Ilustração botânica de feijão-frade semiereto com folhas trifoliadas, flores claras, vagens, grãos de olho negro e nódulos radiculares
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Hortícola Guia de cultivo Fácil

Feijão-frade

Vigna unguiculata · Fabaceae

Feijão-frade (Vigna unguiculata) é uma planta de horta, reconhecível pelas folhas, caules, flores ou frutos que marcam o seu ciclo. Para Vigna unguiculata, a ficha associa luz solar direta e água contida, sem excessos persistentes. O solo indicado para Vigna unguiculata é um solo com escoamento fácil.

No caso de Feijão-frade, a origem e o estado sanitário são tão importantes como o nome. Em Vigna unguiculata, calendários e medidas ajustam-se ao clima, ao local e à resposta observada. Em Vigna unguiculata, a identidade botânica, por si só, não demonstra segurança alimentar ou de contacto. Folhas, raízes e vigor de Vigna unguiculata devem ser lidos em conjunto antes de avaliação fitossanitária.

ExposiçãoSol pleno e calor
ÁguaBaixa a moderada; crítica na floração
CicloAnual leguminosa de grão
SoloQuente, leve, drenado e pouco azotado
pH5,5–7,5
Espaço15–30 cm; 50–70 cm entre linhas

Top 300 em Portugal · posição 242

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Feijão-frade (Vigna unguiculata) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Feijão-frade (Vigna unguiculata) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Vigna unguiculata (L.) Walp.

Nome aceite
Nome publicado
Vigna unguiculata
Sinónimos relevantes
Nenhum declarado neste piloto

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Este lote não declara sinónimos adicionais como necessários para a pesquisa editorial.

Verificado em 25 de julho de 2026.

Estatuto verificado

Cultivo rastreado

Cultivar hortícola cultivada
Jurisdição
Portugal
Âmbito
Cultivo alimentar de Vigna unguiculata como feijão-frade, mantendo cultivar ou população, finalidade de grão ou vagem, fornecedor, lote, origem, parcela, rotação, colheita e destino documentados.
Enquadramento
A revisão nominal da Portaria n.º 247/2022 consolidada e da Portaria n.º 396/2023 não identificou este táxon nas listas técnicas consultadas para semente hortícola ou jovens plantas de Qualidade UE. A ficha não apresenta por isso o lote como semente certificada, variedade inscrita ou jovem planta de Qualidade UE. Produção ou comercialização profissional deve confirmar previamente com a DGAV a via aplicável; como diligência editorial, convém conservar espécie, cultivar ou grupo, fornecedor, lote, origem, tratamento e sanidade quando essa informação exista.

O POWO aceita Vigna unguiculata como espécie de origem africana, sem assinalar por isso uma ocorrência espontânea portuguesa. A espécie não aparece nas listas técnicas hortícolas consultadas; olho da semente, cor, nome local ou hábito não autenticam cultivar, população tradicional, lote, ausência de tratamento nem permitem confundi-la com o feijão-de-metro infraespecífico.

Avaliado em 26 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Escolher uso e variedade

    Há tipos para vagem, feijão fresco e grão seco; preserve a identidade de variedades locais e não misture lotes.

  2. Semear em solo quente

    Faça sementeira direta a três ou quatro centímetros depois de a terra aquecer, sem regar excessivamente a semente.

  3. Confirmar nodulação

    Onde nunca houve Vigna, use inoculante específico autorizado; depois da instalação verifique nódulos rosados no interior.

  4. Manter linha limpa no início

    Controle infestantes enquanto plantas são pequenas; mais tarde a copa sombreia o solo e as raízes não devem ser perturbadas.

Janelas nacionais de referência

Calendário

Semear diretamente como cultura de primavera-verão depois de o solo aquecer e colher segundo o destino, antes de chuva no caso de grão seco.

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

São janelas de referência, não datas garantidas. Atrase com geada e altitude, antecipe apenas com condições locais favoráveis e confirme cultivar, finalidade, previsão, água e microclima.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Regar nos momentos-chave

Embora tolerante à seca, água na floração e no enchimento evita aborto e grão pequeno.

Evitar azoto excessivo

Adubação azotada forte produz muita rama e reduz nodulação; baseie fósforo, potássio e correções em análise.

Secar o grão

Colha vagens secas antes de chuva, termine a secagem em local ventilado e armazene apenas grão limpo e duro.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Gorgulho do feijãoPequenos furos redondos e insetos no grão armazenado.Secar bem, congelar lote doméstico quando adequado e guardar hermeticamente.
AntracnoseLesões escuras afundadas em caules, folhas ou vagens.Usar semente sã, não trabalhar folhas molhadas e alongar rotação.
Má nodulaçãoFolhas pálidas e nódulos poucos, pequenos ou brancos por dentro.Rever inoculante, pH, encharcamento e excesso de azoto mineral.

