Ilustração botânica de lavanda-verdadeira com base lenhosa, folhas lineares cinzentas, espigas violetas compactas, cálice e quatro núculas
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Aromática Guia de cultivo Média

Lavanda-verdadeira

Lavandula angustifolia · Lamiaceae

Lavanda-verdadeira é o nome sob o qual o catálogo reúne Lavandula angustifolia, da família Lamiaceae. A descrição do ciclo apresenta-a como subarbusto lenhoso perene. A ficha associa a planta a sol pleno.

O quadro de Lavanda-verdadeira aponta para pedregoso, alcalino e muito drenado. Quanto à água, a indicação é baixa depois de instalada. Verifique proveniência e condição fitossanitária antes de instalar Lavandula angustifolia. As precauções tóxicas e estruturais mantêm-se válidas.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaBaixa depois de instalada
CicloSubarbusto lenhoso perene
SoloPedregoso, alcalino e muito drenado
pH6,5–8,0
Espaço45–70 cm

Top 300 em Portugal · posição 287

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Lavanda-verdadeira (Lavandula angustifolia) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Lavanda-verdadeira (Lavandula angustifolia) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Lavandula angustifolia Mill.

Nome aceite
Nome publicado
Lavandula angustifolia
Sinónimos relevantes
Nenhum declarado neste piloto

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no GBIF Backbone. Este lote não declara sinónimos adicionais como necessários para a pesquisa editorial.

Verificado em 25 de julho de 2026.

Estatuto verificado

Cultivo rastreado

Exótica
Jurisdição
Portugal continental
Âmbito
Cultivo ornamental ou aromático rastreado de Lavandula angustifolia em Portugal continental, separado das lavândulas autóctones e de qualquer intervenção de restauro.
Enquadramento
O Plants of the World Online situa a distribuição nativa fora de Portugal. A revisão nominal do anexo II do Decreto-Lei n.º 92/2019 não encontrou este táxon na Lista Nacional de Espécies Invasoras, mas o diploma sujeita a licença do ICNF o cultivo de exóticas para fins comerciais, científicos ou pedagógicos e exige autorização para introdução na natureza. Uso ornamental doméstico não autoriza libertação, e atividade, território, nome aceite e lei devem ser confirmados antes de produzir, vender, estudar ou instalar fora de espaço cultivado.

A distribuição nativa aceite vai do nordeste de Espanha a Itália, não a Portugal. Registe espécie, subespécie, cultivar e lote; não use o nome genérico “lavanda” para substituir rosmaninhos portugueses nem para autenticar óleo, alimento ou alegação medicinal.

Avaliado em 25 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Não confundir lavandas

    Compre Lavandula angustifolia identificada; rosmaninho, lavandim e outras lavandas têm composição, porte e uso diferentes.

  2. Criar uma posição elevada

    Plante em faixa mineral, camalhão ou vaso com drenagem livre, mantendo o colo acima de acumulação de água e cobertura.

  3. Abrir o torrão

    Desfaça raízes circulares com cuidado e replante à mesma altura, sem composto rico encostado à base.

  4. Regar o estabelecimento

    Faça regas profundas e espaçadas no primeiro verão e reduza depois, nunca mantendo substrato húmido continuamente.

Janelas nacionais de referência

Calendário

Propagar por estaca durante crescimento adequado, instalar no período fresco sem saturação e colher espigas quando a fase floral corresponde ao destino definido.

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

São janelas de referência, não datas garantidas. Atrase com geada e altitude, antecipe apenas com condições locais favoráveis e confirme cultivar, finalidade, previsão, água e microclima.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Podar depois da flor

Retire espigas e encurte crescimento verde sem cortar profundamente a madeira velha sem folhas.

Colher parcialmente

Para cozinha, colha espigas limpas em botão e deixe uma fração da floração disponível aos polinizadores.

Renovar plantas abertas

Propague por estaca jovem e substitua exemplares lenhosos em vez de tentar recuperar com poda severa.

Não confundir visita com benefício comprovado

Uma visita observada ou a presença numa lista estrangeira não prova valor para toda a comunidade de polinizadores, origem autóctone, ausência de escape nem adequação ao local. Registe grupos visitantes, época, cultivar e gestão; combine flor com abrigo, água segura, solo de nidificação e ausência de pesticidas, sem contrariar estatuto legal.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Podridão da raizRamos inteiros secam e a base escurece em solo húmido.Suspender rega, melhorar drenagem e substituir em posição elevada.
Centro abertoRamos afastam-se e deixam madeira nua no meio.Podar levemente todos os anos e renovar quando a estrutura já não responde.
Pouco aromaEspigas frouxas e folhas muito verdes em crescimento mole.Aumentar sol e reduzir água e fertilidade azotada.

