Prancha botânica de Orchis anthropophora com roseta basal, haste fina e espiga densa de flores verde-amarelas cujo labelo sem esporão tem forma humana
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Perene Conservação

Erva-do-homem-enforcado

Orchis anthropophora · Orchidaceae

Esta página aproxima o leitor de Erva-do-homem-enforcado sem transformar curiosidade em intervenção. Erva-do-homem-enforcado corresponde a Orchis anthropophora. Pequena orquídea calcícola de prados e clareiras, com flores verde-amarelas cujo labelo pendente lembra uma figura humana. As fontes situam-na como autóctone de Portugal continental.

Nenhuma indicação legitima colher, transportar, reproduzir ou instalar a planta; conservação ativa requer proveniência e acompanhamento competentes. Uma fotografia ou nome semelhante não confirmam a identidade nem revelam o estado de um núcleo concreto; mantenha distância e respeite as regras do local.

Nome científicoOrchis anthropophora
FamíliaOrchidaceae
Categoria editorialPerene
Identidade taxonómicaNome aceite: Orchis anthropophora
Ocorrência / estatutoAutóctone continental
Orientação da fichaApenas conservação — sem intervenção autónoma

Prancha complementar do catálogo

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Erva-do-homem-enforcado (Orchis anthropophora) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Erva-do-homem-enforcado (Orchis anthropophora) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Orchis anthropophora (L.) All.

Nome aceite
Nome publicado
Orchis anthropophora
Sinónimos relevantes
Aceras anthropophorum · Ophrys anthropophora

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.

Verificado em 24 de julho de 2026.

Estatuto verificado

Apenas conservação

Autóctone continental
Jurisdição
Portugal continental
Âmbito
Populações espontâneas de Orchis anthropophora em Portugal continental e espécimes da espécie abrangidos pelo comércio internacional; não abrange automaticamente populações insulares, híbridos ou material sem identificação
Enquadramento
Orchidaceae spp. está incluída no anexo B do Regulamento (CE) n.º 338/97, na redação substituída pelo Regulamento (UE) 2026/1383, exceto as espécies incluídas no anexo A. Este regime controla o comércio internacional; não constitui uma proibição geral de cultivo nem uma autorização de recolha silvestre, e as exceções para certos materiais propagados artificialmente dependem das condições indicadas no regulamento.

A dependência micorrízica e o perfil sem calendário doméstico justificam conservação in situ. Não colher flores ou tubérculos; qualquer propagação, reforço ou translocação requer identificação, proveniência e programa autorizado.

Avaliado em 25 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Antes de qualquer intervenção

Identificação, conservação e limites

  1. Confirmar espécie e habitat

    Confirme labelo estreito, pendente e antropomórfico sem esporão, perianto verde-amarelo e roseta; compare com híbridos e outras Orchis.

  2. Obter proveniência local

    Use semente ou planta propagada com origem documentada e autorização quando aplicável; nunca remova torrões de um prado natural.

  3. Instalar no início das chuvas

    Não semear nem transplantar como jardinagem: as sementes microscópicas dependem de fungos compatíveis e trabalho especializado.

  4. Gerir como comunidade

    Proteja do corte e pisoteio até as cápsulas amadurecerem, mantendo mosaico de erva baixa e manchas não cortadas.

Limite editorial explícito

Calendário

Calendário de plantação não aplicável a uma ficha de conservação.

A página não recomenda recolha, propagação ou instalação. Qualquer intervenção de conservação exige autorização, proveniência e um plano técnico próprio do local e da população.

Proteção sem intervenção autónoma

Verificações de conservação

Cortar tarde e em mosaico

Espere pela maturação da semente, corte setores em datas alternadas e deixe refúgios sem corte para insetos e regeneração.

Conservar solo pobre

Não adube nem aplique herbicida de largo espectro: excesso de azoto elimina as espécies pequenas e favorece poucas gramíneas competitivas.

Registar a resposta

Fotografe pontos fixos e anote cobertura, floração, solo nu, invasoras e pressão de pastoreio antes de alterar o regime.

Diagnóstico antes de tratar

Riscos de decisão

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Adensamento do pradoA roseta fica sob manta alta e a floração diminui ao longo dos anos.Reintroduzir corte tardio ou pastoreio leve em mosaico, monitorizando antes e depois.
Corte ou pastoreio precocePoucas flores e nenhuma semente madura; a composição empobrece ano após ano.Atrasar parte da intervenção e manter parcelas de exclusão temporária para comparar.
EutrofizaçãoVegetação alta, muito verde e dominada por poucas espécies após fertilização ou escorrência.Eliminar a fonte de nutrientes e exportar a biomassa cortada, sem mobilizar o solo.

PERFIL CONSERVACIONISTA. O nome histórico Aceras anthropophorum pode surgir em fontes; não remover plantas para “salvamento” sem plano autorizado.

Contexto português

Âmbito territorial

Norte litoral Conservação Possível apenas em encostas secas e orlas abertas; a humidade atlântica muda a comunidade. Confirmar a população, o calcário e a micorriza.
Norte interior Conservação Adequação concentrada em vales quentes, arribas e planaltos secos; geada e substrato são decisivos. Confirmar a população, o calcário e a micorriza.
Centro litoral Conservação Boa em calcários, areias ou colinas secas quando a ecologia coincide; não converter prado existente. Confirmar a população, o calcário e a micorriza.
Centro interior Conservação Possível em vertentes abrigadas e solos rasos; altitude, geada e litologia limitam. Confirmar a população, o calcário e a micorriza.
Lisboa e Vale do Tejo Conservação Região favorável em serras calcárias, lezírias altas e orlas secas; urbanização e azoto degradam o habitat. Confirmar a população, o calcário e a micorriza.
Alentejo Conservação Região central para prados mediterrânicos extensivos; ajustar pastoreio, corte e proveniência ao local. Confirmar a população, o calcário e a micorriza.
Algarve Conservação Favorável no barrocal, serra e arribas, mas não em todo o litoral arenoso. Confirmar a população, o calcário e a micorriza.
Açores Conservação Não introduzir material continental nos Açores; usar flora, estatuto e proveniência insulares.
Madeira Conservação Não introduzir material continental na Madeira; usar flora, estatuto e proveniência insulares.