Prancha botânica de Dianthus laricifolius subsp. marizii com tufo baixo, folhas lineares, cálice tubular e flores rosa serradas
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Perene Conservação

Cravina-transmontana serpentinícola

Dianthus laricifolius subsp. marizii · Caryophyllaceae

A cravina-transmontana serpentinícola abre cor nas fendas e nos prados vivazes sobre rochas ultrabásicas. Este endemismo português ocorre sobretudo nesse contexto especializado e integra os anexos II e IV da Diretiva Habitats, embora a avaliação nacional seja Pouco Preocupante.

A categoria de risco não apaga a proteção dos exemplares e do habitat nem torna as proveniências intercambiáveis. A ficha não autoriza recolher, propagar, transplantar, restaurar ou intervir; a identificação e o contexto de cada população permanecem essenciais.

Nome científicoDianthus laricifolius subsp. marizii
FamíliaCaryophyllaceae
Categoria editorialPerene
Identidade taxonómicaNome aceite: Dianthus laricifolius subsp. marizii
Ocorrência / estatutoEndémica de Portugal continental
Orientação da fichaApenas conservação — sem intervenção autónoma

Prancha complementar do catálogo

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Cravina-transmontana serpentinícola (Dianthus laricifolius subsp. marizii) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Cravina-transmontana serpentinícola (Dianthus laricifolius subsp. marizii) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Dianthus laricifolius subsp. marizii (Samp.) Franco

Nome aceite
Nome publicado
Dianthus laricifolius subsp. marizii
Sinónimos relevantes
Dianthus marizii

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.

Verificado em 26 de julho de 2026.

Estado de conservação estruturado

Pouco Preocupante (LC)

Portugal continental
Sistema
Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental
Nome avaliado
Dianthus laricifolius subsp. marizii
Critério UICN
LC
Limite
Risco de extinção; não equivale a lei nem recomendação de cultivo.

A Lista Vermelha oficial publica este conceito como Pouco Preocupante (critério compacto: LC) em Portugal continental; a categoria de risco permanece separada da proveniência, do habitat e de qualquer intervenção autorizada.

Categoria verificada em 1 de agosto de 2026 nas fontes indicadas nesta ficha.

Estatuto verificado

Apenas conservação

Endémica de Portugal continental
Jurisdição
Portugal continental
Âmbito
Portugal continental, nas populações e habitats documentados; Açores e Madeira não foram avaliados nesta ficha.
Enquadramento
O anexo B-II e o anexo B-IV da Diretiva Habitats incluem Dianthus marizii. A equivalência entre esse nome legal e o nome taxonómico publicado nesta ficha deve ser confirmada para cada ato; a ficha não infere uma listagem para outros táxones.

A proteção legal não é uma receita de cultivo. A identificação, a população e as autorizações aplicáveis devem ser confirmadas por entidade competente antes de qualquer intervenção.

Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Antes de qualquer intervenção

Identificação, conservação e limites

  1. Aplicar a proteção legal

    Os anexos II e IV da Diretiva Habitats incluem Dianthus marizii; confirme o nome legal, o local e as autorizações antes de qualquer ato.

  2. Não recolher nem adquirir informalmente

    Não recolha plantas, sementes, solo ou pedra e não aceite material sem origem institucional documentada.

  3. Comunicar ameaça sem intervir

    Perante dano no habitat, comunique à entidade gestora ou ao ICNF; não altere rocha, solo, drenagem ou vegetação.

  4. Incerteza insular explícita

    Açores e Madeira não foram avaliados nesta ficha como territórios de ocorrência ou cultivo; não transporte material continental.

Limite editorial explícito

Calendário

Calendário de plantação não aplicável a uma ficha de conservação.

A página não recomenda recolha, propagação ou instalação. Qualquer intervenção de conservação exige autorização, proveniência e um plano técnico próprio do local e da população.

Proteção sem intervenção autónoma

Verificações de conservação

Sem cuidados hortícolas publicados

Esta ficha não fornece uma receita de cultivo doméstico, propagação ou gestão de substrato.

Não divulgar locais sensíveis

Não publique coordenadas detalhadas nem instruções de acesso a núcleos vulneráveis.

Sem movimentação de material

Não mova plantas, sementes, solo ou pedra entre populações, regiões ou arquipélagos.

Diagnóstico antes de tratar

Riscos de decisão

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
HibridaçãoOutros cravos florescem no mesmo compartimento ou faltam redes e registos.Suspender colheita de semente e auditar o lote geneticamente.
Coroa húmidaCaules basais escurecem e tombam.Reduzir densidade, água e matéria orgânica e confirmar o agente.
Subespécie incertaOrigem ou caracteres não distinguem marizii de outros táxones.Não distribuir nem reintroduzir; obter validação especializada.

A inclusão nos anexos II e IV implica proteção do habitat e dos exemplares. A propagação para conservação depende de autorização, não de disponibilidade técnica.

Contexto português

Âmbito territorial

Norte litoral Conservação Fora da distribuição portuguesa: sem translocação para serpentinitos ou jardins do litoral norte.
Norte interior Conservação A única região adequada, e apenas nos maciços ultramáficos de Bragança–Vinhais ou Morais indicados para o táxon e sob autorização.
Centro litoral Conservação Fora da área natural; clima atlântico semelhante não substitui litologia, comunidade nem proveniência transmontana.
Centro interior Conservação Fora da distribuição, mesmo onde exista altitude ou rocha básica; não criar populações artificiais.
Lisboa e Vale do Tejo Conservação Calor, baixa altitude e geologia não correspondem ao habitat; apenas coleção científica fechada e autorizada.
Alentejo Conservação Fora da flora serpentinícola nordestina; minas e solos metalíferos do sul têm química e comunidades diferentes.
Algarve Conservação Inadequada por clima, distância e litologia; não usar como planta tolerante à seca em jardim mineral.
Açores Conservação Nunca introduzir táxones continentais nos Açores; solo vulcânico não equivale a serpentinito transmontano.
Madeira Conservação Nunca introduzir táxones continentais na Madeira; rocha máfica insular não autoriza equivalência ecológica.