Ilustração botânica de clementineira enxertada com flores brancas, folhas lanceoladas e clementinas alaranjadas, uma aberta em segmentos
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Fruteira Guia de cultivo Média

Clementineira

Citrus × clementina · Rutaceae

Em Clementineira, uma decisão prática começa pela identidade do material e só depois passa ao calendário e aos cuidados. Clementineira corresponde aqui a Citrus × clementina, uma fruteira. Guia português para clementineira: comprar árvore enxertada e rastreável, evitar geada, vento e sal, instalar em solo drenado de pH 5,5–7,0, regar por evapotranspiração e colher clementinas maduras na árvore. O ciclo é descrito como árvore ou arbusto frutífero perene enxertado.

Quanto à água, a indicação é regular por rega localizada, calculada pela evapotranspiração e monitorizada com sondas; sem saturar o colo ou as raízes. Quanto ao terreno, a ficha indica franco-arenoso a franco-argilo-arenoso, bem drenado e com mais de 40 cm; usar camalhão em solo pesado ou baixio. A indução ocorre no inverno, a floração no fim do inverno ou início da primavera e a colheita varia por cultivar; não prolongue fruto maduro para além da janela adequada. Polinização por outros citrinos pode aumentar sementes; apirenia comercial não é garantida apenas pelo nome da cultivar. O manual INIAV é a base agronómica; autorizações fitossanitárias e circulação de material devem ser confirmadas na DGAV.

ExposiçãoSol pleno, clima subtropical ou temperado quente, abrigo de geada, vento e maresia; precisa de calor para desenvolver fruto e noites frescas para cor, evitando geada, vento e blocos vizinhos que comprometam apirenia
ÁguaRegular por rega localizada, calculada pela evapotranspiração e monitorizada com sondas; sem saturar o colo ou as raízes
CicloÁrvore ou arbusto frutífero perene enxertado
SoloFranco-arenoso a franco-argilo-arenoso, bem drenado e com mais de 40 cm; usar camalhão em solo pesado ou baixio
pH5,5–7,0; condutividade do extrato de saturação abaixo de 2 dS/m
EspaçoSem valor universal no manual: dimensionar pelo diâmetro adulto de cultivar e porta-enxerto, deixando passagem de trator ou acesso sem ferir fruto

Prancha complementar do catálogo

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Clementineira (Citrus × clementina) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Clementineira (Citrus × clementina) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Citrus × aurantium f. deliciosa (Ten.) M.Hiroe

Nome publicado reconciliado
Nome publicado
Citrus × clementina
Sinónimos relevantes
Citrus × clementina

A ficha conserva Citrus × clementina, nome hortícola útil para o grupo de clementinas. O POWO trata-o como sinónimo de Citrus × aurantium f. deliciosa; a reconciliação não autentica cultivar, porta-enxerto, identidade clonal nem qualidade do material de viveiro.

Verificado em 27 de julho de 2026.

Estatuto verificado

Cultivo rastreado

Material frutícola cultivado
Jurisdição
Portugal
Âmbito
Portugal: esta avaliação limita-se à identidade e ao enquadramento do material; não estabelece ocorrência territorial nem autentica cultivar, fornecedor ou lote. A orientação de cultivo é sustentada separadamente, campo a campo, pelas fontes técnicas do guia.
Enquadramento
As fontes jurídicas e administrativas indicadas fornecem o enquadramento profissional do grupo de material abrangido. Não certificam este exemplar, cultivar, fornecedor ou lote e não estabelecem uma licença, proibição ou obrigação para cultivo doméstico sem confirmação do caso concreto.

Material rastreável e estatuto documental não garantem desempenho local; o guia separa essa avaliação das recomendações agronómicas e publica os limites de cada campo.

Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Fixar identidade e porta-enxerto

    Compre planta enxertada com cultivar, porta-enxerto, categoria, fornecedor, lote e passaporte. Clementina Fina e Nules são importantes no Algarve, mas cultivar, direitos, polinização e porta-enxerto devem permanecer ligados ao lote.

