Prancha botânica de Athyrium filix-femina com tufo de frondes delicadas bipinadas, ráquis verde, pínulas finamente recortadas e soros alongados curvos em forma de vírgula
Feto Média

Feto-fêmea

Athyrium filix-femina · Woodsiaceae

Feto autóctone de bosques húmidos e sombrios, frequentemente ripícola e em solos ácidos, com frondes finas e soros curvos.

ExposiçãoSombra a meia-sombra fresca
ÁguaHumidade regular, sobretudo na abertura
CicloHemicriptófito caducifólio
SoloÁcido, húmico e drenado
pH4,5–6,5
Espaço60–90 cm

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Verificar soros curvos

    Soros alongados e curvos separam o feto-fêmea de Dryopteris e Polystichum.

  2. Usar planta de viveiro

    Não remover coroas do bosque; rastreie proveniência em conservação.

  3. Coroa à superfície

    Abra cova larga e não enterre o ponto de emergência.

  4. Regar ao instalar

    Mantenha frescura no primeiro verão e reduza depois.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Aceitar dormência

As frondes podem desaparecer no inverno; marque e não cave.

Cortar frondes velhas tarde

Retire antes da nova abertura sem ferir báculos.

Evitar sais e calcário

Água alcalina e adubo concentrado queimam raízes finas.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Secura na brotaçãoBáculos param ou abrem deformados.Restaurar sombra, manta e rega profunda temporária.
LesmasBáculos jovens roídos.Inspeção manual e predadores; evitar veneno junto de água.
Feto erradoSoros redondos ou fronde rígida contradizem a ficha.Rever com lupa e chave.

“Fêmea” é um nome histórico e não indica sexo: fetos não têm flores masculinas e femininas.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Muito favorável onde persistem solos profundos, chuva atlântica e continuidade de bosque; conservar as frondes delicadas, soros curvos e solo ácido.
Norte interior Favorável em montanhas e vales frescos, mas a continentalidade, altitude e proveniência mudam a seleção.
Centro litoral Possível em refúgios húmidos e carvalhais remanescentes; não confundir litoral com solo encharcado.
Centro interior Adequada em serras e vales frios; exposição e reserva de água do solo são decisivas no verão.
Lisboa e Vale do Tejo Localizada em serras, barrancos e matas frescas; não justificar rega permanente num clima mais seco.
Alentejo Apenas em serras ou microclimas comprovados; proteger as frondes delicadas, soros curvos e solo ácido da seca, fogo recorrente e mobilização.
Algarve Em regra pouco adequada pelo calor e défice hídrico; usar somente comunidades locais confirmadas.
Açores Confirmar estatuto, ilha e origem açoriana; material continental não substitui flora insular.
Madeira Confirmar estatuto, altitude e origem madeirense; não transferir automaticamente população continental.