapete para dentro e recolha todos os fragmentos, evitando queda pela arriba ou dispersão na areia.
Estabilize o solo com técnica adequada ao habitat e procure pequenos fragmentos enraizados e plântulas durante vários anos.
Limite editorial explícito
Calendário de plantação não aplicável a uma espécie com recomendação de não plantar.
Nenhum mês é apresentado como janela de sementeira ou plantação. O momento de controlo, transporte ou destino de resíduos depende da espécie, do território e das instruções atuais da autoridade competente.
Depois da intervenção
Mantenha zonas de apoio e recipientes definidos para que nenhum fragmento tratado seja pisado ou arrastado.
Chuva, vento e erosão podem expor caules esquecidos ou deslocar material ao longo da costa.
Recupere o coberto com espécies e técnicas locais, sem adubação que altere o habitat pobre em nutrientes.
Diagnóstico antes de tratar
| Problema | Como reconhecer | Primeira resposta |
|---|---|---|
| Fragmentos enraizados | Pequenos troços verdes reaparecem no bordo ou abaixo da zona removida. | Recolher integralmente antes de crescerem, alargando a inspeção no sentido da encosta. |
| Erosão após remoção | Areia móvel ou solo nu aumenta onde o tapete foi retirado de uma vez. | Reduzir a dimensão dos setores e aplicar a recuperação acordada com o gestor do habitat. |
| Mistura com vegetação nativa | Caules de espécies costeiras ficam entrelaçados no tapete invasor. | Separar manualmente com supervisão ecológica e evitar remoção mecânica indiferenciada. |
Não descarte chorão em dunas, arribas, baldios ou composto doméstico aberto. O destino do material e a recuperação do solo devem ser definidos com o gestor local. A exceção madeirense não permite uso ornamental.
Contexto português