  2. Avaliar frio, vento e solo

    Evite zonas de geada e vento forte, sobretudo com sal. Confirme drenagem, profundidade, pH, salinidade e água antes de abrir a plantação. precisa de calor para desenvolver fruto e noites frescas para cor, evitando geada, vento e blocos vizinhos que comprometam apirenia

  3. Dimensionar a copa adulta

    Marque linhas e distâncias pelo vigor real da combinação cultivar–porta-enxerto e mantenha acesso futuro, luz e arejamento; em replantação deixe o solo sem citrinos pelo menos dois anos.

  4. Plantar e formar ligeiramente

    Mantenha a enxertia acima do solo, regue para assentar sem encharcar e faça apenas poda de formação leve; retire ramos mal inseridos antes de se tornarem estruturais.

  5. Colher maduro e seco

    Avalie sólidos solúveis, acidez, índice de maturação e cor. Colha clementinas seco, com tesoura de ponta redonda e pedúnculo aparado, sem ferir casca ou árvore.

Momento dependente do local

Calendário

Em Portugal, a principal rebentação ocorre no fim do inverno ou início da primavera, a floração abre nessa fase, o vingamento prolonga-se até junho e o fruto pode desenvolver-se de três meses a mais de um ano. A indução ocorre no inverno, a floração no fim do inverno ou início da primavera e a colheita varia por cultivar; não prolongue fruto maduro para além da janela adequada.

Jan–Dez
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

A ausência de meses destacados é deliberada: confirme material, finalidade, estado da planta, previsão, altitude, geada, solo, água e microclima antes de decidir o momento de instalar ou intervir.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Regar com medição

Use gota-a-gota, evapotranspiração e sondas; ajuste à fase e ao solo e contabilize nitratos da água antes de fertirregar.

Abrir a copa depois da colheita

Pode moderadamente após colher e fora de períodos de geada, mantendo luz e ar sem atrasar entrada em produção.

Manter auxiliares e coberto

Gerir coberto e sebes pode favorecer inimigos naturais; confirme competição por água e não transforme biodiversidade em abrigo descontrolado de pragas.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Mosca-da-frutaPicadas, larvas, podridão, queda ou polpa degradada perto da maturação.Coordene monitorização com vizinhos, retire fruta atacada ou caída e use estimativa de risco e autorização atuais.
Psila-africana e risco de HLBRebentos deformados, galhas na página inferior, insetos ou amarelecimento irregular suspeito.Não mova planta nem enxerto suspeito; fotografe, isole e siga imediatamente as instruções da DGAV para zona demarcada e comunicação.
Cochonilhas, ácaros ou podridão radicularEscudos, melada, descoloração, queda, declínio ou raízes e colo escurecidos em solo húmido.Separe praga de problema radicular, abra a copa, corrija drenagem e confirme diagnóstico antes de qualquer produto.

A indução ocorre no inverno, a floração no fim do inverno ou início da primavera e a colheita varia por cultivar; não prolongue fruto maduro para além da janela adequada. Polinização por outros citrinos pode aumentar sementes; apirenia comercial não é garantida apenas pelo nome da cultivar. O manual INIAV é a base agronómica; autorizações fitossanitárias e circulação de material devem ser confirmadas na DGAV.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral A clementineira pode aproveitar inverno ameno em local soalheiro e abrigado, mas humidade, vento e geada e falta de calor limitam produção e sanidade.
Norte interior A clementineira é condicionado por geadas; apenas microclima protegido, parede soalheira e combinação enxertada comprovada justificam plantação ao ar livre.
Centro litoral A clementineira é possível em encosta ou jardim abrigado, com drenagem e porta-enxerto adequados; vigie vento, geada e humidade.
Centro interior A clementineira beneficia do calor estival, mas geada de inverno e primavera pode danificar árvore e fruto; escolha local protegido.
Lisboa e Vale do Tejo A clementineira é favorável em grande parte da região com água e abrigo; costa ventosa, salinidade e baixios de geada exigem avaliação.
Alentejo A clementineira é favorável com rega, solo drenado e cultivar adequada; geadas interiores, calor extremo e salinidade não são uniformes.
Algarve A clementineira é muito favorável e a região concentra a citricultura, mas água, sal, vento, porta-enxerto e pragas continuam decisivos.
Açores A clementineira pode crescer em zonas abrigadas; humidade, vento, menor calor e sanidade exigem confirmação por ilha e cota. O comportamento de sementes e maturação depende também dos citrinos vizinhos.
Madeira A clementineira é favorável em cotas quentes e abrigadas, com água e drenagem; vento, altitude e circulação fitossanitária devem ser confirmados. O comportamento de sementes e maturação depende também dos citrinos vizinhos.