Flores culinárias usam-se em pequena quantidade; óleo essencial é concentrado e não equivale à flor. Não ingerir preparações caseiras concentradas nem dar a crianças ou animais.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Lavanda-verdadeira: confirmar drenagem, circulação de ar e duração do molhamento num clima atlântico mais húmido. Pode desenvolver-se em sequeiro e beneficiar de rega medida; a principal limitação é o inverno húmido ou solo saturado, sobretudo em clima atlântico.
Norte interior Lavanda-verdadeira: ajustar instalação a geadas, altitude e verão seco, sem assumir que a mesma data serve vales e planaltos. Pode desenvolver-se em sequeiro e beneficiar de rega medida; a principal limitação é o inverno húmido ou solo saturado, sobretudo em clima atlântico.
Centro litoral Lavanda-verdadeira: avaliar humidade, vento costeiro, exposição e água da parcela antes de escolher a época. Pode desenvolver-se em sequeiro e beneficiar de rega medida; a principal limitação é o inverno húmido ou solo saturado, sobretudo em clima atlântico.
Centro interior Lavanda-verdadeira: compatibilizar geada tardia, calor estival, solo e disponibilidade de rega. Pode desenvolver-se em sequeiro e beneficiar de rega medida; a principal limitação é o inverno húmido ou solo saturado, sobretudo em clima atlântico.
Lisboa e Vale do Tejo Lavanda-verdadeira: escolher exposição e rega para uma estação longa, verificando calor refletido e drenagem. Pode desenvolver-se em sequeiro e beneficiar de rega medida; a principal limitação é o inverno húmido ou solo saturado, sobretudo em clima atlântico.
Alentejo Lavanda-verdadeira: a decisão depende de água, sombra ou sol da espécie, calor extremo e capacidade de drenagem. Pode desenvolver-se em sequeiro e beneficiar de rega medida; a principal limitação é o inverno húmido ou solo saturado, sobretudo em clima atlântico.
Algarve Lavanda-verdadeira: ajustar a época para evitar o pico de calor e verificar salinidade, vento e qualidade da água. Pode desenvolver-se em sequeiro e beneficiar de rega medida; a principal limitação é o inverno húmido ou solo saturado, sobretudo em clima atlântico.
Açores Lavanda-verdadeira: confirmar por ilha e cota o vento, a humidade persistente, a insolação e a drenagem. Pode desenvolver-se em sequeiro e beneficiar de rega medida; a principal limitação é o inverno húmido ou solo saturado, sobretudo em clima atlântico.
Madeira Lavanda-verdadeira: confirmar altitude, vertente, vento, calor e água; litoral e cotas altas não são equivalentes. Pode desenvolver-se em sequeiro e beneficiar de rega medida; a principal limitação é o inverno húmido ou solo saturado, sobretudo em clima atlântico.

Afirmações rastreáveis

Evidência por campo

Cada linha identifica a afirmação que sustenta o guia, o território a que se aplica e as fontes usadas. Síntese editorial significa que a conclusão combina requisitos da cultura com contexto climático português; não é uma medição da sua parcela.

Material de propagação

Usar Lavandula angustifolia identificada e cultivar rastreável, sem assumir que toda alfazema, lavanda híbrida ou população espontânea é equivalente.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Calendário

Propagar por estaca durante crescimento adequado, instalar no período fresco sem saturação e colher espigas quando a fase floral corresponde ao destino definido.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Exposição e temperatura

A ficha aplica a exposição «Sol pleno» e este limite climático: Pode desenvolver-se em sequeiro e beneficiar de rega medida; a principal limitação é o inverno húmido ou solo saturado, sobretudo em clima atlântico. O microclima e a fase da planta continuam por confirmar.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Água e rega

A necessidade indicada é «Baixa depois de instalada». O manual português manda decidir a rega pelo clima, textura, humidade do solo e fase, preferindo gota-a-gota e evitando uma dose regional fixa.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Solo e drenagem

A referência de cultivo é «Pedregoso, alcalino e muito drenado». Antes de instalar, analisar textura, nutrientes e drenagem; camalhão só quando topografia, excesso de precipitação ou solo o justificarem.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
pH

Não há no manual um pH específico defensável para esta espécie: 6,5–8,0. O INIAV documenta exigências muito diferentes entre aromáticas e exige análise antes de corrigir.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Compasso

Não foi imposta uma distância nacional universal: 45–70 cm. O manual publica apenas uma faixa geral e exige ajustar espécie, época, porte, ventilação, alfaias e sistema de colheita.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Instalação

Plantar ao nível da coroa em solo mineral e muito drenado, com sol e circulação; estacas de ponta permitem conservar uma cultivar identificada.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Manutenção

Colher espigas em manhã seca depois do orvalho e antes de chuva, preservando flores para polinizadores e processando rapidamente sem compactação. Fertilização só após análise; rega eficiente, contenção, higiene, rotação quando aplicável e observação regular completam a manutenção.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Problemas e diagnóstico

Os problemas já descritos na ficha — Podridão da raiz, Centro aberto, Pouco aroma — exigem confirmação no local. O INIAV prioriza higiene, material são, vigilância, diversidade e medidas culturais; qualquer produto depende da autorização atual.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Adequação regional

A avaliação regional cruza normais IPMA com «Sol pleno», água «Baixa depois de instalada» e este limite: Pode desenvolver-se em sequeiro e beneficiar de rega medida; a principal limitação é o inverno húmido ou solo saturado, sobretudo em clima atlântico. É uma triagem condicional, não prova de aptidão da parcela.

Portugal · síntese editorial Limite: Síntese para planeamento regional; confirme altitude, microclima, exposição, solo, água, cultivar e previsão antes de decidir na parcela.
Contrato de cultivo revisto em 27 de julho de 2026.