Prancha ampelográfica da Encruzado com folha lobada e cachos de bagos pequenos amarelo-esverdeados
Fruteira Exigente

Videira Encruzado

Vitis vinifera 'Encruzado' · Vitaceae

Casta branca portuguesa fortemente associada ao Dão, para locais com amplitude térmica, exposição equilibrada e condução rigorosa.

ExposiçãoSol pleno com copa equilibrada
ÁguaModerada e profunda
CicloVideira caducifólia enxertada
SoloDrenado, frequentemente bem adaptado a interiores graníticos
pH5,5–7,5 conforme porta-enxerto
Espaço1–1,5 m na linha

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Comprar o clone certo

    Comprar Encruzado certificado com porta-enxerto selecionado pelo solo e registar clone ou seleção policlonal para evitar misturas. Exija nome completo, categoria, fornecedor e passaporte ou etiqueta aplicável. Semente, caroço ou grainha não conserva fielmente esta variedade.

  2. Compatibilizar local e porta-enxerto

    Privilegiar interior ventilado, noites mais frescas e solo drenado; fora do Dão começar com poucas plantas e observar ciclo completo. Escolha o porta-enxerto depois de conhecer textura, calcário, drenagem, vigor desejado e riscos sanitários do solo.

  3. Plantar sem enterrar a enxertia

    Instale durante o repouso ou na janela indicada, abra uma cova mais larga que o torrão e deixe a união de enxertia claramente acima do solo. Regue para assentar, coloque tutor sem estrangular e identifique planta, clone e porta-enxerto.

  4. Formar antes de carregar

    Equilibrar vigor, área foliar e carga, renovando unidades de poda sem concentrar feridas no tronco. Nos primeiros anos privilegie raízes e estrutura; ajuste a carga para não atrasar a formação nem criar alternância precoce.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Polinização e vingamento

É autopolinizável; floração sob frio, chuva ou carência pode reduzir o número de bagos e deve ser registada antes de alterar a poda.

Água e nutrição medidas

Baseie correções em análise de solo e, quando justificável, foliar. Regue profundamente na zona radicular, evite azoto excessivo e mantenha cobertura que não toque no tronco.

Poda, registos e colheita

Amostre semanalmente perto da vindima e avalie açúcar, acidez, grainha, película e saúde do cacho; não copie a data de outra região. Registe floração, tratamentos, produtividade e qualidade; desinfete ferramentas quando houver suspeita de doença e nunca distribua garfos ou estacas de plantas sem estado sanitário conhecido.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
DesavinhoFlores não vingam e o cacho fica muito ralo, sem explicação por dano mecânico posterior.Relacionar o episódio com clima, vigor, nutrição e operações durante a floração; corrigir a causa na campanha seguinte sem sobrecarregar os cachos restantes.
Rebentos do porta-enxerto ou incompatibilidadeLadrões surgem abaixo da enxertia, a união engrossa de forma anormal, há fraco vigor ou quebra no ponto de enxertia.Remover ladrões rente à origem, confirmar identidade de ambas as partes e pedir avaliação do viveirista ou técnico quando a união for instável.
Perda de identidade clonalFalta etiqueta ou frutos, folhas, cachos, época e porte não coincidem com o material comprado.Não renomear por semelhança nem propagar; conservar registos, fotografar descritores e confirmar com fornecedor, coleção de referência ou análise apropriada.

A associação ao Dão descreve adaptação e tradição; fora da região, testar fenologia e qualidade sem usar denominações de origem indevidas.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, considerar chuva, vento e pressão de fungos; Dão e Centro interior são a principal referência de adaptação.
Norte interior No Norte interior, considerar geada, amplitude térmica e verão útil; Dão e Centro interior são a principal referência de adaptação.
Centro litoral No Centro litoral, considerar humidade marítima e ventilação; Dão e Centro interior são a principal referência de adaptação.
Centro interior No Centro interior, considerar geada tardia e défice hídrico; Dão e Centro interior são a principal referência de adaptação.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, considerar calor, vento e disponibilidade de água; Dão e Centro interior são a principal referência de adaptação.
Alentejo No Alentejo, considerar calor extremo, seca e escaldão; Dão e Centro interior são a principal referência de adaptação.
Algarve No Algarve, considerar inverno pouco frio, salinidade e calor precoce; Dão e Centro interior são a principal referência de adaptação.
Açores Nos Açores, considerar vento, chuva e baixa acumulação de calor; Dão e Centro interior são a principal referência de adaptação.
Madeira Na Madeira, considerar altitude, exposição e pressão de doenças; Dão e Centro interior são a principal referência de adaptação.