Afirmações rastreáveis

Evidência por campo

Cada linha identifica a afirmação que sustenta o guia, o território a que se aplica e as fontes usadas. Síntese editorial significa que a conclusão combina requisitos da cultura com contexto climático português; não é uma medição da sua parcela.

Material de propagação

Usar árvore enxertada com cultivar, porta-enxerto, fornecedor, categoria, lote, passaporte e sanidade rastreáveis. Clementina Fina e Nules são importantes no Algarve, mas cultivar, direitos, polinização e porta-enxerto devem permanecer ligados ao lote.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Calendário

Em Portugal, a principal rebentação ocorre no fim do inverno ou início da primavera, a floração abre nessa fase, o vingamento prolonga-se até junho e o fruto pode desenvolver-se de três meses a mais de um ano. A indução ocorre no inverno, a floração no fim do inverno ou início da primavera e a colheita varia por cultivar; não prolongue fruto maduro para além da janela adequada.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Exposição e temperatura

O ótimo de crescimento publicado é 23–34 °C; abaixo de 12,5–13 °C o crescimento para e melhora a cor, enquanto 37–39 °C limita. Evitar geada, vento forte, sal e areia. precisa de calor para desenvolver fruto e noites frescas para cor, evitando geada, vento e blocos vizinhos que comprometam apirenia

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Água e rega

A rega localizada minimiza consumo; a dose deve seguir evapotranspiração e sondas de humidade, com nutrientes ajustados ao solo, folhas e nitratos da água.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Solo e drenagem

O manual recomenda textura franco-arenosa a franco-argilo-arenosa, mais de 40 cm de profundidade, boa drenagem e camalhão em solo pesado ou baixio.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
pH

A faixa portuguesa publicada é pH 5,5–7,0, com condutividade elétrica do extrato de saturação inferior a 2 dS/m.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Compasso

A referência não impõe um compasso: exige prever diâmetro adulto por cultivar e porta-enxerto e espaço entre filas para circulação sem danificar fruta.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Instalação

Evitar geada e vento, testar solo e água, deixar pelo menos dois anos sem citrinos em replantação, dimensionar a copa e formar com poda ligeira.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Manutenção

Rega monitorizada, fertirrega por análises, poda moderada depois da colheita, copa aberta e coberto ou sebes geridos sustentam produtividade e auxiliares.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Problemas e diagnóstico

O manual português destaca mosca-da-fruta, ácaros, cochonilhas, Tristeza e prevenção de HLB por material são e contenção da psila africana.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Adequação regional

A síntese cruza produção portuguesa, temperatura, geada, vento, salinidade e água do INIAV com normais IPMA. precisa de calor para desenvolver fruto e noites frescas para cor, evitando geada, vento e blocos vizinhos que comprometam apirenia Cultivar, porta-enxerto e microclima continuam por confirmar.

Portugal · síntese editorial Limite: Síntese para planeamento regional; confirme altitude, microclima, exposição, solo, água, cultivar e previsão antes de decidir na parcela.
Contrato de cultivo revisto em 27 de julho de 2026.