Prancha botânica de Lysimachia vulgaris com rizoma, caules eretos, folhas opostas ou verticiladas, panículas de flores amarelas de cinco pétalas e cápsula globosa
Perene Média

Erva-moedeira

Lysimachia vulgaris · Primulaceae

Perene helófita autóctone de prados húmidos, pauis, bosques ripícolas, lagoas e valas, com flores amarelas estivais.

ExposiçãoSol a meia-sombra
ÁguaSolo húmido a encharcado, sem corrente forte
CicloHelófito e hemicriptófito rizomatoso
SoloHúmico, aluvial ou lodoso
pHÁcido moderado a neutro
Espaço40–60 cm

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar folhas e flor

    Observe folhas opostas ou em verticilos, corola amarela e cápsula; não confundir com outras Lysimachia.

  2. Escolher margem lenta

    Plante em solo encharcado mas estável, fora da corrente que arranca raízes.

  3. Instalar no período fresco

    Assente o rizoma horizontalmente e mantenha a coroa à superfície.

  4. Dividir manchas com prudência

    Em jardim, contenha expansão; em restauro, deixe a estrutura responder à hidrologia.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Manter água limpa

Reduza nutrientes e sedimentos na bacia em vez de depender de limpezas frequentes.

Cortar em rotação

Preserve flores e caules de inverno em parte da margem.

Inspecionar rizomas

Não permitir fuga de contentores para valas ou habitats não avaliados.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Expansão rápidaMancha amarela ocupa toda a margem.Dividir e cortar por setores, exportando rizomas e biomassa com destino seguro.
CloroseFolhas pálidas em solo seco ou muito alterado.Rever água, compactação e química antes de adubar.
Sem floraçãoCaules longos em sombra densa.Abrir luz parcialmente sem remover o coberto ripícola inteiro.

Nas ilhas, confirme naturalidade e objetivos locais antes de usar. A distribuição continental não autoriza translocação.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Muito favorável em vales atlânticos, margens e orlas ripícolas; conservar a margem encharcada e a expansão clonal controlada e usar proveniência local.
Norte interior Adequação forte em rios, lameiros e vales montanos; frio, sombra e caudal criam contrastes locais importantes.
Centro litoral Frequente em várzeas, pauis e valas, mas drenagem, eutrofização e invasoras exigem diagnóstico da bacia.
Centro interior Boa em serras e linhas de água permanentes; a exposição e a duração da humidade pesam mais do que o distrito.
Lisboa e Vale do Tejo Localizada em valas, pauis e margens do Tejo; não criar artificialmente um habitat húmido com rega intensiva.
Alentejo Restrita a linhas de água, nascentes e serras frescas; proteger a margem encharcada e a expansão clonal controlada perante a longa seca estival.
Algarve Apenas em barrancos, ribeiras ou nascentes adequadas; calor e irregularidade do caudal limitam a comunidade.
Açores Confirmar estatuto e flora própria dos Açores; nunca translocar material continental para habitats insulares.
Madeira Confirmar táxon, ilha e proveniência na flora madeirense; não extrapolar automaticamente a ecologia continental.