Prancha botânica de Scrophularia auriculata subsp. auriculata com caule quadrangular alado, folhas opostas dentadas com aurículas basais, flores castanho-púrpura e cápsulas ovais
Perene Média

Erva-das-escaldadelas

Scrophularia auriculata subsp. auriculata · Scrophulariaceae

Perene higrófila autóctone de fontes e cursos de água, reconhecível pelas folhas opostas auriculadas e pequenas flores escuras.

ExposiçãoMeia-sombra a sol suave
ÁguaSolo húmido a encharcado, com água oxigenada próxima
CicloHemicriptófito perene
SoloAluvial, lodoso ou pedregoso húmido
pHAmplo
Espaço40–60 cm

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar aurículas e caule

    Observe base foliar, asas do caule, corola e cápsula para separar outras Scrophularia.

  2. Escolher margem estável

    Plante acima da corrente erosiva, onde raízes alcançam humidade sem ficarem submersas em permanência.

  3. Usar material regional

    Propagação para restauro deve respeitar continente, arquipélago, ilha e população de origem.

  4. Cortar vegetação concorrente por setores

    Abra luz sem desnudar a margem nem remover todas as hastes floridas.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Proteger qualidade da água

Sem herbicidas, fertilizantes ou detergentes na bacia de alimentação.

Manter humidade de base

Reparar captações e drenagens ilegais é mais eficaz do que regar a superfície.

Deixar cápsulas em parte da população

A renovação por semente ajuda a acompanhar mudanças naturais da margem.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Raízes expostasPlanta inclinada após cheia e solo removido.Estabilizar a margem com soluções vegetadas, sem enterrar profundamente a coroa.
AbafamentoPoucas hastes sob silvas ou caniço denso.Cortar a competição em mosaico e exportar material.
Táxon insular erradoMaterial de origem continental ou ilha desconhecida.Não plantar; confirmar com flora e autoridade regional competente.

Restos fósseis confirmam a presença pré-humana nos Açores, mas isso não autoriza misturar populações insulares e continentais.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Muito favorável em vales atlânticos, margens e orlas ripícolas; conservar a fonte e a margem húmida sem artificialização e usar proveniência local.
Norte interior Adequação forte em rios, lameiros e vales montanos; frio, sombra e caudal criam contrastes locais importantes.
Centro litoral Frequente em várzeas, pauis e valas, mas drenagem, eutrofização e invasoras exigem diagnóstico da bacia.
Centro interior Boa em serras e linhas de água permanentes; a exposição e a duração da humidade pesam mais do que o distrito.
Lisboa e Vale do Tejo Localizada em valas, pauis e margens do Tejo; não criar artificialmente um habitat húmido com rega intensiva.
Alentejo Restrita a linhas de água, nascentes e serras frescas; proteger a fonte e a margem húmida sem artificialização perante a longa seca estival.
Algarve Apenas em barrancos, ribeiras ou nascentes adequadas; calor e irregularidade do caudal limitam a comunidade.
Açores Confirmar estatuto e flora própria dos Açores; nunca translocar material continental para habitats insulares.
Madeira Confirmar táxon, ilha e proveniência na flora madeirense; não extrapolar automaticamente a ecologia continental.