Prancha botânica da Navelina com árvore compacta, flor branca, folhas verde-escuras e laranja redonda de umbigo em corte sem sementes
Fruteira Média

Laranjeira Navelina

Citrus sinensis 'Navelina' · Rutaceae

Laranja navel precoce, produtiva, sem sementes e de cor intensa, com boa aderência à árvore mas risco de clareta e alguma alternância.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaRegular, sem seca–excesso alternados
CicloÁrvore perene enxertada
SoloFértil, drenado e não compactado
pH5,5–7,5 conforme porta-enxerto
Espaço4–6 m

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar cultivar e porta-enxerto

    Navelina é uma mutação de Early Navel com árvore vigorosa sem espinhos, flor sem pólen e fruto redondo com umbigo. Compre planta enxertada em viveiro autorizado, com cultivar, clone, porta-enxerto, lote e passaporte identificados; uma semente nunca reproduz fielmente esta cultivar.

  2. Escolher o microclima

    Prefira terreno arejado e rega uniforme, evitando compactação e flutuações que aumentem defeitos da casca. Reserve sol pleno, abrigo de vento frio, drenagem interna e espaço para circulação de ar; não plante numa baixa onde ar frio ou água se acumulem.

  3. Plantar com a união alta

    Plante de outono a primavera fora de geada e calor, mantendo o topo do torrão ao nível do terreno e a enxertia bem exposta. Regue profundamente, cubra o solo sem tocar no tronco e retire tutor apertado.

  4. Planear polinização e calendário

    É partenocárpica e normalmente apirena; a carga pode alternar, pelo que não se deve estimular um ano forte com azoto excessivo. Mapeie cultivares vizinhas e a sequência de colheita; proximidade de citrinos férteis pode aumentar sementes mesmo numa cultivar normalmente apirena.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Regar pela carga e pelo solo

Mantenha humidade regular da floração ao crescimento do fruto, sem encharcar o colo. Expanda os emissores com a copa e use análise de água, solo e folha antes de corrigir sais, ferro ou azoto.

Formar uma copa iluminada

Limite a poda a madeira morta, ramos cruzados, saias excessivamente baixas e ladrões. Cortes fortes provocam rebentação vertical, escaldão e atraso de produção; desinfete ferramentas entre árvores suspeitas.

Colher por maturação interna

A acidez mantém-se relativamente bem: amostre por setores e não confunda cor exterior intensa com maturação uniforme em toda a copa. Cor da casca, sobretudo após noites frias ou retorno do calor, não basta: prove e acompanhe sumo, açúcares e acidez. Citrinos não melhoram em açúcar depois de colhidos.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Clareta e alternânciaFissuras ou colapso irregular da casca, muitos frutos num ano e floração fraca no seguinte.Uniformizar rega, evitar excesso de vigor, colher em passagens e equilibrar carga e nutrição ao longo de dois ciclos.
Mosca-do-Mediterrâneo e tripesPicadas, podridão, larvas, cicatriz anelar ou prateada junto ao pedúnculo e deformação de folhas ou fruto jovem.Monitorizar, retirar fruta caída e seguir avisos e medidas oficiais; não transportar material ou fruto de áreas demarcadas contra regras fitossanitárias.
Phytophthora, goma ou franqueamentoCasca escura ou com goma no colo, folhas amarelas, raízes castanhas, enxertia enterrada ou rebentos diferentes abaixo dela.Afastar água e cobertura do tronco, confirmar drenagem e agente, remover ladrões e preservar a união acima do solo; tolerância do porta-enxerto não é imunidade.

O IVIA descreve fruto de cerca de 200–220 g, sem sementes, colheita precoce e sensibilidade a clareta. As janelas de colheita são orientativas para Portugal: litoral, altitude, carga, porta-enxerto e ano podem antecipar ou atrasar várias semanas.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, procurar abrigo, drenagem e calor acumulado; é precoce e comercialmente testada, desde que haja proteção do frio e água uniforme.
Norte interior No Norte interior, o frio de inverno e a geada limitam fruto e madeira; é precoce e comercialmente testada, desde que haja proteção do frio e água uniforme.
Centro litoral No Centro litoral, escolher microclima soalheiro e solo drenado; é precoce e comercialmente testada, desde que haja proteção do frio e água uniforme.
Centro interior No Centro interior, proteger de geada e calor seco extremo; é precoce e comercialmente testada, desde que haja proteção do frio e água uniforme.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, controlar vento, água e mosca-do-Mediterrâneo; é precoce e comercialmente testada, desde que haja proteção do frio e água uniforme.
Alentejo No Alentejo, assegurar rega, proteção do escaldão e qualidade da água; é precoce e comercialmente testada, desde que haja proteção do frio e água uniforme.
Algarve No Algarve, ajustar colheita, rega e sanidade ao principal território citrícola; é precoce e comercialmente testada, desde que haja proteção do frio e água uniforme.
Açores Nos Açores, proteger do vento e excesso de chuva; é precoce e comercialmente testada, desde que haja proteção do frio e água uniforme.
Madeira Na Madeira, ajustar altitude, água e pressão de pragas ao clima muito suave; é precoce e comercialmente testada, desde que haja proteção do frio e água uniforme.