Ilustração botânica de colza com roseta, caule ramificado, flores amarelas, síliquas maduras e pequenas sementes negras oleaginosas
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Hortícola Guia de cultivo Exigente

Colza

Brassica napus · Brassicaceae

Colza (Brassica napus) é uma planta anual de inverno oleaginosa. O local deve oferecer luz direta.

Para Colza, o terreno deve ser firme, fértil, drenado e sem crosta. A rega deve ser moderada, crítica na floração e enchimento. Para Brassica napus, use apenas material de origem conhecida e mantenha os dados que permitem confirmar identidade, sanidade e circulação legal. Não trate um sintoma isolado de Colza como diagnóstico. Identifique a causa e verifique as medidas autorizadas no momento.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaModerada, crítica na floração e enchimento
CicloAnual de inverno oleaginosa
SoloFirme, fértil, drenado e sem crosta
pH6,0–7,5
Espaço15–30 cm entre linhas

Top 300 em Portugal · posição 227

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Colza (Brassica napus) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Colza (Brassica napus) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Brassica napus L.

Nome aceite
Nome publicado
Brassica napus
Sinónimos relevantes
Brassica rapa subsp. napus · Brassica sativa subsp. napus

O nome publicado coincide com o nome aceite no POWO, que descreve Brassica napus como cultura estabilizada derivada de Brassica oleracea × Brassica rapa. A aceitação não identifica cultivar, teor de ácido erúcico, aptidão alimentar, lote ou pureza varietal.

Verificado em 25 de julho de 2026.

Estatuto verificado

Cultivo rastreado

Cultivar agrícola cultivada
Jurisdição
Portugal
Âmbito
Cultivo de Brassica napus como colza em Portugal, mantendo cultivar ou híbrido, categoria e geração, fornecedor, lote, etiqueta, finalidade alimentar, alto erúcico, forrageira ou cobertura, isolamento, parcela, rotação, colheita e comprador documentados.
Enquadramento
O Decreto-Lei n.º 42/2017 e a Portaria n.º 247/2022 consolidada regulam a produção, certificação e comercialização da semente desta espécie agrícola. No circuito profissional, elegibilidade varietal no CNV ou catálogo comum quando exigível para a categoria — sem apagar as categorias comerciais, derrogações ou autorizações especiais previstas —, categoria e geração, fornecedor, lote, etiqueta oficial, germinação, pureza varietal e específica, sanidade e tratamento devem permanecer rastreáveis; semente certificada não prova adaptação à parcela, aptidão alimentar, industrial ou forrageira nem conformidade do produto colhido. O Decreto-Lei n.º 106/2005 reconhece óleo de colza de Brassica napus e proíbe para alimentação humana teor de ácido erúcico superior a 2%; essa regra não autentica a semente nem demonstra a conformidade de óleo obtido ou colocado no mercado.

A Portaria n.º 247/2022 inclui Brassica napus no regulamento das oleaginosas e fibrosas e distingue variedades híbridas, não híbridas e exclusivamente forrageiras. O POWO aceita a espécie como cultura estabilizada derivada de B. oleracea × B. rapa; nenhuma dessas âncoras demonstra cultivar, baixo ácido erúcico, pureza do lote ou aptidão para óleo alimentar.

Avaliado em 26 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Definir destino e comprador

    Colza alimentar, alto erúcico, forrageira e cobertura não são equivalentes; confirme contrato, variedade e processamento antes de semear.

  2. Preparar cama firme e fina

    A semente pequena precisa de contacto uniforme e pouca profundidade; torrões, palha solta e crosta causam falhas graves.

  3. Semear a tempo da roseta

    A planta deve entrar no inverno enraizada e compacta, não fraca nem alongada; ajuste data a altitude e chuva real.

  4. Respeitar rotação longa

    Mantenha vários anos sem colza, girassol e outras hospedeiras de esclerotínia, registando voluntárias e doenças.

Janelas nacionais de referência

Calendário

Semear a tempo de formar roseta antes do frio e colher quando sementes e síliquas atingem maturação e humidade adequadas, antes de perdas graves por debulha.

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

São janelas de referência, não datas garantidas. Atrase com geada e altitude, antecipe apenas com condições locais favoráveis e confirme cultivar, finalidade, previsão, água e microclima.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Inspecionar emergência

Observe pulguinhas, lesmas, crosta e uniformidade logo nos primeiros dias, quando pequenas perdas destroem a linha.

Nutrir por análise

Azoto e enxofre são determinantes, mas excesso acama; calcule pela análise, potencial e regras locais.

Colher antes de debulhar

Acompanhe mudança de cor e humidade nas síliquas; atraso e vento libertam rapidamente sementes no solo.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
EsclerotíniaCaule branqueado, quebradiço e com estruturas negras internas.Alongar rotação, gerir hospedeiras e evitar copa excessivamente densa.
PulguinhaMuitos pequenos furos nos cotilédones e plântulas que desaparecem.Favorecer emergência rápida e monitorizar desde o primeiro dia.
Debulha naturalSíliquas abrem e deixam sementes no chão antes da ceifa.Escolher cultivar e momento de colheita adequados, reduzindo impacto.

