Ilustração botânica de uma dália ramificada com folhas pinadas, flores cor de vinho e conjunto de raízes tuberosas com coroa
Ornamental Média

Dália

Dahlia pinnata · Asteraceae

Perenne tuberosa de verão com enorme diversidade de formas, produtiva quando recebe sol, alimento, água profunda, desponta e suporte.

ExposiçãoSol pleno; sombra leve em calor extremo
ÁguaProfunda e regular após brotar
CicloPerenne tuberosa, dormente no inverno
SoloFértil, rico em matéria orgânica e drenado
pH6,0–7,5
Espaço45–90 cm conforme a cultivar

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Encontrar a coroa

    Cada divisão precisa de uma porção de coroa com pelo menos um olho; uma raiz tuberosa isolada sem olho não produz caule.

  2. Iniciar sem afogar

    Em fevereiro ou março, coloque em substrato apenas ligeiramente húmido e quente; aumente água só depois de brotar.

  3. Plantar depois da geada

    Coloque a coroa 5–10 cm abaixo da superfície, respeite o porte da cultivar e instale o tutor no mesmo momento.

  4. Desponta para ramificar

    Quando houver três a quatro pares de folhas, retire a ponta acima de um nó para formar uma planta mais baixa e florida.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Água e cobertura

Regue profundamente uma ou duas vezes por semana conforme o solo e cubra sem encostar material húmido aos caules.

Flores gastas

Corte até um par de folhas ou botão lateral; retirar apenas pétalas deixa cápsulas que travam a produção.

Inverno decidido pelo local

Em solo drenado e inverno suave pode cobrir e deixar; com geada ou chuva persistente, levante e guarde seca.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Lesmas e caracóisRebentos novos desaparecem ao nível do solo e ficam rastos de muco.Proteger desde a emergência, inspecionar à noite e retirar esconderijos.
OídioPó branco sobre folhas no fim do verão, sobretudo em copas densas.Aumentar circulação, regar a raiz e remover primeiro as folhas afetadas.
Podridão no armazenamentoTubérculo mole, húmido ou com bolor durante o inverno.Cortar e descartar partes doentes, secar e melhorar ventilação sem desidratar.

Pode causar dermatite ligeira e é tóxica para cães e gatos se ingerida. Identifique cultivares e tubérculos guardados e use luvas ao dividir.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Excelente, mas exige ventilação e controlo de lesmas e oídio.
Norte interior Muito boa após a geada; levantar tubérculos em solo frio e húmido.
Centro litoral Excelente em sol e abrigo, retirando flores danificadas por chuva.
Centro interior Muito boa depois da geada, com cobertura e rega no verão seco.
Lisboa e Vale do Tejo Excelente e prolongada, com tutor colocado antes de o tufo fechar.
Alentejo Muito boa com sombra leve à tarde, gota a gota e cobertura orgânica.
Algarve Muito boa, protegendo do vento e do calor refletido junto a paredes.
Açores Boa na estação mais seca; humidade constante favorece lesmas e fungos.
Madeira Excelente nas cotas quentes; em altitude, iniciar depois do frio.