Prancha botânica do feijão Tarreste com trepadeira em vara, folhas trifoliadas, flores, vagens secas e sementes tradicionais
Hortícola Média

Feijão Tarreste

Phaseolus vulgaris 'Tarreste' · Fabaceae

Variedade de conservação de feijão trepador com origem formal em Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, ligada aos sistemas agrícolas do Alto Minho.

ExposiçãoSol com boa circulação de ar
ÁguaModerada e regular, ajustada à chuva
CicloAnual trepadora
SoloFértil, fresco mas drenante
pH6,0–7,5
Espaço20–30 cm junto a varas ou rede

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Começar com um lote autêntico

    O CNV fixa Arcos de Valdevez e Ponte da Barca como região de origem e identifica a cooperativa agrícola local como responsável pela manutenção. Comprar ou receber semente com denominação completa, origem, ano e responsável; um nome parecido não prova que seja esta variedade.

  2. Reconhecer antes de multiplicar

    Usar descritor e amostra do responsável de manutenção para confirmar porte, vagem e semente; o nome ouvido localmente pode ter grafias ou materiais diferentes.

  3. Instalar a cultura

    Semear depois de o solo aquecer, em linhas arejadas com varas altas e firmes; ajustar a densidade à humidade do vale.

  4. Separar colheita de consumo e de semente

    Colher segundo o uso do acesso confirmado, mantendo uma área sem apanha precoce para maturar semente. Para semente, selecionar muitas plantas conformes e sãs, deixar vagens secar na planta quando o tempo permitir e completar a secagem sob coberto ventilado.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Manter o tipo sem estreitar o lote

Marque plantas conformes e saudáveis, conserve uma população suficiente para a espécie e não selecione apenas o exemplar maior. Registe quantas plantas contribuíram e descarte cruzamentos evidentes sem reduzir o lote a uma única linhagem.

Controlar polinização e mistura

Planeie isolamento espacial, temporal ou físico segundo a biologia da espécie; identifique linhas e utensílios e processe um lote de cada vez. A distância doméstica, por si só, não garante pureza varietal.

Secar, testar e guardar

Extraia apenas semente madura, seque à sombra com ar em movimento, limpe e guarde em recipiente seco, fresco, escuro e etiquetado. Faça teste de germinação antes da época seguinte e conserve uma amostra de segurança.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Podridão em período chuvosoVagens e folhas permanecem húmidas, surgem manchas e a semente escurece antes de secar.Aumentar arejamento e suporte, colher vagens maduras antes de chuva prolongada e terminar secagem em grelha limpa sem calor forte.
Perda de identidade varietalAparecem frutos, raízes, vagens, ciclos ou portes fora do descrito, ou faltam etiquetas e registos de origem.Suspender distribuição como variedade nomeada, separar plantas atípicas e comparar o lote com material de referência ou com o responsável de manutenção.
Semente húmida ou pouco viávelCondensação, bolor, insetos, odor anormal ou germinação baixa e irregular no teste.Não semear nem partilhar como lote fiável; eliminar material contaminado, higienizar recipientes e rever maturação, secagem e armazenamento.

O nome oficial no CNV é Tarreste. É variedade de conservação dos concelhos de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca; produção e comercialização de semente obedecem ao regime e região de origem.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, ajustar chuva, ventilação e janela térmica; confirmar chuva, ciclo, suporte e regras da região de origem.
Norte interior No Norte interior, respeitar geadas e a estação quente disponível; confirmar chuva, ciclo, suporte e regras da região de origem.
Centro litoral No Centro litoral, gerir humidade, vento e sucessão de culturas; confirmar chuva, ciclo, suporte e regras da região de origem.
Centro interior No Centro interior, combinar proteção de geada com conservação de água; confirmar chuva, ciclo, suporte e regras da região de origem.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, aproveitar a estação longa sem expor fruto ao escaldão; confirmar chuva, ciclo, suporte e regras da região de origem.
Alentejo No Alentejo, instalar cedo e assegurar rega eficiente e cobertura; confirmar chuva, ciclo, suporte e regras da região de origem.
Algarve No Algarve, cultivar fora do calor extremo ou usar proteção solar; confirmar chuva, ciclo, suporte e regras da região de origem.
Açores Nos Açores, testar em pequena escala por causa de chuva, vento e menor calor; confirmar chuva, ciclo, suporte e regras da região de origem.
Madeira Na Madeira, ajustar calendário à altitude e impedir mistura de lotes; confirmar chuva, ciclo, suporte e regras da região de origem.