Não prensar nem consumir semente de colza sem cultivar alimentar confirmada e processo higiénico. Tipos industriais podem ter composição inadequada para alimentação.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Colza: confirmar drenagem, circulação de ar e duração do molhamento num clima atlântico mais húmido. Chuva de instalação, frio de inverno, água na floração e seca ou calor terminal condicionam uma cultura predominantemente outono-invernal.
Norte interior Colza: ajustar instalação a geadas, altitude e verão seco, sem assumir que a mesma data serve vales e planaltos. Chuva de instalação, frio de inverno, água na floração e seca ou calor terminal condicionam uma cultura predominantemente outono-invernal.
Centro litoral Colza: avaliar humidade, vento costeiro, exposição e água da parcela antes de escolher a época. Chuva de instalação, frio de inverno, água na floração e seca ou calor terminal condicionam uma cultura predominantemente outono-invernal.
Centro interior Colza: compatibilizar geada tardia, calor estival, solo e disponibilidade de rega. Chuva de instalação, frio de inverno, água na floração e seca ou calor terminal condicionam uma cultura predominantemente outono-invernal.
Lisboa e Vale do Tejo Colza: escolher exposição e rega para uma estação longa, verificando calor refletido e drenagem. Chuva de instalação, frio de inverno, água na floração e seca ou calor terminal condicionam uma cultura predominantemente outono-invernal.
Alentejo Colza: a decisão depende de água, sombra ou sol da espécie, calor extremo e capacidade de drenagem. Chuva de instalação, frio de inverno, água na floração e seca ou calor terminal condicionam uma cultura predominantemente outono-invernal.
Algarve Colza: ajustar a época para evitar o pico de calor e verificar salinidade, vento e qualidade da água. Chuva de instalação, frio de inverno, água na floração e seca ou calor terminal condicionam uma cultura predominantemente outono-invernal.
Açores Colza: confirmar por ilha e cota o vento, a humidade persistente, a insolação e a drenagem. Chuva de instalação, frio de inverno, água na floração e seca ou calor terminal condicionam uma cultura predominantemente outono-invernal.
Madeira Colza: confirmar altitude, vertente, vento, calor e água; litoral e cotas altas não são equivalentes. Chuva de instalação, frio de inverno, água na floração e seca ou calor terminal condicionam uma cultura predominantemente outono-invernal.

Afirmações rastreáveis

Evidência por campo

Cada linha identifica a afirmação que sustenta o guia, o território a que se aplica e as fontes usadas. Síntese editorial significa que a conclusão combina requisitos da cultura com contexto climático português; não é uma medição da sua parcela.

Material de propagação

Usar semente certificada de Brassica napus e variedade identificada para destino alimentar, industrial, forrageiro ou cobertura; estes materiais não são intercambiáveis.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Calendário

Semear a tempo de formar roseta antes do frio e colher quando sementes e síliquas atingem maturação e humidade adequadas, antes de perdas graves por debulha.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Exposição e temperatura

A cultura exige «Sol pleno». Chuva de instalação, frio de inverno, água na floração e seca ou calor terminal condicionam uma cultura predominantemente outono-invernal. A soma térmica, variedade, altitude e previsão da campanha devem confirmar a decisão.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Água e rega

A necessidade publicada na ficha é «Moderada, crítica na floração e enchimento». A água deve seguir fase fenológica, reserva do solo, precipitação, evapotranspiração e potencial real, sem dose regional fixa.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Solo e drenagem

A referência é «Firme, fértil, drenado e sem crosta». O guia exige conhecer perfil, textura, drenagem, compactação, infestantes e histórico, e o INIAV exige análise antes de corrigir ou fertilizar.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
pH

O valor não deve ser copiado de outra cultura: 6,0–7,5. Confirmar a faixa publicada no manual INIAV e a análise da parcela antes de aplicar corretivo.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Compasso

Não existe compasso doméstico universal: 15–30 cm entre linhas. Calcular sementes viáveis, população-alvo, entrelinha, germinação e perdas para a variedade, equipamento e destino.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Instalação

Criar cama firme e fina para semente rasa, confirmar emergência muito cedo e integrar a cultura numa rotação longa com registo de voluntárias e doenças.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Manutenção

Ajustar azoto e enxofre à análise e potencial, observar lesmas, pulguinhas, acama e esclerotínia e acompanhar uniformidade de maturação.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Problemas e diagnóstico

Os problemas descritos — Esclerotínia, Pulguinha, Debulha natural — requerem observação e diagnóstico. Rotação, semente sã, população equilibrada e gestão de resíduos precedem qualquer produto autorizado.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Adequação regional

A triagem cruza normais IPMA com exposição, água, solo e este limite: Chuva de instalação, frio de inverno, água na floração e seca ou calor terminal condicionam uma cultura predominantemente outono-invernal. Não substitui variedade, histórico, análise, previsão ou ensaio na parcela.

Portugal · síntese editorial Limite: Síntese para planeamento regional; confirme altitude, microclima, exposição, solo, água, cultivar e previsão antes de decidir na parcela.
Contrato de cultivo revisto em 27 de julho de 2026.