Feijão-frade seco deve ser demolhado quando a receita o pede e sempre bem cozinhado; grão cru ou mal cozido pode causar doença gastrointestinal. Descarte grão bolorento.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Feijão-frade: confirmar drenagem, circulação de ar e duração do molhamento num clima atlântico mais húmido. Está adaptado ao calor e seca portugueses, mas frio, saturação e défice na floração reduzem população, nodulação e vingamento.
Norte interior Feijão-frade: ajustar instalação a geadas, altitude e verão seco, sem assumir que a mesma data serve vales e planaltos. Está adaptado ao calor e seca portugueses, mas frio, saturação e défice na floração reduzem população, nodulação e vingamento.
Centro litoral Feijão-frade: avaliar humidade, vento costeiro, exposição e água da parcela antes de escolher a época. Está adaptado ao calor e seca portugueses, mas frio, saturação e défice na floração reduzem população, nodulação e vingamento.
Centro interior Feijão-frade: compatibilizar geada tardia, calor estival, solo e disponibilidade de rega. Está adaptado ao calor e seca portugueses, mas frio, saturação e défice na floração reduzem população, nodulação e vingamento.
Lisboa e Vale do Tejo Feijão-frade: escolher exposição e rega para uma estação longa, verificando calor refletido e drenagem. Está adaptado ao calor e seca portugueses, mas frio, saturação e défice na floração reduzem população, nodulação e vingamento.
Alentejo Feijão-frade: a decisão depende de água, sombra ou sol da espécie, calor extremo e capacidade de drenagem. Está adaptado ao calor e seca portugueses, mas frio, saturação e défice na floração reduzem população, nodulação e vingamento.
Algarve Feijão-frade: ajustar a época para evitar o pico de calor e verificar salinidade, vento e qualidade da água. Está adaptado ao calor e seca portugueses, mas frio, saturação e défice na floração reduzem população, nodulação e vingamento.
Açores Feijão-frade: confirmar por ilha e cota o vento, a humidade persistente, a insolação e a drenagem. Está adaptado ao calor e seca portugueses, mas frio, saturação e défice na floração reduzem população, nodulação e vingamento.
Madeira Feijão-frade: confirmar altitude, vertente, vento, calor e água; litoral e cotas altas não são equivalentes. Está adaptado ao calor e seca portugueses, mas frio, saturação e défice na floração reduzem população, nodulação e vingamento.

Afirmações rastreáveis

Evidência por campo

Cada linha identifica a afirmação que sustenta o guia, o território a que se aplica e as fontes usadas. Síntese editorial significa que a conclusão combina requisitos da cultura com contexto climático português; não é uma medição da sua parcela.

Material de propagação

Usar semente identificada de Vigna unguiculata e variedade adequada a vagem, grão fresco ou seco; conservar identidade e não semear grão alimentar de sanidade incerta.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Calendário

Semear diretamente como cultura de primavera-verão depois de o solo aquecer e colher segundo o destino, antes de chuva no caso de grão seco.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Exposição e temperatura

A cultura exige «Sol pleno e calor». Está adaptado ao calor e seca portugueses, mas frio, saturação e défice na floração reduzem população, nodulação e vingamento. A soma térmica, variedade, altitude e previsão da campanha devem confirmar a decisão.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Água e rega

A necessidade publicada na ficha é «Baixa a moderada; crítica na floração». A água deve seguir fase fenológica, reserva do solo, precipitação, evapotranspiração e potencial real, sem dose regional fixa.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Solo e drenagem

A referência é «Quente, leve, drenado e pouco azotado». O guia exige conhecer perfil, textura, drenagem, compactação, infestantes e histórico, e o INIAV exige análise antes de corrigir ou fertilizar.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
pH

O valor não deve ser copiado de outra cultura: 5,5–7,5. Confirmar a faixa publicada no manual INIAV e a análise da parcela antes de aplicar corretivo.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Compasso

Não existe compasso doméstico universal: 15–30 cm; 50–70 cm entre linhas. Calcular sementes viáveis, população-alvo, entrelinha, germinação e perdas para a variedade, equipamento e destino.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Instalação

Instalar em solo quente e drenado, controlar infestantes cedo e usar inoculante específico apenas quando indicado e corretamente conservado.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Manutenção

Verificar nodulação, evitar azoto excessivo, assegurar água na floração e enchimento e secar e armazenar grão apenas quando limpo e duro.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Problemas e diagnóstico

Os problemas descritos — Gorgulho do feijão, Antracnose, Má nodulação — requerem observação e diagnóstico. Rotação, semente sã, população equilibrada e gestão de resíduos precedem qualquer produto autorizado.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Adequação regional

A triagem cruza normais IPMA com exposição, água, solo e este limite: Está adaptado ao calor e seca portugueses, mas frio, saturação e défice na floração reduzem população, nodulação e vingamento. Não substitui variedade, histórico, análise, previsão ou ensaio na parcela.

Portugal · síntese editorial Limite: Síntese para planeamento regional; confirme altitude, microclima, exposição, solo, água, cultivar e previsão antes de decidir na parcela.
Contrato de cultivo revisto em 27 de julho de 2026.